A cultura drag é uma expressão artística baseada na transformação e na performance. Por meio de personagens, drag queens e drag kings utilizam a arte como ferramenta de expressão e representatividade, além de ocupar um papel importante na luta e resistência da comunidade LGBTQIAPN+.
Mas como é viver dessa arte nas periferias? O único estudo encontrado sobre o tema, um levantamento realizado pelo coletivo Distrito Drag, do Distrito Federal, em parceria com o Instituto LGBT+, revelou que 65% dos artistas mapeados vivem em regiões periféricas do DF e que apenas 10% das pessoas entrevistadas conseguem viver exclusivamente da arte drag. Embora a pesquisa tenha sido realizada em uma única localidade, os dados levantam um questionamento que deve ser feito nas demais cidades e periferias do país: essa realidade também está presente em outros territórios?
Para falar sobre esse cenário, quem conversa com a gente é Bruno Fujiwara, fundador do coletivo Acuenda, do Jardim Romano, na zona leste de São Paulo. Formado por artistas periféricos, o coletivo atua na valorização da cultura drag por meio de iniciativas voltadas ao mapeamento de artistas, formações para iniciantes e fortalecimento da cena drag nas quebradas.
Também chega com a gente a drag queen Sissi Girl, de São Miguel Paulista, que há 35 anos atua na cena drag. Ela compartilha as transformações que acompanhou ao longo da carreira e fala sobre o papel da cultura drag em tempos de crescimento do conservadorismo, e como essa arte contribui para o combate à LGBTfobia e a luta pela garantia de direitos dentro dos territórios.
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