
{"id":2582,"date":"2022-08-22T13:00:28","date_gmt":"2022-08-22T16:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/beta.desenrolaenaomenrola.com.br\/2022\/08\/22\/a-cultura-fora-do-senso-comum\/"},"modified":"2024-06-29T21:04:00","modified_gmt":"2024-06-30T00:04:00","slug":"a-cultura-fora-do-senso-comum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/colunas\/a-cultura-fora-do-senso-comum\/","title":{"rendered":"A cultura fora do senso comum"},"content":{"rendered":"<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Um texto que escrevi no livro &#8220;Nenhum passo atr\u00e1s!&#8221; do F\u00f3rum de Cultura da Zona Leste, que retrata v\u00e1rias lutas por direitos nas regi\u00f5es perif\u00e9ricas da zona leste e al\u00e9m dela.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"readmore\"><\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport eb-image-popup-button\" href=\"images\/p\/1125\/Foto-4---arquivo-FCZL.jpg\" title=\"Encontro agentes culturais das periferias. Foto: Arquivo F\u00f3rum de Cultura da Zona Leste\"><\/a><\/p>\n<p><a class=\"eb-image-viewport eb-image-popup-button\" href=\"images\/p\/1125\/Foto-4---arquivo-FCZL.jpg\" title=\"Encontro agentes culturais das periferias. Foto: Arquivo F\u00f3rum de Cultura da Zona Leste\"><br \/>\n<\/a><a class=\"eb-image-viewport eb-image-popup-button\" href=\"images\/p\/1125\/Foto-4---arquivo-FCZL.jpg\" title=\"Encontro agentes culturais das periferias. Foto: Arquivo F\u00f3rum de Cultura da Zona Leste\">\t\t<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Encontro agentes culturais das periferias. Foto: Arquivo F\u00f3rum de Cultura da Zona Leste<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>Opr\u00ea! Salve queride, tudo bem contigo? Espero que sim. O texto que segue \u00e9 uma escrita de uns anos atr\u00e1s no livro &#8220;Nenhum passo atr\u00e1s!&#8221; do F\u00f3rum de Cultura da Zona Leste (FCZL). O nome do livro \u00e9 uma feminagem \/ homenagem a um grito de guerra e uma m\u00fasica composta por Daniel Marques Sundiata, grande poeta e ativista negre e LGBTQIA+.<\/span><\/p>\n<p>Este livro \u00e9 bem bacana, retrata v\u00e1rias lutas por direitos nas regi\u00f5es perif\u00e9ricas da Zona Leste e al\u00e9m dela. A publica\u00e7\u00e3o d\u00e1 uma amostra de como as periferias das diferentes regi\u00f5es da cidade se organizaram para fundar o Movimento Cultural das Periferias e, al\u00e9m de outras tantas a\u00e7\u00f5es, criar de forma popular a Lei de Fomento \u00e0 Cultura das Periferias (lei 16.496\/16), pol\u00edtica p\u00fablica que descentraliza recursos financeiros para a cultura. A lei \u00e9 vigente na cidade de S\u00e3o Paulo e foi constru\u00edda de forma suprapartid\u00e1ria e escrita a muitas m\u00e3os perif\u00e9ricas.<\/p>\n<p>O livro tem protagonismo plural e foi organizado pela articuladora cultural Elaine Mineiro, pela gestora cultural M\u00f4nica Gomes e pela poeta e artes\u00e3 Queila Rodrigues. S\u00e3o v\u00e1rios textos nessa publica\u00e7\u00e3o, estou deixando por aqui a minha contribui\u00e7\u00e3o no livro, mas vale muito voc\u00ea conferir ele por completo porque tem v\u00e1rias ideias de manas, manos e de movimentos culturais deste e de outros tempos nas quebradas de \u00c9ssep\u00ea.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"links\">\n<div class=\"media-table\">\n\t\t<a class=\"media-thumb\" href=\"https:\/\/issuu.com\/vozdaleste\/docs\/fczl_livro\" data-preview-image-wrapper=\"\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"media-object\" alt=\"...