O debate sobre democratização do teatro e acesso à cultura é um papo antigo nas periferias. A partir da atuação de coletivos teatrais que vêm construindo caminhos para aproximar as artes cênicas das quebradas, criando espaços de formação, produções artísticas e ampliando o acesso de espectadores periféricos a essas intervenções culturais.
Segundo a pesquisa Cultura nas Capitais (2024), mais de um terço da população paulistana nunca foi ao teatro. O levantamento também evidencia um forte recorte de classe: Enquanto 55% das pessoas da classe A afirmam já ter frequentado peças teatrais, entre as classes C e D, 64% nunca tiveram acesso a esse tipo de experiência cultural.
Conversamos com Thabata Wbalojá, do Coletivo Teatral Filhas da Dita, da Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, que compartilha como o teatro impacta o território e de que forma os coletivos vêm trabalhando para democratizar o acesso à cultura dentro das periferias. Ela também destaca a importância do teatro na construção de identidade e no fortalecimento das narrativas produzidas nas quebradas.
Também chega com a gente Miguel Rocha, diretor artístico da Companhia de Teatro Heliópolis, que fala sobre a importância das políticas públicas voltadas à cultura e os desafios enfrentados por artistas e coletivos periféricos no acesso a investimentos culturais e espaços de produção artística.
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