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Grupo Semente Crioula realiza segunda Noite do Coco no Espaço Cultural Adebanke

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Um dos principais objetivos do projeto, que aborda questões de gênero e ancestralidade é manter viva a tradição negra e indígena nos territórios periféricos da zona leste de São Paulo. 

Primeira Noite do Coco, realizada em 2017, na OKupação Cultural Coragem, em Itaquera. (Foto: Elaine Mineiro)

Neste sábado (16), o Espaço Cultural Adebanke, localizado em Artur Alvim, bairro da zona leste de São Paulo, receberá a partir das 17h a segunda edição da Noite do Coco, um projeto criado pelo Grupo de Coco Semente Crioula, para contribuir na preservação e difusão das raízes e tradições negras e indígenas nas periferias.

A primeira edição da Noite do Coco aconteceu em setembro de 2017. Na ocasião, o foco foi reunir brincantes de cultura popular para realizar sambadas de coco na zona leste. Neste sábado, o público poderá desfrutar de exposições de artesanato e apresentações dos grupos Pretas Bás, Cia. de Cultura Popular Lelê de Oyá, Grupo de Dança Afro Babalotim haverá e o lançamento do CD “Vai chover sementes”, do grupo Grupo de Coco Semente Crioula.

Misturando instrumentos de percussão africanos e estilos de danças indígenas, o Coco é um ritmo musical que nasceu na região nordeste do Brasil na metade do século XVIII. Em estados nordestinos como Pernambuco, Alagoas e Paraíba é possível vivenciar rodas de coco que fazem parte de festas de comunidades tradicionais.

Foto: Elaine Mineiro.

Uma característica marcante da Noite do Coco é o engajamento e a consciência política das mulheres que fazem a festa acontecer e que atuam em diversas vertentes artísticas, como música, dança, poesia, promovendo vivências, oficinas, exposições de artesanatos, roupas, livros, comes e bebes, entre outras. Para o Grupo de Coco Semente Crioula, o recorte de gênero é elemento fundamental na formação do grupo, assim como a referência às Mestras.

Fruto da sua relevância para o território e para a preservação da cultura popular nordestina, o projeto foi contemplado pela 3ª edição da Lei de Fomento à Cultura das Periferias da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo. Além da conquista do edital, em 2018 o projeto conquistou o Prêmio Culturas Populares – Selma do Coco, uma iniciativa do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

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