Rádio Tambor contribui para o surgimento de novos artistas na região da Pedreira

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Com a realização de oficinas de formação cultural, nas áreas de DJ, Mc, Mixagem, Teatro, Confecção de Roupas e Criação de artes gráficas, a Rádio Tambor, projeto contemplado como Ponto de Cultura junto ao Instituto Cultural Dandara, organização localizada no distrito da Pedreira, zona sul de São Paulo, está mudando o cotidiano dos jovens da região.

Em parceria com o CEU Alvarenga, a Rádio Tambor vem realizando apresentações artísticas e expondo produções autorais desenvolvidas pelos alunos que participaram das oficinas. A iniciativa é resultado de meses de aprendizado nas variadas oficinas oferecidas pelo Ponto de Cultura, administrado pelo projeto, que tem atuação direta em três regiões da zona sul: Pedreira, Jabaquara e Cidade Ademar.

Atuando como coodernador de polo na unidade do CÉU Alvarenga, o rapper Yamada conta que a ideia da Rádio é levar a Pedreira para o mapa da cultura paulistana: “Aqui tem educação, aqui tem artista, cultura hip-hop, afro e nordestina. Queremos mostrar que o lado de cá da Pedreira tem voz”, afirma ele, ressaltando que toda a produção do evento é feita por alunos, desde o figurino até a escolha das apresentações.

O Rapper diz que a participação desses aprendizes na montagem de eventos, revela a evolução que eles ganham com os meses de aprendizado: “Essa participação nos mostra o quanto eles estão inseridos”, declara..

Rapper há 10 anos, Yamada começou a participar do Instituto Dandara com intervenções artísticas nos eventos da organização. Seu talento e criatividade como Rapper chamaram a atenção do coordenador do espaço, que o convidou para atuar efetivamente no projeto Rádio Tambor.

No grafite, o jovem Alex Mout encontrou sua vocação para o desenho e aguçou sua criatividade. As ruas mostraram a ele uma maneira de ganhar a vida fazendo o que gosta. Desta forma, Mout formou – se em Design gráfico e foi professor de web designer na Rádio Tambor, no último bimestre.

Tímido e sem experiência para atuar como professor, o designer se interessou pela proposta em fazer algo novo e desafiador. Hoje, ele exalta como evoluiu com seus alunos: “Na primeira aula eles não sabiam nem abrir o programa. Na última, eles que fizeram o flyer do evento. A troca de conhecimento foi essencial”, contou. Apesar de o curso entrar em uma nova etapa, sem Mout, as aulas dadas por ele serviram para agregar valores no designer: “O curso que eu dei é muito caro por fora. Facilitar o acesso é mudar a vida das pessoas e abrir as portas para novos talentos”.

Formada em publicidade e estudante de moda, Pamela Monte é aluna na oficina de Cenografia e figurino há dois meses. A estudante se interessou pelo projeto por oferecer a sua área uma nova visão sobre confecção de roupas: “Aprendemos a fazer muita coisa com pouco. Reutilizar material, usar sua criatividade com o que tem ali. O improviso foi o mais importante pra mim”, destaca.

Moradora de Diadema e atuante do coletivo “Cabroxa”, que exalta a cultura nordestina, Pamela conta que pôde agregar valores com outros participantes do projeto e leva-los para sua região. “Você sempre acha que fora da sua quebrada é mais legal, que no centro eles sabem fazer melhor. Mas nós sabemos fazer. Se encontrar com os seus vizinhos, conviver com eles, é o que torna a mudança para cada um”, finaliza ela, reforçando a importância de um projeto social em regiões mais afastadas do centro de São Paulo.

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