\" width=\"160\" height=\"160\" data-preview-image=\"\" src=\"https:\/\/image.isu.pub\/210418171638-feff80e1b8358b3121fccd1581a872b6\/jpg\/page_1.jpg\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<div class=\"media-body\">\n<h4 class=\"media-heading\">\n\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/issuu.com\/vozdaleste\/docs\/fczl_livro\" data-preview-title=\"\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">F\u00f3rum de Cultura da Zona Leste &#8211; Nenhum Passo Atr\u00e1s!&nbsp;<\/a><\/h4>\n<div class=\"media-content\" data-preview-content=\"\">Acesse o livro completo aqui.<\/div>\n<div class=\"media-link\">\n\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/issuu.com\/vozdaleste\/docs\/fczl_livro\" data-preview-link=\"\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/issuu.com\/vozdaleste\/docs\/fczl_livro<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h3>\n\tCultura<span class=\"redactor-invisible-space\"><\/span><span>&nbsp;<\/span><\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>Opr\u00ea! Me deram a honra de escrever sobre a import\u00e2ncia das discuss\u00f5es culturais do F\u00f3rum de Cultura da Zona Leste (FCZL). Para isso darei alguns passos atr\u00e1s para rascunhar aqui um desenho do que seria cultura e que valores comumente se atribuem a ela.<\/span><\/p>\n<p>Cultura: do latim &#8220;colere&#8221;. Cultura significa cultivar. Em rela\u00e7\u00f5es humanas teria ent\u00e3o o sentido de cuidado com o meio (social ou cultural). Cultura \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o do humano com o meio nas mais variadas formas: na rela\u00e7\u00e3o com a natureza (agricultura), na comunica\u00e7\u00e3o com os outros seres (linguagens), nos costumes de um povo ou grupo, nas cosmovis\u00f5es (nos cosmo sens\u00edveis, nas f\u00e9s dos sagrados afrikanos, como diria Sidnei de Xang\u00f4) e, por \u00faltimo e n\u00e3o menos importante, na cria\u00e7\u00e3o de intera\u00e7\u00f5es com o meio para cuidar do futuro que \u00e9 comum a todos.<\/p>\n<p>Resumindo muito, cultura \u00e9 um &#8220;guarda-chuva&#8221; que cobre muitas \u00e1reas do pensamento e do comportamento coletivo, inclusive o pensamento cr\u00edtico e pol\u00edtico. Para o senso comum atual, muitas vezes cultura \u00e9 vista como ac\u00famulo, ou como quando se pergunta se &#8220;fulana ou ciclano tem cultura&#8221;: &#8220;foi ao teatro?&#8221;, &#8220;leu tal e tal livro?&#8221; e por a\u00ed vai.<\/p>\n<p>Dessa forma, muitas vezes o termo cultura se desprende do cotidiano e, de certa forma, no senso comum vira algo que &#8220;est\u00e1 fora&#8221;, que precisa ser alcan\u00e7ado, que uns t\u00eam e outros n\u00e3o. O Estado e os meios de comunica\u00e7\u00e3o t\u00eam papel fundamental nessa distor\u00e7\u00e3o do que vem a ser cultura.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h3>Estado e Cultura<\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>Foi o Estado que durante muitos e muitos anos apartou a popula\u00e7\u00e3o do direito de discutir e escolher quais caminhos deve trilhar em sociedade. Estamos falando dessa sociedade: a sociedade &#8220;brasileira&#8221;.