
{"id":2349,"date":"2022-05-05T18:00:12","date_gmt":"2022-05-05T21:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/beta.desenrolaenaomenrola.com.br\/2022\/05\/05\/caminhos-e-encruzas\/"},"modified":"2024-06-29T21:05:20","modified_gmt":"2024-06-30T00:05:20","slug":"caminhos-e-encruzas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/colunas\/caminhos-e-encruzas\/","title":{"rendered":"Caminhos e encruzas"},"content":{"rendered":"<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Um texto introdut\u00f3rio do caderno Conex\u00f5es Territoriais, publica\u00e7\u00e3o gratuita sobre direito \u00e0 cidade e mobilidade nos bairros de Guaianases, Itaim Paulista e Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"readmore\"><\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><\/a><\/p>\n<p><a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<\/a><a class=\"eb-image-viewport\">\t\t<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Foto: Yuri Vasquez<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>O texto que segue \u00e9 a introdu\u00e7\u00e3o da publica\u00e7\u00e3o Conex\u00f5es Territoriais publicada no final de 2021 e na qual fiz incid\u00eancia local e articula\u00e7\u00e3o em parceria com a Ciclocidade \u2013 Associa\u00e7\u00e3o dos ciclistas Urbanos de S\u00e3o Paulo e a Funda\u00e7\u00e3o Rosa Luxemburgo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h5>\n\tQuerendo acessar o material completo basta acessar o link <a href=\"https:\/\/www.ciclocidade.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Caderno-Discussoes-e-Escutas-do-Projeto-Conexoes-Territoriais-ZL-SP.pdf\" style=\"\" class=\"\" title=\"\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span data-redactor-tag=\"span\" data-verified=\"redactor\" data-redactor-style=\"color: #5ea4f2\" style=\"color: rgb(94, 164, 242);\">aq<\/span>u<span data-redactor-tag=\"span\" data-verified=\"redactor\" data-redactor-style=\"color: #5ea4f2\" style=\"color: rgb(94, 164, 242);\">i<\/span><\/a>.<span class=\"redactor-invisible-space\"><\/span><span>&nbsp;<br \/>\n<\/span><\/h5>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   has-nested\" data-type=\"columns\">\n<div class=\"row\" data-responsive=\"400,300,200,100\">\n<div class=\"col-12 col-md-3\" data-size=\"3\">\n<div class=\"ebd-nest\" data-type=\"block\" data-col-wrapper=\"\">\n<div class=\"ebd-block  is-nested  \" data-type=\"text\">\n<p>\u2022 Quais as pot\u00eancias da minha quebrada?<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-12 col-md-3\" data-size=\"3\">\n<div class=\"ebd-nest\" data-type=\"block\" data-col-wrapper=\"\">\n<div class=\"ebd-block  is-nested  \" data-type=\"text\">\n<p>\u2022&nbsp;H\u00e1 incentivos pra mobilidade ativa entre as periferias das cidades?<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-12 col-md-3\" data-size=\"3\">\n<div class=\"ebd-nest ui-sortable\" data-type=\"block\" data-col-wrapper=\"\">\n<div class=\"ebd-block  is-nested  \" data-type=\"text\">\n<p>\u2022&nbsp;Porque o asfalto e as cal\u00e7adas da minha quebrada s\u00e3o diferentes das de outros bairros?<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-12 col-md-3\" data-size=\"3\">\n<div class=\"ebd-nest ui-sortable\" data-type=\"block\" data-col-wrapper=\"\">\n<div class=\"ebd-block  is-nested  \" data-type=\"text\">\n<p>\u2022&nbsp;Quem tem direito pleno a transitar no espa\u00e7o p\u00fablico?<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>O ano \u00e9 2021. Estas perguntas e v\u00e1rias outras perpassam nossas mentes, nossos corpos, nossas corpas, ao longo dos nossos caminhos.<\/p>\n<p>H\u00e1 tempos. H\u00e1 tempos n\u00f3s, moradores e moradoras de sub\u00farbios, quebradas, periferias, temos tido pouca aten\u00e7\u00e3o de governantes e pouca ou quase nenhuma abertura para influenciar no &#8220;lado A&#8221; do que as cidades apresentam como &#8220;nossa hist\u00f3ria&#8221;, nossa relev\u00e2ncia na mem\u00f3ria das cidades, nossa contribui\u00e7\u00e3o material e imaterial sobre o que \u00e9 p\u00fablico, sobre o que \u00e9 de &#8220;todos&#8221; e sobre o que sonhamos ser de todes por lei, por direito.