
{"id":7629,"date":"2023-12-07T11:41:28","date_gmt":"2023-12-07T14:41:28","guid":{"rendered":"https:\/\/photomasther.com.br\/desenrola\/?p=7629"},"modified":"2024-06-29T21:01:59","modified_gmt":"2024-06-30T00:01:59","slug":"nossas-ancestrais-sempre-se-cuidaram-diz-leila-rocha-cofundadora-da-coletiva-ilera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/territorios-criativos\/nossas-ancestrais-sempre-se-cuidaram-diz-leila-rocha-cofundadora-da-coletiva-ilera\/","title":{"rendered":"\u201cNossas ancestrais sempre se cuidaram\u201d, diz\u00a0 Leila Rocha, cofundadora da Coletiva Ilera"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Casa Ilera, centro comunit\u00e1rio de auto cuidado e saberes ancestrais, localizada no Jardim Robru, periferia da zona leste de S\u00e3o Paulo, acolhe moradores do territ\u00f3rio, para vivenciar o compartilhamento de conhecimento sobre sa\u00fade, alimenta\u00e7\u00e3o e medicina a base de saberes ancestrais afro ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A iniciativa foi criada por mulheres negras e perif\u00e9ricas. Uma das criadoras da coletiva Ilera \u00e9 Leila Rocha, enfermeira e gestora de pol\u00edticas p\u00fablicas. A profissional de sa\u00fade valoriza a cultura africana e ind\u00edgena para desenvolver e aplicar estrat\u00e9gias de autocuidado para a popula\u00e7\u00e3o negra e perif\u00e9rica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rocha j\u00e1 morou na Amaz\u00f4nia, onde conviveu com a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, buscando aprender e desenvolver os tratamentos fitoter\u00e1picos, hoje aplicados nas a\u00e7\u00f5es da coletiva.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"873\" src=\"https:\/\/photomasther.com.br\/desenrola\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_0472-1024x873-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7642\" srcset=\"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_0472-1024x873-1.jpg 1024w, https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_0472-1024x873-1-300x256.jpg 300w, https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_0472-1024x873-1-768x655.jpg 768w, https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_0472-1024x873-1-150x128.jpg 150w, https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_0472-1024x873-1-696x593.jpg 696w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Leila Rocha, cofundadora da Coletiva Ilera. Foto: Andreza Vieira, aluna do Voc\u00ea Rep\u00f3rter da Periferia\/Outubro 2023. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em entrevista para Caroline Pina,\u00a0 aluna da 7\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Voc\u00ea Rep\u00f3rter da Periferia \u2013 programa de educa\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica antirracista \u2013 promovido pelo Desenrola e N\u00e3o Me Enrola,\u00a0 \u00e0 co-fundadora da Coletiva Ilera ressalta que a palavra \u201cIlera vem do Yoruba, que significa, fazer sa\u00fade atrav\u00e9s do compartilhamento\u201d.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Caroline Pina \u2013 Voc\u00ea Rep\u00f3rter da Periferia: Quando voc\u00ea percebeu que a ancestralidade \u00e9 um instrumento para promover sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o negra e ind\u00edgena? <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leila Rocha:<\/strong> Nossas ancestrais sempre se cuidaram assim. Em 2015,\u00a0 na organiza\u00e7\u00e3o da marcha das mulheres negras, n\u00f3s ficamos refletindo em como ir\u00edamos incidir na sa\u00fade das mulheres que andavam conosco, sem se machucar tanto com a Alopatia (Rem\u00e9dios da farm\u00e1cia). Questionamos em como nossas m\u00e3es se cuidavam, e fomos observar os terreiros de candombl\u00e9, os quilombos e nossas pr\u00f3prias m\u00e3es, e notamos\u00a0 que antes nossos rem\u00e9dios eram naturais. Tanto que hoje as ind\u00fastrias farmac\u00eauticas, nos observam, colocando os nossos saberes e tecnologias ancestrais em uma c\u00e1psula.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Caroline Pina \u2013 Voc\u00ea Rep\u00f3rter da Periferia: O que mudou na sua vida desde ent\u00e3o?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leila Rocha:<\/strong> Tudo! Digamos que larguei tudo,\u00a0 primeiro eu sa\u00ed do hospital , sou enfermeira de forma\u00e7\u00e3o, sou especialista em gest\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas,\u00a0 e mudou o jeito como eu olhava o meu fazer profissional, e percebi que o hospital passou a n\u00e3o fazer sentido pra mim, porque eu entendia que ali era o fim, n\u00e3o o meio ou o come\u00e7o.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Caroline Pina \u2013 Voc\u00ea Rep\u00f3rter da Periferia: como \u00e9 o seu trabalho hoje na Casa Ilera?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leila Rocha:<\/strong> Hoje todo meu trabalho est\u00e1 neste lugar de cura a partir das plantas medicinais. E das diversas tecnologias negras e ind\u00edgenas, n\u00f3s achamos que tecnol\u00f3gico \u00e9 s\u00f3 aquilo que \u00e9 europeu, que \u00e9 do branco. Mas n\u00e3o, o nosso povo tem tecnologia. E a Ilera faz isso, como Sankofa, que olha pro seu passado, para construir seu presente e seu futuro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Caroline Pina \u2013 Voc\u00ea Rep\u00f3rter da Periferia: o que a Coletiva Ilera representa para voc\u00ea e para o territ\u00f3rio do Jardim Robru?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leila Rocha:<\/strong> Significa a materializa\u00e7\u00e3o e a continua\u00e7\u00e3o das nossas ancestrais. A Ilera pra mim \u00e9 um instrumento de\u00a0 fortalecimento e preserva\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria e mem\u00f3ria do povo negro, a partir do cuidar da sa\u00fade. E poder compartilhar isso com o territ\u00f3rio, ensin\u00e1-los a produzir e usufruir disso. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Caroline Pina \u2013 Voc\u00ea Rep\u00f3rter da Periferia: Quais impactos voc\u00ea sente em promover a preserva\u00e7\u00e3o da cultura afro-ind\u00edgena em um territ\u00f3rio perif\u00e9rico? <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leila Rocha: <\/strong>Quando as pessoas chegam aqui, falam que se curaram com um rem\u00e9dio nosso! Essas coisas s\u00e3o impactantes para n\u00f3s. E tamb\u00e9m contribuiu com a nossa sa\u00fade mental e de quem est\u00e1 ao nosso redor,\u00a0 porque promovemos sa\u00fade a partir da circularidade, musicalidade, da coopera\u00e7\u00e3o e do ax\u00e9. Precisamos pensar que se n\u00e3o houvesse os terreiros de candombl\u00e9, os quilombos preservando a nossa cultura e a nossa sa\u00fade, n\u00f3s n\u00e3o estar\u00edamos aqui.\u00a0 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Casa Ilera, centro comunit\u00e1rio de auto cuidado e saberes ancestrais, localizada no Jardim Robru, periferia da zona leste de S\u00e3o Paulo, acolhe moradores do territ\u00f3rio, para vivenciar o compartilhamento de conhecimento sobre sa\u00fade, alimenta\u00e7\u00e3o e medicina a base de saberes ancestrais afro ind\u00edgenas. A iniciativa foi criada por mulheres negras e perif\u00e9ricas. 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