<\/span><\/p>\n<p>Coloco &#8220;brasileira&#8221; entre aspas porque um territ\u00f3rio que n\u00e3o reconhece os direitos humanos essenciais de parte da popula\u00e7\u00e3o (povos origin\u00e1rios, negres, mulheres e LGBTQI) n\u00e3o merece ser chamada de na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Friso que para mim (e pra muites) n\u00e3o existe Brasil. Nunca existiu. \u00c9 uma f\u00e1bula. Foi o Estado Brasileiro que, para justificar seus atos e &#8220;pelo progresso da na\u00e7\u00e3o&#8221;, inventou que povos origin\u00e1rios (para eles ind\u00edgenas) n\u00e3o tinham cultura, por isso mereciam ser subjugados.<\/p>\n<p>Foi o Estado brasileiro que comercializou e escravizou pessoas negras. Foi e \u00e9 o Estado Brasileiro que n\u00e3o reconhece direitos individuais e coletivos de povos origin\u00e1rios, negres, mulheres e popula\u00e7\u00e3o LGBTQI, fazendo que estejam aqu\u00e9m de suas potencialidades.<\/p>\n<p>Este Estado n\u00e3o por acaso, na Ditadura, apartava a popula\u00e7\u00e3o de linguagens culturais, que eram vistas como emancipadoras ou questionadoras do estado geral das coisas. Assim, a popula\u00e7\u00e3o &#8220;brasileira&#8221; quase nunca se via como detentora do poder de mudan\u00e7a cultural, logo n\u00e3o p\u00f4de mudar a pol\u00edtica, que segue com poucas mudan\u00e7as estruturais.<\/p>\n<p>N\u00e3o era a popula\u00e7\u00e3o que decidia antes da democratiza\u00e7\u00e3o e, ap\u00f3s ela, tivemos e temos uma democracia t\u00edmida na qual apenas de quatro em quatro anos se pode votar em algu\u00e9m que quase sempre \u00e9 membro da &#8220;elite&#8221; dessa sociedade (geralmente homens brancos), ou seja, esses eleitos geralmente ignoram as particularidades e necessidades de outros meios sociais em que n\u00e3o conviveram.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h2>E cultura, cultura tamb\u00e9m \u00e9 conv\u00edvio. Conv\u00edvio e empatia.<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>H\u00e1 bibliografia vasta que pode confirmar as afirma\u00e7\u00f5es aqui descritas. De Cl\u00f3vis Moura, Abdias do Nascimento, L\u00e9lia Gonzalez e Joel Rufino dos Santos nos anos 70\/80, passando por Sueli Carneiro e Rosane Borges nos anos 2000 at\u00e9 chegar a Djamilla Ribeiro, Joice Berth ou Silvio de Almeida na recente cole\u00e7\u00e3o Feminismos Plurais.<\/span><\/p>\n<p>Apesar das provas estat\u00edsticas e das teses dos &#8220;exclu\u00eddos da na\u00e7\u00e3o&#8221; estarem h\u00e1 anos registradas e editadas em diversos livros, o epistemic\u00eddio e a pouca abertura dos meios de comunica\u00e7\u00e3o mant\u00e9m abafadas estas tantas vozes: as vozes da maioria minorizada.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h3>A periferia e o tr\u00e2nsito de ideias<\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>Por outro lado, desde sempre houve e haver\u00e1 grupos organizados para alterar o estado geral das coisas, alterar o dito &#8220;status quo&#8221;, que \u00e9 geralmente euroc\u00eantrico e novamente rendido a um fanatismo e a valores e interesses estadunidenses.<\/span><\/p>\n<p>Neste sentido, movimentos sociais, organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, alguns grupos religiosos, grupos de mulheres ou comunidades tradicionais afro-brasileiras e &#8220;ind\u00edgenas&#8221; sempre se debru\u00e7aram sobre como sobreviver numa sociedade que n\u00e3o foi fundada para reconhecer suas presen\u00e7as, direitos e suas necessidades espec\u00edficas.<\/p>\n<p>Acredito que na atualidade, ap\u00f3s a explos\u00e3o dos saraus, slams e depois de um maior acesso da classe trabalhadora \u00e0s Universidades P\u00fablicas, as periferias t\u00eam sido um dos catalisadores e organizadores de uma frente ampla por uma sociedade mais justa, igualit\u00e1ria, uma sociedade que busque equidade entre todes, todas e todos membros de seu meio.