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#CancelaoVape: Campanha lista 10 fatos para manter a proibição aos cigarros eletrônicos

Mirando a participação de jovens, um dos públicos mais impactados pelo consumo de cigarros eletrônicos, a #CancelaOVape reúne informações confiáveis para o público participar da consulta pública da Anvisa, que recebe propostas inovadoras até 9 de fevereiro.
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Ronaldo Matos

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“Tem sabor de morango, mas pode matar” é a mensagem de alerta que estampa a página inicial do site da campanha #CancelaOVape que reúne 10 motivos para manter a proibição aos cigarros eletrônicos e um link com orientações sobre como participar da consulta pública da Anvisa. A proposta é falar principalmente com formadores de opinião e o público mais jovem, que são os principais usuários no Brasil.

A ACT Promoção da Saúde, a Vital Strategies e organizações parceiras lançam a campanha #CancelaOVape com o objetivo  de oferecer informações confiáveis e sem conflitos de interesses sobre os cigarros eletrônicos e outros dispositivos eletrônicos para fumar – DEFs. A iniciativa foi pensada em apoio à proposta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa submetida à consulta pública, que recebe contribuições da população até a próxima sexta-feira, 9 de fevereiro. 

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Segundo Mariana Pinho, coordenadora do Projeto Controle do Tabaco da ACT, esses produtos são pensados para atrair principalmente o público jovem e, mesmo com evidências científicas robustas e posicionamentos de entidades como a Organização Mundial da Saúde contra esses dispositivos, ainda há muita desinformação, divulgada principalmente pela indústria do tabaco. 

“Esses produtos têm sabores agradáveis e design moderno. São feitos para atrair adolescentes e jovens. Assim, a indústria garante a dependência logo cedo, formando um mercado consumidor que durará por muito tempo. Os danos à saúde são imensos e têm aparecido cada vez mais cedo, quando comparados aos usuários de cigarros convencionais”, explica a coordenadora do Projeto Controle do Tabaco da ACT. 

A proposta da consulta pública da ANVISA é ampliar a abrangência de restrições para o uso de cigarros e dispositivos eletrônicos que aproximam as juventudes do tabagismo. (Foto: Pixabay)

Fatos sobre tabagismo entre jovens

Os vapes têm sido a porta de entrada das juventudes para o tabagismo. De acordo com dados do Vigitel de 2023, inquérito de saúde brasileiro mais duradouro e ininterrupto feito por entrevistas por telefone, 60% dos usuários de 18 a 24 anos nunca haviam fumado cigarros convencionais. 

Ainda segundo o Vigitel, no ano passado, 6,1% dos jovens adultos – de 18 a 24 anos – haviam utilizado DEFs. Em 2019, o índice era de 7,4%. 

Proibidos no Brasil desde 2009 pela Anvisa, os DEFs estão sob consulta pública em uma norma ainda mais abrangente e detalhada, baseada em evidências científicas e alinhada às recomendações da OMS, que substituirá a atual vigente. 

A #cancelaovape também apresenta evidências que desmontam o argumento da indústria de que os dispositivos eletrônicos são mais seguros que os cigarros convencionais. Pesquisas já identificaram cerca de duas mil substâncias químicas em cigarros eletrônicos, levando ao adoecimento dos seus consumidores mais precocemente do que os consumidores de cigarros.  

Assim como os cigarros, os DEFs, em sua maioria, contêm nicotina, substância que causa forte dependência. Alguns têm sais de nicotina, o que aumenta a capacidade de gerar dependência. 

Estudo do Instituto do Coração – InCor mostrou que os usuários de dispositivos eletrônicos apresentam níveis de nicotina no organismo equivalentes ao consumo de, pelo menos, 20 cigarros convencionais por dia. 

A proibição dos vapes no Brasil é uma estratégia de proteção da população que tem dado certo. Ao contrário do que a indústria tenta fazer parecer, o consumo está concentrado nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília e tem caído ao longo do tempo.

Já os países que liberaram o comércio estão vendo um aumento significativo no consumo. Os Estados Unidos, por exemplo, declararam enfrentar uma epidemia de vapes entre adolescentes. De acordo com a pesquisa “Uso de cigarros eletrônicos e uso dual entre jovens em 75 países: estimativas da Global Youth Tobacco Surveys (2014-2019)”, realizada com estudantes entre 13 e 15 anos, nos países que proíbem a venda de cigarros eletrônicos os níveis de consumo por jovens são menores do que países que permitem, e há redução das chances do consumo por este público.

 

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