Em um país onde tantas vezes falam sobre as periferias sem escutá-las, o Desenrola e Não Me Enrola vem, há mais de uma década, construindo um projeto coletivo que desafia o olhar hegemônico e propõe novas formas de narrar o Brasil.
Ser uma mulher negra da periferia trabalhando com comunicação de direitos é andar diariamente entre dois mundos: aquele que insiste em nos silenciar e aquele que construímos, com muita luta, para existir com dignidade.
A gente se reconhece nas ruas, nos becos, nos palcos e nas praças onde o hip-hop pulsa. Essa cultura, que há mais de quarenta anos se afirma como uma das expressões mais potentes das periferias urbanas, é também uma lente e um método que orienta a forma do Desenrola e Não Me Enrola de se comunicar, investigar e contar histórias. E está intimamente ligada às resistências e celebrações das negritudes.