Como diferentes gerações estão se mobilizando pela longevidade LGBTQIAPN+ #45

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Falar sobre envelhecimento ainda é um tabu. E esse debate se torna ainda mais invisibilizado quando envolve as velhices de pessoas LGBTQIAPN+.

Segundo o IBGE, a expectativa de vida da população brasileira vem aumentando, chegando a 76,4 anos em 2024, superando os 75,5 anos registrados em 2022. Mas será que viver mais também significa envelhecer com dignidade? Longevidade é muito além de viver por muito tempo, é sobre envelhecer com saúde, autonomia e bem-estar. 

Para esse papo, conversamos com a professora aposentada e ativista do movimento LGBTQIAPN+, Dora Cudgnola, de 73 anos, que conta como foi envelhecer sendo uma mulher lésbica, vindo do bairro da Penha, na zona leste de São Paulo.

Também chega com a gente, Célia Moura, arte educadora e vice-presidente da Eternamente Sou, organização sem fins lucrativos que atua no fortalecimento e acolhimento de pessoas LGBTQIAPN+ 50+. 

Célia, que vem da Casa Verde Alta, zona norte de São Paulo, nos conta como diferentes gerações da comunidade LGBTQIAPN+ tem se mobilizado para fortalecer redes de apoio e construir alternativas para um envelhecimento mais digno, e como a Eternamente Sou atua, a partir de suas oficinas e atividades, pelos direitos e pela longevidade das pessoas idosas e LGBTQIAPN+. 

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Em Guaianases, projetos impactam autonomia e a vida de quem envelhece na periferia

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Ao contrário do que muita gente pensa, envelhecer na periferia pode significar vitalidade e pertencimento. Pelo menos é o que têm comprovado os frequentadores do projeto Dia Total e da Academia Black Brothers. Com atividades específicas para a população idosa, as iniciativas têm impactado não só a rotina, mas a saúde física e mental de muita gente pela região.

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