Opinião

Cursinhos Populares Periféricos ocupam Brasília

Com colaboração de Saulo Vilanova
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Com colaboração de Saulo Vilanova

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Sob a liderança da Uneafro Brasil, cursinhos populares periféricos ocuparam Brasília para reivindicar do Ministro da Educação políticas educacionais que diminuam as desigualdades raciais.

Cursinhos populares periféricos ocuparam Brasília para reivindicar do Ministro da Educação políticas educacionais que diminuam as desigualdades raciais vigentes na educação brasileira e a ampliação de políticas de acesso e permanência do negro no ensino superior.

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Essa mobilização faz parte da 1ª Jornada pela Igualdade Racial na Educação, que aconteceu entre os dias 28 e 30 de junho, em Brasília, mobilizada pela Uneafro Brasil, movimento social que há 15 anos vem organizando cursinhos populares e formação política em dezenas de periferias de São Paulo e Rio de Janeiro, transformando a vida de centenas de jovens. 

Os cursinhos populares participaram de reuniões com os ministros Camilo Santana (Educação), Marina Silva (Meio Ambiente), Anielle Franco (Igualdade Racial), Wellington Dias (Desenvolvimento Social) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais), em que apresentaram uma série de demandas ao governo.

Dentre as pautas, reivindicaram o reconhecimento oficial dos cursinhos populares pelo Ministério da Educação. Atualmente, os cursinhos pré-vestibulares, populares e mesmo os privados, não são reconhecidos como um trabalho de educação, mas sim como um serviço. Dessa forma, eles não conseguem acessar editais e apoios destinados à educação, como passe livre para estudantes. 

Esses cursinhos populares são o meio de muitos jovens negros periféricos alcançarem o ensino superior, portanto, precisam não só de reconhecimento, mas também de apoio do Estado, sobretudo em um momento em que a evasão de jovens negros no ensino médio só cresce e, com o Novo Ensino Médio, a preparação para o vestibular se tornou ainda mais desigual. 

Rede Ubuntu participou do Encontro com Estudantes promovido pela UNEAFRO Brasil. Foto: Luis Fortes/MEC

Além de questões e desafios dos cursinhos, os movimentos reivindicaram a ampliação e permanências das políticas de cotas raciais, um programa de educação contra o racismo ambiental, um observatório da aplicação da Lei 10.639/03, que prevê o ensino de história e cultura afro-brasileira, a redução da taxa de juros pelo Banco Central, entre outras pautas. 

Essa foi a primeira vez que um Ministro da Educação recebeu cursinhos populares oficialmente, se mostrando sensível às demandas apresentadas. 

Diretamente da zona sul de São Paulo, a Rede Ubuntu fez parte dessas reivindicações junto à Uneafro.

Essa mobilização foi histórica e mostrou a força desses movimentos de educação popular na luta por questões que interessam a vida do povo negro e periférico. Historicamente, essa tem sido a luta dos movimentos negros, que desde sempre pautam a educação como direito de todos!

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