<\/p>\n<p>Eu acredito que \u00e9 justamente nesse tipo de atua\u00e7\u00e3o que os encontros e eventos organizados pelo F\u00f3rum de Cultura da Zona Leste est\u00e3o inseridos.<\/p>\n<p>Por estarmos na era da internet, vez ou outra este tipo de iniciativa \u00e9 visibilizada para outras regi\u00f5es da cidade e o resultado \u00e9 o tr\u00e2nsito de ideias de uma periferia a outra, o que faz com que uma experi\u00eancia seja replicada de quando em quando em regi\u00f5es diferentes da cidade.<\/p>\n<p>Eu pude nos \u00faltimos 5 anos ser testemunha ocular e um colaborador ativo em coletividades que t\u00eam garantido redes de prote\u00e7\u00e3o de direitos e que, a duras penas e com poucos recursos, fazem com que as pessoas tenham consci\u00eancia do tipo de sociedade em que vivemos.<\/p>\n<p>As experi\u00eancias das quais estive mais pr\u00f3ximo foram a do FCZL e do Movimento Cultural das Periferias, este \u00faltimo, organiza\u00e7\u00e3o que congrega diversas coletividades das periferias.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   has-nested\" data-type=\"gallery\">\n<div class=\"eb-gallery\">\n<div class=\"eb-gallery-stage\" data-plupload-drop-element=\"\">\n<div class=\"eb-gallery-viewport\" style=\"left: -200%;\">\n<div class=\"eb-gallery-item\" data-id=\"g09420685373562667\" style=\"left: 0%;\">\n<div class=\"ebd-block  is-nested is-isolated  \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center; width: 100%;\">\n<div class=\"eb-image is-fluid style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\" style=\"padding-top:56.25%;\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/b2ap3_large_Foto-2-Elaine-Mineiro-Sor-e-Ellen-em-debate-sobre-espaos-de-ocupao.JPG\" style=\"width:100%;height:118.394%;top:-9.197%;left:0%;\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\" style=\"width:100%;\">\n\t\t\t<span>Sor\u00f3 e Ellen em debate sobre espa\u00e7os de ocupa\u00e7\u00e3o &#8211; Foto: Elaine Mineiro<br \/>\n<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"eb-gallery-item\" data-id=\"g026523158274279535\" style=\"left: 100%;\">\n<div class=\"ebd-block  is-nested is-isolated  \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center; width: 100%;\">\n<div class=\"eb-image is-fluid style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\" style=\"padding-top:56.25%;\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/b2ap3_large_Foto-3-Elaine-Mineiro-Kota-Mulanji-discute-sobre-economia-solidaria.JPG\" style=\"width:100%;height:118.394%;top:-9.197%;left:0%;\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\" style=\"width:100%;\">\n\t\t\t<span>Kota Mulanji discute sobre economia solidaria. Foto: Foto Elaine Mineiro<br \/>\n<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"eb-gallery-item active\" data-id=\"g09081597626839988\" style=\"left: 200%;\">\n<div class=\"ebd-block  is-nested is-isolated  \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center; width: 100%;\">\n<div class=\"eb-image is-fluid style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\" style=\"padding-top:56.25%;\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/b2ap3_large_Foto-1-Queila-Rodrigues-uma-foto-potica-mostrando-Andrea-Rosa.JPG\" style=\"width:100%;height:118.394%;top:-9.197%;left:0%;\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\" style=\"width:100%;\">\n\t\t\t<span>O livro foi organizado por Elaine Mineiro, M\u00f4nica Gomes e Queila Rodrigues. Na foto, Queila Rodrigues.