A regulamentação da doulagem como profissão, sancionada pelo Governo Federal no dia 8 de abril de 2026, tem ampliado as discussões sobre cuidado humanizado, acesso à saúde e os direitos das doulas e de pessoas que gestam nas quebradas.
Dados da pesquisa Nascer no Brasil, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam que pessoas negras e usuárias da rede pública estão entre as mais afetadas pela violência obstétrica durante a gestação e o parto. Nesse contexto, a atuação das doulas se torna uma ferramenta importante de acolhimento, orientação e construção de rede de apoio para pessoas gestantes antes, durante e depois do parto.
Conversamos com a doula Mariana Pimentel, do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, que explica como a regulamentação pode impactar o trabalho dessas profissionais, além de ampliar o debate sobre a construção de políticas públicas voltadas ao cuidado, ao acesso e acompanhamento humanizado da gestação. Ela também reflete sobre os desafios enfrentados pelas doulas e por gestantes dentro do sistema de saúde.
Também contamos com Monique Eleotério, da Vila da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, e é uma das idealizadoras do Coletivo Quilomba. Ela compartilha de que forma esse cuidado chega até as periferias e como as doulas periféricas têm se organizado coletivamente para fortalecer redes de apoio, ampliar o acesso e construir caminhos de acolhimento para pessoas gestantes nos territórios periféricos.
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