A falta de banheiros químicos nos blocos de rua foi uma das reivindicações durante o Carnaval de São Paulo, principalmente em blocos organizados nos territórios periféricos, com relatos de organizadores e foliões sobre problemas de estrutura, em contradição ao que havia sido anunciado previamente pela Prefeitura como infraestrutura para a festa na capital, que aconteceu de 14 a 17 de fevereiro.
Carlos Junior Churras, educador popular, um dos organizadores do Bloco do Hercu — agremiação que existe há mais de 10 anos na região do M’Boi Mirim, zona sul de São Paulo — e representante do Fórum de Carnaval M’Boi Mirim, conta episódios que ocorreram na edição deste ano. Ele aponta entraves que impactaram desde o planejamento, até a demora para resolver pendências que garantisse a saída do bloco com tranquilidade.
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“Tivemos uma resposta muito demorada [por parte da Prefeitura] em relação ao cadastro [dos blocos de rua] para o Carnaval. A gente se cadastrou em outubro do ano passado [2025] e só recebemos confirmação em janeiro [de 2026], o que atrapalhou muito a nossa logística, pois precisamos de um tempo mínimo para nos organizar”, relata.
Churras conta que a demora na resposta da administração municipal atrasou a organização de atividades básicas como limpeza da via, manutenção, poda de árvore e toda a estrutura necessária para que o desfile do bloco do Hercu, acontecesse no dia 15 de fevereiro, domingo de carnaval.
“Tocamos tudo na correria, o que já é difícil, inclusive por segurança, pois o próprio aparato do Estado vem com muito mais força e com [um nível de armamento desproporcional] para um carnaval de rua”, lamenta o organizador que destaca não ser uma operação de alto risco e que ver agentes com fuzis passa a sensação de uma abordagem muito mais pesada do que o necessário para um contexto festivo.
Na região do M’Boi Mirim e em outras áreas periféricas de São Paulo, alguns dos principais blocos de rua animam a programação carnavalesca, ao unir festa e elementos da cultura local. Com concentração na Casa de Cultura do M’Boi Mirim, o Bloco Afro É Di Santo, por exemplo, desfila na segunda de carnaval e celebra a ancestralidade africana, através da percussão.
Além do carnaval: comunidades de samba atuam o ano inteiro nos territórios
O Bloco do Hercu, no Jardim Herculano, atrai moradores com sambas ao vivo, bateria e DJs. Também na zona sul de São Paulo, o Bloco do Beco, no Jardim Ibirapuera, destaca o convívio e a relação construída com a comunidade, entre outros blocos de diferentes regiões que atuam no território ao longo do ano.
Dados do estudo Economia Criativa e Carnaval de Rua, de 2023, liderado pelo Bloco do Beco/Ibira 30, apontam que, na zona sul da cidade, os blocos periféricos/comunitários, em sua grande maioria, são recentes, criados principalmente a partir dos anos 2010. Apesar da relevância cultural e social, muitos ainda funcionam com alto grau de informalidade.
Segundo o levantamento, apenas 45% possuem CNPJ e somente 27% contam com equipe remunerada. Metade recebe apoio de comércios locais. Em relação ao poder público, 40% já receberam algum tipo de fomento nos últimos três anos e apenas 20% acessaram leis/editais de incentivo como, por exemplo, ProAC ou PROMAC, o que sugere que a maioria opera com pouca estrutura formal e com recursos financeiros limitados.
A pesquisa analisou o Carnaval de Rua de M’Boi Mirim e entorno, com foco na economia criativa e no impacto social e econômico da festa. Foram estudados 11 blocos, 326 foliões e 33 comércios locais. O objetivo foi entender quem organiza o carnaval, como ele se sustenta, quanto dinheiro movimenta e qual é seu papel no território.
