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São Mateus ganha cinema a céu aberto com projeções de Vídeo Mapping

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Redação

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A iniciativa de Toni Cross, integrante da rede de Coletivos Culturais São Mateus Em Movimento, leva informação e entretenimento para os moradores da comunidade por meio da exibição de filmes nas paredes das casas do bairro.

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Durante a festa de reinauguração do espaço cultural São Mateus em Movimento, os moradores da Vila Flavia, bairro da zona Leste de São Paulo,tiveram o privilégio de ver suas casas se tornarem telões, ganhando vida e movimento, com direitoa diversão e entretenimento. Tudo isso, por causade projeções audiovisuais, mais chamadas de Vídeo Mapping, uma iniciativa trazida para o bairro pelo produtor audiovisual, Toni Cross, responsável pela coordenação de oficinas de cultura digital, oferecidas no espaço cultural do coletivo.

Além de admiração dos moradores, as projeções audiovisuais do São Mateus em Movimento,estão ganhando visibilidade, sendo inclusive indicado ao prêmio Milton Santos, como nos conta o produtor audiovisual. “Estamos muito felizes com a indicação que recebemos do prêmio Milton Santos, que visa reconhecer projetos que transcendem sua ação por territórios”.

Ele pretende ainda esse ano ministrar oficinas de foto e vídeo no espaço cultural do São Mateus em Movimento, com o intuito de integrar os jovens da comunidade com as práticas da cultura audiovisual. “Além de uma linguagem para expressão poética, as projeções oferecem um diálogo com a cultura digital, as mídias e as redes sociais. Isso permite que os jovens com diferentes talentos colaborem juntos, seja na concepção, produção ou pós-produção”, explica

Aluísio Marino, um dos organizadores do evento e gestor de projetos do coletivo, complementa a visão de Cross, ressaltando a importância da tecnologia no processo de educação dos jovens. “A tecnologia é um território de produção, onde o jovem amplia suas possibilidades. Com ela, ele pode ser um cidadão mais ativo na sociedade, pode produzir artes múltiplas, cultura, e ampliar seu senso artístico”.

No ano passado, o foco do coletivo foi democratizar as projeções de Vídeo Mapping na periferia. Já em 2015, eles pretendem utilizar a cultura audiovisual como uma ferramenta educacional para pessoas interessadas em compreender melhor essa questão, participando das oficinas.

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