Seminário Akofena dialoga sobre política de segurança pública pelo bem viver

Edição:
Evelyn Vilhena

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Com atividades virtuais e gratuitas, o seminário terá mesas de debate com foco na população negra, periférica, quilombola e indígena. 

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Entre os dias 16 e 31 de agosto, a UFABC (Universidade Federal do ABC), através do Programa de Apoio a Ações de Extensão (PAAE 2022) da Pró Reitoria de Extensão e Cultura da UFABC, receberá o Seminário Akofena: uma perspectiva indígena e preta sobre as facetas do genocídio. O objetivo do evento é desconstruir o imaginário sobre segurança pública, pautado por atores brancos, homens, cisgêneros, de classe média ou alta.

Estes [brancos, homens, cisgêneros] que sempre se mostraram centro do mundo para controlar corpos negros, quilombolas e indígenas, e suas respectivas mentes, línguas e identidades. Que através dos mecanismos brancos de poder determinam quanto valem nossas vidas.

Grupo de estudantes que organiza o evento, formado por militantes do movimento negro.

Com sete mesas temáticas, o debate será guiado pelas principais pautas desses movimentos e seus atores: indígenas, pretos, mulheres, homens, cisgêneros, transgêneros, LGBTQIA+, aldeados, aquilombados e periféricos.

O evento será totalmente online, das 19h às 21h, e reunirá militantes, organizações e coletividades do movimento negro e indígena. As inscrições podem ser realizadas por este link e mais informações aqui na página do evento.

Programação 

16 de agosto – Mesa de abertura: As facetas do genocídio no Brasil
Análise histórica da segurança pública no Brasil em relação às facetas do genocídio negro e indígena, destacando o enfrentamento à morte pelos movimentos sociais e políticos.

18 de agosto – Mesa 2: Racismo ambiental e conflitos de terra
Reverberar os conflitos concernentes ao racismo ambiental que historicamente desmobilizam as comunidades, culturas, ritos, línguas e tradições.

22 de agosto – Mesa 3: A morte antes do tiro: cultura e cosmovisões
O encontro visa elucidar processos de invisibilização e ocultação de cosmovisões, crenças e as culturas que fundamentam as vidas dos povos indígenas e pretos no Brasil.

23 de agosto – Mesa 4: A gestão da morte pelo Estado
Analisar as ferramentas que institucionalizam a necropolítica no Brasil e quais são os interesses econômicos que pautam a segurança pública no Brasil.

25 de agosto – Mesa 5: O genocídio da infância e da juventude negra e indígena
Evidenciar as condições que sustentam imaginários de criminalização, vulnerabilidade e morte de crianças e jovens negros.

29 de agosto – Mesa 6: Abolicionismo Penal: Fim do encarceramento e da “guerra às drogas”
Tratar do abolicionismo penal como forma de traçar uma nova rota sobre segurança pública, no sentido mais amplo, que não mais se sustenta nas práticas do estado de exceção, acusando, encarcerando e matando pessoas e pretas e indígenas.

31 de agosto – Mesa 7: Organizações políticas de mães
Diálogo com mães, amigos e familiares de vítimas do Estado, em uma troca sobre organizações políticas em luta por segurança, garantia de direitos e reparação.

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