Poeta enriquece patrimônio cultural da periferia com exposição de artes plásticas

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Criada pelo poeta Casulo, a exposição Metal Morfose foi um dos destaques do Festival Percurso, chamando a atenção do público em meio as diversas intervenções artísticas que aconteceram na Praça do Campo Limpo, zona sul de São Paulo.

A exposição Metal Morfose, criada por Gilmar Ribeiro, mais conhecido como poeta Casulo nos saraus literários da periferia de São Paulo, foi um dos pontos marcantes da terceira edição do Festival Percurso, que aconteceu no mês de julho, na Praça do Campo Limpo, zona sul de São Paulo.

O evento foi realizado pela Agência Popular de Cultura Solano Trindade em parceria com a União Popular de Mulheres de Campo Limpo, ambos grupos que atuam de forma coletiva para sugerir, criar e implantar soluções de combate a vulnerabilidade social e estimular a produção cultural da periferia. Além de apresentações musicais, intervenções culturais espalhadas por todo o território da praça do Campo Limpo, o evento destacou o trabalho de alguns artistas da periferia que tem uma atuação diferenciada e integrada com diferentes linguagens artísticas, como por exemplo, o trabalho do poeta Casulo.

Com peças de carro reaproveitadas, Casulo deu vida à esculturas em forma de animais que ocuparam a parte central da praça e chamaram a atenção do público presente. “Quando eu trabalhava de empregado, eu via essas formas diferentes nas peças, enxergava essas outras possibilidades”, diz o artista, sobre a exposição das suas obras na terceira edição do Festiva Percurso.

Enraizado na profissão de funileiro, desde os 18 anos de idade o poeta vem criando novas obras, aproveitando peças automotivas inutilizadas após o conserto de carros, para dar um novo significado às peças, ligando as semelhanças de animais com as sucatas de máquinas.

Ele compara o valor artístico das peças como um patrimônio cultural da arte periférica, devido ao fato de suas obras não serem comercializadas. “Se eu estivesse vendendo, eu não teria mais nenhuma peça e não seria possível estar fazendo isso hoje, nessa feira”, afirma Casulo, ressaltando a essência da criação das esculturas. “A maior ideia é a coisa sustentável, achar que é possível se fazer com o material que se tem.”

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