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"eb-gallery-button eb-gallery-next-button\">\n\t\t\t\t<i class=\"fa fa-chevron-right\"><\/i><\/div>\n<div class=\"eb-gallery-button eb-gallery-prev-button\">\n\t\t\t\t<i class=\"fa fa-chevron-left\"><\/i><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"eb-gallery-menu\">\n<div class=\"eb-gallery-menu-item\" data-id=\"g09420685373562667\">\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"eb-gallery-menu-item\" data-id=\"g026523158274279535\">\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"eb-gallery-menu-item active\" data-id=\"g09081597626839988\">\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>Durante o ano de 2017, o FCZL se debru\u00e7ou sobre temas e tem\u00e1ticas importantes, garantindo vis\u00f5es de articuladoras e articuladores das mais variadas atua\u00e7\u00f5es. Esses encontros foram fruto de outras tantas articula\u00e7\u00f5es, feitas por coletivos de periferia nos \u00faltimos 4 anos.<\/span><\/p>\n<p>Cada um dos encontros deu conta da paridade de g\u00eanero e \u00e9tnico-racial, de forma que a pluralidade (e n\u00e3o s\u00f3 a diversidade) enriquecesse os temas e as conversas, que tinham participa\u00e7\u00e3o ativa da comunidade e facilitadores mulheres, negros, bichas, l\u00e9sbicas, ind\u00edgenas etc.<\/p>\n<p>Os temas perpassaram quest\u00f5es estruturais como a economia, a popula\u00e7\u00e3o negra no mercado de trabalho, racismo nas artes e na cultura, machismo, sexismo, patriarcado, genoc\u00eddios e cartografias da exclus\u00e3o. Todo esse material \u00e9 disponibilizado em v\u00eddeo na p\u00e1gina do facebook, incluindo, al\u00e9m das falas de convidadas, as perguntas e coment\u00e1rios do p\u00fablico.<\/p>\n<p>O FCZL junto de centenas de coletivos e organiza\u00e7\u00f5es de periferia vem fazendo um trabalho que estimula o conv\u00edvio comunit\u00e1rio e discuss\u00f5es amplas, que provam que cultura \u00e9 pol\u00edtica e que a popula\u00e7\u00e3o de quebrada muitas vezes tem alternativas de pensamento al\u00e9m do senso comum e do que \u00e9 veiculado na m\u00eddia tradicional.<\/p>\n<p>\u00c9 importante que voc\u00ea, que l\u00ea esse livro perif\u00e9rico, visite outros bairros e amplie o leque de op\u00e7\u00f5es de di\u00e1logo e de organiza\u00e7\u00e3o: pelo direito \u00e0 cidade e por uma cidadania realmente participativa na cultura e na pol\u00edtica! Sarav\u00e1 \u00e0s mudan\u00e7as!<\/p>\n<p>E a\u00ed, curtiu o texto? Deixa um coment\u00e1rio por aqui pra eu saber o que achou e me diz a\u00ed o que a cultura \u00e9 pra voc\u00ea, na sua vida, na sua viv\u00eancia, na sua quebrada.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"buttons\"><a href=\"https:\/\/issuu.com\/vozdaleste\/docs\/fczl_livro\" class=\"btn btn-info btn-lg\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><br \/>\n<span>Lembrando que querendo ler o livro do FCZL por completo, basta acessar ele por aqui.<span class=\"redactor-invisible-space\"><\/span><\/span><br \/>\n<\/a><\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>Valeu! At\u00e9 m\u00eas que vem!<\/span><\/p>\n<p>Sarav\u00e1 as mudan\u00e7as !<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um texto que escrevi no livro &#8220;Nenhum passo atr\u00e1s!&#8221; do F\u00f3rum de Cultura da Zona Leste, que retrata v\u00e1rias lutas por direitos nas regi\u00f5es perif\u00e9ricas da zona leste e al\u00e9m dela. 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