
{"id":846,"date":"2017-03-29T03:00:00","date_gmt":"2017-03-29T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/beta.desenrolaenaomenrola.com.br\/2017\/03\/29\/coletivo-di-jeje-lanca-curso-inedito-sobre-a-populacao-carceraria-feminina-do-pais\/"},"modified":"2024-06-29T21:29:16","modified_gmt":"2024-06-30T00:29:16","slug":"coletivo-di-jeje-lanca-curso-inedito-sobre-a-populacao-carceraria-feminina-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/territorios-criativos\/coletivo-di-jeje-lanca-curso-inedito-sobre-a-populacao-carceraria-feminina-do-pais\/","title":{"rendered":"Coletivo Di Jej\u00ea lan\u00e7a curso in\u00e9dito sobre a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria feminina do pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Segundo o Infopen, 68% das detentas brasileiras s\u00e3o negras. Com base nestes dados recentes, o curso apresenta um recorte de ra\u00e7a, classe e g\u00eanero.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"readmore\"><\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><\/a><\/p>\n<p><a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<\/a><a class=\"eb-image-viewport\">\t\t<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Foto Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>A partir desta quinta-feira (30), o Coletivo Di Jej\u00ea lan\u00e7a na plataforma Moodle o curso online &#8220;O sistema prisional e o encarceramento de mulheres&#8221;. A atividade fica dispon\u00edvel at\u00e9 30 de maio e conta com certifica\u00e7\u00e3o de extens\u00e3o online com 40 horas de dura\u00e7\u00e3o. As inscri\u00e7\u00f5es podem ser <a href=\"https:\/\/dijeje.blogspot.com.br\/2017\/03\/curso-on-line-sobre-encarceramento.html\" target=\"_blank\" style=\"background-image: initial; background-position: initial; background-size: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; font-family: inherit; font-size: 18px; font-weight: inherit; font-style: inherit; vertical-align: baseline; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; transition-duration: 0.3s; color: rgb(78, 97, 194);\" rel=\"noopener\">feitas aqui<\/a>.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o visa discutir a estrutura penal sob a \u00f3tica de g\u00eanero, ra\u00e7a e classe, expondo a realidade de mulheres negras nos pres\u00eddios brasileiros e as principais defici\u00eancias do sistema penal no tratamento de detentas. Para Jaqueline Concei\u00e7\u00e3o, curadora do curso e articuladora do Di Jej\u00ea, \u00e9 fundamental refletir sobre os fatores estruturais atuam na pris\u00e3o e no processo de reinser\u00e7\u00e3o de mulheres presas na sociedade brasileira.<\/p>\n<p>&#8220;Mais do que discutir o sistema prisional, esse \u00e9 um curso que pretende discutir o impacto do racismo aliado ao machismo dentro do sistema prisional: como causa prim\u00e1ria, ou seja, o que leva as mulheres negras a cadeia, o que as mant\u00e9m l\u00e1 e n\u00e3o possibilita a elas uma reinser\u00e7\u00e3o de fato no p\u00f3s pris\u00e3o&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>De acordo com dados do Infopen Mulheres (levantamento nacional de informa\u00e7\u00f5es penitenci\u00e1rias do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a), o encarceramento feminino subiu 567% em 15 anos. Em 2000, haviam 5.601 detentas. Em 2014, esse n\u00famero chegou 37.380 presas. Atualmente, Brasil ocupa a quinta coloca\u00e7\u00e3o no mundo entre as maiores popula\u00e7\u00f5es carcer\u00e1rias femininas.<\/p>\n<p>Cerca de 68% da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria feminina no Brasil \u00e9 negra. Em alguns estados como Acre, Cear\u00e1 e Bahia, o percentual chega a 100%, 94% e 92% respectivamente. &#8220;\u00c9 importante pensarmos que a ind\u00fastria do encarceramento fabrica presos antes mesmo de sua entrada via judici\u00e1rio nas cadeias, quando cria condi\u00e7\u00f5es de vida criminalizadas e miser\u00e1veis&#8221;, afirma Jaqueline.<\/p>\n<p>No caso espec\u00edfico de mulheres negras, &#8220;Angela Davis, em um texto publicado em 2004, associa o aumento de mulheres presas nos Estados unidos ao desmantelamento das pol\u00edticas de bem estar social e o racismo mascarado nas pol\u00edticas econ\u00f4micas, uma vez que os impactos negativos das mesmas incidiam diretamente sobre a popula\u00e7\u00e3o negra&#8221;, reflete Jaqueline Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O curso &#8220;O sistema prisional e o encarceramento de mulheres&#8221; pode ser feito de acordo com a rotina sem a necessidade de cumprir hor\u00e1rios fixos. As inscri\u00e7\u00f5es v\u00e3o at\u00e9 o dia 28 de mar\u00e7o, Todo material dispon\u00edvel poder\u00e1 ser baixado e armazenado pelos participantes. A bibliografia b\u00e1sica conta com nomes como Angela Davis, Sueli Carneiro, Carla Akotirene e Dora Lucia Bert\u00falio.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o Infopen, 68% das detentas brasileiras s\u00e3o negras. Com base nestes dados recentes, o curso apresenta um recorte de ra\u00e7a, classe e g\u00eanero. Foto Divulga\u00e7\u00e3o A partir desta quinta-feira (30), o Coletivo Di Jej\u00ea lan\u00e7a na plataforma Moodle o curso online &#8220;O sistema prisional e o encarceramento de mulheres&#8221;. 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