
{"id":8359,"date":"2024-06-17T10:00:00","date_gmt":"2024-06-17T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/?p=8359"},"modified":"2024-06-29T21:01:11","modified_gmt":"2024-06-30T00:01:11","slug":"sera-que-sabemos-o-que-a-juventude-quer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/colunas\/sera-que-sabemos-o-que-a-juventude-quer\/","title":{"rendered":"Ser\u00e1 que sabemos o qu\u00ea a juventude quer?\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p>Bom, n\u00e3o \u00e9 de hoje que o tema juventude acumula local de pauta em diversos grupos, institui\u00e7\u00f5es ou em falas governamentais, por\u00e9m \u00e9 perigoso o movimento de defini\u00e7\u00e3o sobre o que as juventudes esperam sem um devido olhar acerca das viv\u00eancias, territ\u00f3rios e outras quest\u00f5es primordiais pro debate.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quando pensamos &#8220;jovem&#8221; o que ecoa em nossa mente? Que vamos ensin\u00e1-lo a viver?&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A ideia do jovem como um indiv\u00edduo para ser simplesmente ensinado \u00e9 preocupante e carrega consigo in\u00fameras limita\u00e7\u00f5es, espera-se aqui que o jovem corresponda a quem ir\u00e1 conduzir ou ensinar, e na maioria das vezes n\u00e3o \u00e9 esse o movimento que ir\u00e1 ocorrer.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas vezes falamos sobre acolhimento e empatia, mas esse exerc\u00edcio n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e o local de escuta tamb\u00e9m \u00e9 um local de esfor\u00e7o, inclusive para lidar com os conflitos de ideias. E que bom que as ideias n\u00e3o s\u00e3o iguais! Que bom que existem conflitos geracionais, isso enriquece os debates. O aprendizado tamb\u00e9m nos exige que possamos aprender a conflitar.<\/p>\n\n\n\n<p>Trago aqui o respeito pelo passar dos anos, pelas mudan\u00e7as geracionais que precisam ser levadas em conta, as demandas mudam ou \u00e0s vezes s\u00e3o reivindicadas de outras formas. Eu n\u00e3o dou local de fala a ningu\u00e9m, assim como ningu\u00e9m deu ele a mim. Eu posso e devo falar quando sinto que me conv\u00e9m! A voz do jovem n\u00e3o \u00e9 doada, \u00e9 dele.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O protagonismo n\u00e3o pode ser podado, me entristece quando vejo que o debate ainda est\u00e1 focado no que definimos que seria bom para a juventude e n\u00e3o em criar meios da pr\u00f3pria juventude elaborar o que deseja (inclusive porque existem diversas juventudes). Para existirem ambientes verdadeiramente acolhedores, primeiro precisamos repensar sob quais prismas nos constitu\u00edmos, como tocamos as institui\u00e7\u00f5es, pesquisas e associa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse texto come\u00e7ou a ser escrito ano passado, ap\u00f3s in\u00fameros desconfortos e confrontos que me levaram a questionar se realmente queremos locais de di\u00e1logo ou n\u00e3o. Parece que ainda \u00e9 turva a ideia de que o di\u00e1logo traz consigo um certo desconforto, de certo, o outro n\u00e3o \u00e9 aquilo que esperamos, e que bom para n\u00f3s\u2026que sorte amadurecer! N\u00f3s tamb\u00e9m estamos nesse lugar, o tempo inteiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Compreendi a partir das observa\u00e7\u00f5es que fiz, que precisamos conversar sobre o por qu\u00ea trazemos jovens para alguns ambientes e se estamos dispostos a comportar a presen\u00e7a deles, com suas diferentes trajet\u00f3rias, viv\u00eancias, olhares, opini\u00f5es e vulnerabilidades. N\u00e3o basta eles estarem l\u00e1, \u00e9 necess\u00e1rio que haja troca.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Talvez ao esperar que as respostas das juventudes sejam padronizadas ou que h\u00e1 um s\u00f3 caminho, nos limitamos.&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>E quando falamos da atua\u00e7\u00e3o institucional, por vezes criamos ambientes onde os jovens est\u00e3o sempre como atores secund\u00e1rios, mesmo que digamos que s\u00e3o eles que desenvolvem os projetos, n\u00e3o s\u00e3o eles a ganharem voz, poder de escolha e reconhecimento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>N\u00e3o sabemos o que a juventude quer!