Policiamento ostensivo
O organizador do Bloco do Hercu relata que, neste ano, com a presença de policiamento armado ostensivo, criou-se um clima de tensão e intimidação, o que segundo ele, expõe as pessoas, sobretudo crianças e famílias, a situações de medo e sensação de insegurança. “Não foi em todos os blocos, mas vimos agentes policiais armados de fuzil em plena luz do dia, ao meio-dia, circulando em um bloco cheio de crianças”, diz.
Ele afirma que o uso desproporcional da força policial no momento de dispersão dos foliões também coloca em risco a integridade física da população.
“Em vários momentos, a polícia já chega com aparato de dispersão, como bombas e armas menos letais, pronta para agir. Isso torna tudo mais tenso. Esvaziar uma rua não é simples. As pessoas ainda estão conversando, bebendo, encerrando [a festa] do Carnaval”.
Carlos Junior Churras, educador popular, um dos organizadores do Bloco do Hercu e representante do Fórum de Carnaval M’Boi Mirim, na zona sul de São Paulo.
“Normalmente, se faz a concentração, o trajeto com a bateria, retorna ao ponto inicial e precisa de um tempo para dispersar a multidão. Fazer isso em 30 ou 40 minutos é muito difícil. Essa pressão de horário atrapalha tanto a experiência do público quanto o desenvolvimento econômico do evento”, aponta.
Conforme mostrou a pesquisa Economia Criativa e Carnaval de Rua, o evento tem impacto positivo significativo para a economia local. Entre os ambulantes, quase 60% afirmaram que o desfile impactou positivamente as vendas, que em média triplicaram nesse dia. Entre os comerciantes fixos, 60% também relataram aumento nas vendas, que dobraram em média no dia do desfile. Muitos afirmam que os ensaios ao longo do ano já aumentam o movimento.
Ao ressaltar que a combinação de fatores como rua cheia e consumo de álcool torna a dispersão do bloco um dos momentos mais tensos, ele afirma que se houvesse mais diálogo sobre o tempo de dispersão, facilitaria o processo de encerrar a celebração de forma mais tranquila e cordial.
Nesse contexto, até o momento, não houve registros de acidentes graves, mas Churras reforça que o clima é de insegurança. “Negociar ali na hora com sargento ou comandante, no meio da [festa], é complexo, eles estão cuidando da tropa e a situação fica confusa. Além disso, varia muito de bloco para bloco”, analisa.
“No Bloco do Beco, havia policiais com fuzil. Já no Bloco do Hercu, o próprio sargento que chegou com a tropa disse que não queria ninguém com fuzil, pois não se tratava de operação. Então depende muito também da experiência e sensibilidade de quem está à frente da condução de cada evento”, exemplifica.
Outro ponto levantado é que falhas na organização — como atrasos no credenciamento dos blocos — dificultam o diálogo com os moradores e podem aumentar a resistência ao Carnaval de rua. “Isso tudo ganha ainda mais peso porque geralmente já é difícil articular com a comunidade para receber o Carnaval [na região], até mesmo por questões religiosas e escolhas pessoais”, detalha.
Para ele, o atraso no credenciamento também dificulta a aproximação com os moradores que não frequentam o bloco e impede a construção do vínculo com a comunidade, indispensável para a convivência respeitosa com todos.
Ao longo do ano, os blocos também têm despesas estruturais. O estudo do Bloco do Beco/Ibira 30, mostrou que o total médio de gastos anuais dos 11 blocos chegou a pouco mais de R$ 127 mil, considerando produtos, serviços e parte da remuneração de profissionais.
Quando se observa especificamente o trabalho na economia criativa, cerca de 572 pessoas atuam nas atividades dos blocos ao longo do ano. Porém, apenas 11% recebem algum tipo de remuneração; 89% trabalham de forma voluntária. No dia do desfile, aproximadamente 640 pessoas atuam, e 13% são remuneradas. O gasto total com remuneração de profissionais ao longo do ano e no desfile foi de cerca de R$ 280 mil.
