O acesso à saúde, educação adaptada, atividades esportivas, acessibilidade nos locais de convivência e a outros direitos fundamentais ainda é um desafio para muitas crianças e adolescentes com deficiência e neurodivergentes que vivem nas periferias.
Segundo o Censo de 2022 realizado pelo IBGE, o Brasil tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais. Apesar de terem seus direitos garantidos pela LBI, a Lei Brasileira de Inclusão, a falta de políticas públicas e de recursos adequados ainda impacta a vida dessas famílias nas quebradas.
Conversamos com a neuropsicopedagoga, Micéia de Fátima, da Vila Natal, zona sul de São Paulo, que fala sobre os impactos do capacitismo na infância e como esses estigmas podem estar presentes dentro da própria família. Ela também comenta sobre a importância da educação adaptada nas escolas públicas e sua contribuição para o desenvolvimento de crianças e adolescentes neurodivergentes e com deficiência.
Também chega com a gente Adriana Dias, da Casa do Ney, espaço que promove o desenvolvimento e a inclusão de crianças e adolescentes com deficiência, por meio do esporte e do apoio educacional. A ONG acolhe 258 famílias, com atendimentos para pessoas com deficiência motora, intelectual e neurodivergentes.
Adriana nos conta como profissionais voluntários estão trazendo acessibilidade, acesso à saúde e inclusão para crianças e jovens de Parelheiros, no extremo sul da capital paulista. Ela também traz informações sobre a importância de redes de apoio, e como ela pode auxiliar nesse processo .
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