Capoeira na quebrada: ginga que educa e fortalece

Durante as férias, a capoeira vira refúgio e ferramenta de educação nas periferias, ensinando mais do que golpes: ensina pertencimento, coragem e comunidade.
Por:
Juh na Várzea
Edição:
Aline Macedo

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Estamos nas férias escolares da criançada, momento de lazer e esporte é o que fortalece para se divertir nesse período. Muitas mães optam por colocar as crianças para praticar algum esporte, ocupando esse tempo com algo produtivo e agregador. 

Na quebrada, a capoeira é um espaço de identidade, disciplina e autocuidado para crianças e jovens. Nas rodas, meninos e meninas aprendem a importância do corpo, do respeito ao outro e de suas próprias raízes.

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Mestres e Mestras de capoeira, que começaram muitas vezes pequenos nesses mesmo espaços, hoje se dedicam a fortalecer a molecada com valores que vão além da ginga. É ali que se cria confiança, senso de comunidade, coragem para enfrentar os desafios diários e orgulho de ser quem se é.

A capoeira ensina que ninguém joga sozinho, é um progresso coletivo. Cada queda também é aprendizado, cada canto é resistência, cada roda é proteção. 

É bonito ver como, em um mundo que insiste em excluir corpos periféricos, a capoeira reafirma: aqui você é bem-vindo, aqui você é forte, aqui você faz parte de uma história que começou muito antes de você e vai continuar depois.

No batuque e nas gingas dos corpos é um chamado para cuidar do outro, para se mover sem medo e para dizer aos pequenos e pequenas: vocês tem força, tem história, vocês têm lugar. A capoeira fortalece a quebrada, ensina que ninguém vence sozinho, que toda roda só existe porque tem gente disposta a apoiar. E é isso que faz a quebrada seguir firme, a certeza de que juntos somos mais fortes.

Este é um conteúdo opinativo. O Desenrola e Não Me Enrola não modifica os conteúdos de seus colaboradores colunistas.

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