<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Se partirmos da ideia de que existem diversas juventudes, n\u00e3o sabemos o que a \u201cjuventude\u201d quer, n\u00e3o existe uma resposta pronta (aqui n\u00e3o estou falando sobre pesquisas j\u00e1 feitas, dados j\u00e1 coletados, entre outros), nesse texto estou discorrendo sobre a nossa aus\u00eancia de auto reflex\u00e3o quando nos colocamos num lugar de defini\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que sabemos que as pautas mudam e as urg\u00eancias mudam para cada territ\u00f3rio e cada juventude.<\/p>\n\n\n\n<p>Toda a minha escrita \u00e9 focada em repensar caminhos, e ao meu ver n\u00e3o existe a constru\u00e7\u00e3o e continuidade dos caminhos sem a participa\u00e7\u00e3o ampla e ativa das juventudes.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o acredito na obrigatoriedade dos pap\u00e9is, ou seja, voc\u00ea \u00e9 jovem, logo \u00e9 obrigado a buscar protagonismo, a se movimentar etc. Ao meu ver, existem m\u00faltiplos fatores que levam uma pessoa aos lugares onde ela se afiniza, mas especificamente, eu afirmo que n\u00e3o \u00e9 papel meu transferir minha identidade para o outro para que ele seja o que eu desejo.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, vejo uma responsabilidade em permitir que esses ambientes sejam confort\u00e1veis para todas as pessoas, que estejam abertos ao protagonismo jovem e que aprendam a construir novos olhares.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-left has-vivid-purple-color has-text-color has-link-color wp-elements-e158b5e99a73fec74362c423aedd0017\">\u201cNos demais \u2013 eu sei,<br>qualquer um o sabe \u2013<br>o cora\u00e7\u00e3o tem domic\u00edlio, no peito.<br>Comigo, a anatomia ficou louca.<br>Sou todo cora\u00e7\u00e3o \u2013 em todas as partes palpita.<br>Oh! quantas s\u00e3o as primaveras<br>em vinte anos acesas nesta fornalha!<br>Uma tal carga acumulada<br>torna-se simplesmente insuport\u00e1vel.<br>Insuport\u00e1vel n\u00e3o para o verso<br>deveras.\u201d<\/p>\n<cite>Vladimir Maiak\u00f3vski<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Este \u00e9 um conte\u00fado opinativo. O Desenrola e N\u00e3o Me Enrola n\u00e3o modifica os conte\u00fados de seus colaboradores colunistas.<\/strong><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ideia do jovem como um indiv\u00edduo para ser simplesmente ensinado \u00e9 preocupante e carrega consigo in\u00fameras limita\u00e7\u00f5es&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":8364,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[11,19],"tags":[823,810,36],"ppma_author":[146],"class_list":["post-8359","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colunas","category-politikes","tag-destaque","tag-pagina-inicial","tag-territorios-criativos"],"acf":[],"authors":[{"term_id":146,"user_id":19,"is_guest":0,"slug":"denme-col-7cattive-me","display_name":"Agnes Roldan","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/ede3655bacea8edb6f1f9fe0441dede275012e9717a5f61f7c1811cf45c942d2?s=96&d=mm&r=g","first_name":"Agnes","last_name":"Roldan","user_url":"http:\/\/","job_title":"","description":"<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/agnes.roldan.756\"><i><\/i> \/agnes.roldan.756<\/a>\r\n<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/rouxinol_roldan\"><i> <\/i> @rouxinol_roldan<\/a>\r\n\"Agnes Roldan, \u00e9 volunt\u00e1ria em organiza\u00e7\u00f5es do terceiro setor desde a adolesc\u00eancia, em 2017 foi aluna da Rede Ubuntu - Cursinhos Populares.\r\nEm 2018 entrou na gradua\u00e7\u00e3o em licenciatura em ci\u00eancias sociais, tamb\u00e9m participou da turma piloto da Escola Comum um projeto que reuniu jovens de periferia com intuito de fortalecer as lideran\u00e7as jovens na quebrada. Em 2019 retornou para Rede Ubuntu como coordenadora e atualmente coordena o Polo Santo Dias (Jardim \u00c2ngela) e o Polo Dona Edite (C\u00e9u Cap\u00e3o Redondo). \u00c9 uma das organizadoras do Sarau Apoema - Jardim \u00c2ngela.\""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8359","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8359"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8359\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8366,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8359\/revisions\/8366"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8364"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8359"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8359"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8359"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=8359"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}