“Quando um bloco faz barulho na porta de alguém, isso já gera algum transtorno. E, se isso se agrava, pode prejudicar a realização do bloco no ano seguinte”, explica.
O artista e produtor cultural, Fernando Couto, do território de Guaianases, distrito situado na zona leste de São Paulo, também fala sobre a experiência dos blocos de Carnaval dos quais participa. O primeiro é o Unidos da Madrugada. Ele explica que o bloco tem sede no Jardim Triana, no bairro da Patriarca, um espaço que existe há cerca de 25 anos. No entanto, o bloco em si é mais recente: começou a se articular entre 2009 e 2010, somando hoje mais de 15 anos de trajetória.
Em tom de protesto, o Unidos da Madrugada ocupou as ruas neste ano com um enredo que fala sobre a luta dos territórios contra a especulação imobiliária, a perda de espaços tradicionais e culturais e sobre as dificuldades do cotidiano da população periférica.
O segundo é o Bloco Carnavalesco Boca de Serepesqué, com sede localizada em Guaianases, que tradicionalmente desfila pela rua do Mercadão de Guaianases. Neste ano, porém, o bloco não saiu. “O grupo está passando por uma série de questões, discutindo como será sua reorganização interna para um novo formato, que ainda não está definido”, compartilha sobre a atual situação do bloco, que existe há mais de 18 anos.
Fernando lamenta e frisa que o tipo de apoio prestado por parte da atual gestão na cidade acentua as dificuldades para o bloco desfilar, e cita problemas antigos e estruturais, como o que chama de “endurecimento” dos editais públicos culturais na capital paulista. Segundo ele, está cada vez mais difícil disputar recursos por meio das leis de incentivo, especialmente no contexto do Carnaval.
O artista conta ainda que já escreveu projetos, individualmente e na coletividade, para viabilizar atividades no âmbito do Serepesqué, mas atualmente, nenhum dos blocos de que faz parte recebeu incentivos públicos, mantendo suas ações de forma totalmente independente, com os recursos que conseguem mobilizar.
“Conseguir sair para o Carnaval na rua já é, por si só, um desafio que cria um debate com a Prefeitura. Por aqui, na periferia de Guaianases e na rua da Patriarca, sempre há insatisfação quando se fala em fechar vias que eles consideram importantes para o fluxo de trânsito”, conta.
“A própria rua do Mercadão, aqui em Guaianases, é um lugar em que sempre há disputa para conseguirmos sair com o desfile. Esse é sempre foi um diálogo difícil de fazer”, afirma, sobre os desafios de viabilizar desfiles de blocos comunitários.
Distribuição d’água e banheiros químicos
A falta de distribuição de água também foi apontada como problema durante a folia. Com altas temperaturas e grande aglomeração, a hidratação era essencial, mas não foi garantida pela Prefeitura de São Paulo no M’boi Mirim, para o Bloco do Beco, Bloco do Hercu, Bloco do Rei, Galera da Rampa, Unidos da Macieira, entre outros.
“Os próprios blocos tiveram que arcar com isso. O Bloco do Beco, por exemplo, gastou mais de R$ 3 mil só com água, distribuindo gratuitamente. Outros blocos fizeram o mesmo. Não houve nenhuma iniciativa pública de distribuição de água às pessoas.”
Carlos Junior Churras, educador popular, um dos organizadores do Bloco do Hercu e representante do Fórum de Carnaval M’Boi Mirim, na zona sul de São Paulo.
Sobre os banheiros químicos, Carlos Churras fala a partir de estimativas orgânicas de que “pelo menos 70% dos blocos [localizados em regiões periféricas] não tinham [sanitários]. E, mesmo nos casos em que houve a instalação, a quantidade foi insuficiente dentro dos parâmetros necessários. Em relação aos banheiros, todos os blocos tiveram problemas”.
No caso de Fernando, ele não se recorda de sua coletividade ter enfrentado questões específicas com relação à quantidade de banheiros. Porém, chama à atenção: “No Serepesqué, por exemplo, fazemos um percurso grande. Então a distribuição dos banheiros precisa ser [bem planejada e descentralizada], o que também se torna um desafio”.
Os problemas estruturais geram ainda tumulto no momento da dispersão dos blocos e atritos com a comunidade local. “A gente pensa nos moradores, nos bares, no sentimento das pessoas que convivem com o bloco ali. Quando há problemas estruturais, como falta de banheiro, isso tensiona ainda mais a relação com a comunidade”, diz Carlos Churras.
“O policiamento é realmente sempre mais [ostensivo] para nós e para quem está construindo o bloco, do que para a própria segurança do carnaval. Existe uma pressão sobre os componentes do bloco, porque você vai batucar, ter alegria, beber — e sim, vai ter bebida nesse tipo de festa popular, pois a bebida sempre fez parte e é algo ancestral para nós”, acrescenta Fernando Couto.
“Inclusive, muitas vezes nos sentimos melhor sem a polícia, porque sua presença costuma ser mais repressiva do que protetiva, como se estivesse nos vigiando e não garantindo a realização da arte e do festejo. Por isso, preferimos organizar nossa própria segurança, em diálogo com foliões, pais, mães e ritmistas, etc. No Unidos da Madrugada, organizamos um cordãozinho de crianças que saem com a gente”, detalha.
“Trabalhamos sempre com uma estimativa baseada no que temos de registros. Houve bloco com cerca de 600 pessoas, outros com 1.500, e alguns chegando a 5 ou 6 mil. Essa variação faz parte da realidade e contexto de cada território”, explica Carlos Churras, representante do Fórum de Carnaval do M’Boi Mirim, ao frisar que, independente do tamanho, o impacto econômico do Carnaval enquanto economia criativa é igualmente relevante para as periferias.
A fala do organizador vai de encontro ao que traz a pesquisa do Bloco do Beco/Ibira 30, que destaca que o Carnaval não é apenas uma festa, mas também uma rede de apoio comunitário.
Durante a pandemia de Covid-19, mais de 90% dos blocos realizaram ações culturais e sociais em seus territórios, incluindo doação de cestas básicas, marmitas, máscaras de proteção e atividades culturais, impactando aproximadamente 27 mil pessoas. Isso reforça o papel dos blocos como agentes de solidariedade, desenvolvimento local e de fortalecimento cultural nas comunidades.
Churras reforça a força que o carnaval possui e a importância de apoio, principalmente nas periferias. “O Carnaval movimenta a economia da cidade, atrai marcas, gera renda local, porém o incentivo público ainda é muito limitado. Existe um fomento da Prefeitura, mas é insuficiente diante do tamanho e da importância do Carnaval nos territórios”, analisa.
“Foi a partir do momento em que começamos a puxar esse debate sobre a valorização do Carnaval [nos territórios periféricos] que algumas marcas passaram a se aproximar. Um exemplo é o Bloco do Beco, que, neste ano, recebeu patrocínio, com aporte financeiro.”.
Carlos Junior Churras é educador popular, um dos organizadores do Bloco do Hercu e representante do Fórum de Carnaval M’Boi Mirim, na zona sul de São Paulo (SP).
Fernando também reforça que o Bloco Carnavalesco Boca de Serepesqué e o Unidos da Madrugada decidiram se afastar dos editais também por problemas recorrentes e dificuldades na execução.
“Outra coisa importante de estarmos fora do edital é a parceria com os bares, que movimentam a economia local. Tem ambulantes, gente que monta barraca para vender artesanato, churrasquinho e a gente sempre conversa antes com essas pessoas. São parceiros do território, que já conhecemos e que precisam estar ali para trabalhar. Abre-se uma janela econômica muito interessante, que também foge do edital”, destaca
Ele lembra que o edital não impede essa relação com os empreendedores locais, “mas muitas vezes nos formata dentro de um modelo econômico em que o dinheiro é pouco, quase nada”, explica.
O artista avalia que fortalecer o diálogo entre coletivos é fundamental. “E estamos fazendo isso”, afirma ao dizer que a proposta é intensificar as visitas às sedes de cada coletivo da zona leste e ampliar o debate sobre os editais, dentro e fora do contexto carnavalesco. “Com isso, queremos tentar uma incidência maior, uma organização mais estruturada e, por consequência, uma pressão maior sobre a Prefeitura para melhorar a estrutura”, explica.
“Não somos contra os editais, muito pelo contrário. Também não somos contra a SPTrans, nem contra a polícia. O que acontece é que temos questões com esse modelo que está sendo apresentado para a coletividade”, destaca Fernando Couto.
“Os editais são importantes e precisam existir, mas precisam ser ampliados, com mais recursos e mais blocos contemplados. O valor atual, de cerca de 25 mil reais por bloco, com apenas 100 selecionados, é insuficiente. Por isso, precisamos fortalecer nossa organização coletiva para ampliar essa [política pública]”, reforça.
Mas chegou o carnaval, e ela não desfilou!
Ainda sobre os banheiros químicos, Churras alerta que o valor contratado pela Prefeitura Municipal, no âmbito da SPTuris (pasta responsável pela articulação do Carnaval), foi o mesmo do ano passado, mas com menos unidades previstas. “Ou seja, pagou-se o mesmo por menos estrutura e isso foi uma escolha da gestão municipal”, afirma Churras.
“Carnaval não se organiza em janeiro. Esse processo precisa começar meses antes, lá por setembro, para garantir estrutura adequada”, finaliza.
Denúncias de contratos sem concorrência
Nos últimos dias, têm circulado na imprensa suspeitas envolvendo a Agência Quarter, fundada em 2022, que supostamente teria recebido contratos milionários da Prefeitura Municipal de São Paulo, totalizando cerca de R$ 183 milhões, para a gestão do Carnaval de Rua e outros eventos. O rápido crescimento da empresa e a falta de estrutura despertaram questionamentos sobre sua atuação.
Entre as denúncias, uma das mais citadas é a gestão dos banheiros químicos durante o Carnaval de 2026. Foliões e organizadores apontaram que os equipamentos foram inexistentes em alguns pontos, insuficientes em outros, mal posicionados e apresentaram problemas de higiene, gerando filas e desorganização.
As suspeitas motivaram investigações no Ministério Público, a partir de vereadores da Bancada Feminista do PSOL, que protocolaram representações no MP e no Tribunal de Contas do Município (TCM), levantando possíveis irregularidades, incluindo indícios de superfaturamento em serviços como guias de turismo e insumos.
Há também relatos de que a empresa possui ligações com pessoas de outras entidades que já receberam recursos da Prefeitura, o que sugere um possível esquema de terceirização inadequada. Outra suspeita também paira sobre o crescimento meteórico da empresa após nomeação de um de seus sócios, Rodolfo Marinho, como secretário de turismo da gestão Ricardo Nunes.
Até o momento, todas as informações correspondem a denúncias e suspeitas, sem confirmação formal ou condenação.
Outro lado
O Desenrola e Não Me Enrola procurou a SPTuris e a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, e em nota, a Secretaria Especial de Comunicação (Secom), órgão responsável pela comunicação da Prefeitura, informou que o Carnaval 2026, movimentou 17,3 milhões de pessoas, e que o Carnaval de Rua registrou a maior edição. Segundo a nota, a festa movimentou R$ 4 bilhões na economia da cidade e cerca de 55 mil empregos diretos e indiretos. “A programação se espalhou por bairros de todas as regiões da capital, consolidando a cidade como um dos principais destinos do Carnaval brasileiro”, diz um dos trechos. Nada foi citado sobre as situações relatadas.