<\/p>\n<p>Pessoas de periferia, comprovadamente, s\u00e3o o grupo que tem menos direito \u00e0 cidade, pois estas regi\u00f5es, ao longo de d\u00e9cadas, tiveram acesso restrito a todos os servi\u00e7os p\u00fablicos, tem menos infraestrutura no geral, saneamento b\u00e1sico desigual (\u00e0s vezes inexistente) e s\u00e3o as pessoas que mais pagam pelo transporte p\u00fablico das cidades, que \u00e9 caro e que tem acessos e confortos &#8220;diferenciados&#8221;, dependendo de onde voc\u00ea acessa (ou &#8220;compra&#8221;) este servi\u00e7o (pra alguns: este produto).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport eb-image-popup-button\" href=\"images\/p\/1059\/Yuri-Vasquez-3.jpg\" title=\"Foto: Yuri Vasquez\"><\/a><\/p>\n<p><a class=\"eb-image-viewport eb-image-popup-button\" href=\"images\/p\/1059\/Yuri-Vasquez-3.jpg\" title=\"Foto: Yuri Vasquez\"><br \/>\n<\/a><a class=\"eb-image-viewport eb-image-popup-button\" href=\"images\/p\/1059\/Yuri-Vasquez-3.jpg\" title=\"Foto: Yuri Vasquez\">\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/b2ap3_medium_Yuri-Vasquez-3.jpg\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Foto: Yuri Vasquez<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>Somos n\u00f3s, pessoas de periferia, que trabalhamos mais horas por dia, e tamb\u00e9m somos n\u00f3s que viajamos mais horas pela cidade a trabalho, sendo exploradas por umas poucas fam\u00edlias endinheiradas. Tamb\u00e9m somos n\u00f3s, pessoas de periferia, as maiores pagadoras de impostos e as pessoas mais afetadas por pandemias mundiais.<\/span><\/p>\n<p>Em suma, o &#8220;Brasil&#8221; foi e ainda \u00e9 f\u00e1bula para a maioria das pessoas destes territ\u00f3rios, maioria que segue vendo seus direitos negados e que muitas vezes acabam sendo as \u00faltimas a saber que o seu futuro foi decidido a portas fechadas por &#8220;nobres senhores&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h2>Por isso, fazemos e fortalecemos nossos corres das e nas quebradas. Por isso, trocamos essas ideias. Merecemos mais.<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Opr\u00ea! Eu que aqui te escrevo sou uma pessoa preta e de periferia. Sou filho de Roberta, de Minas Gerais, e de Aloisio, da Bahia. Eu nasci no Bexiga e estou na metade da minha vida. Moro na terra dus Guaian\u00e1s, Guaianases, Zona Leste da periferia de \u00c9ssep\u00ea. Eu tenho testemunhado, muitas vezes com medo e sempre com indigna\u00e7\u00e3o, como nos \u00faltimos anos h\u00e1 uma tend\u00eancia perversa de tirar o povo pobre de periferia das inst\u00e2ncias de participa\u00e7\u00e3o das cidades.<\/p>\n<p>Pra piorar, aqui na cidade de S\u00e3o Paulo, n\u00e3o se considera a participa\u00e7\u00e3o de conselhos e a cria\u00e7\u00e3o de Planos Municipais gerados atrav\u00e9s de participa\u00e7\u00e3o popular que ocorriam, ainda que timidamente, aqui na cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>A dobradinha D\u00f3ria-Covas tem no curr\u00edculo o hist\u00f3rico de ter acabado com a Secretaria de Mulheres e a Secretaria da Igualdade Racial no Munic\u00edpio. E segue, coerente com sua hist\u00f3ria, numa toada de exclus\u00e3o e silenciamento, tendendo \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de fachada, &#8220;gourmet&#8221;, ou seja, a participa\u00e7\u00e3o na qual s\u00f3 participa (ou disputa &#8220;mercado&#8221;) a classe m\u00e9dia n\u00e3o-negra, lobistas e empresas de &#8220;compadres e comadres&#8221; que em sua maioria j\u00e1 tem informa\u00e7\u00f5es privilegiadas sobre a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>E tem mais, e mais grave: durante a pandemia da covid-19, que matou muito em Essep\u00ea, em 2020 e 2021, a prefeitura quer porque quer fazer a revis\u00e3o do Plano Diretor, sem garantir \u00e0 popula\u00e7\u00e3o pobre e de periferia o acesso para influenciar.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h3>\n\tE no Brasil, como estamos?&nbsp;<span>&nbsp;<\/span><\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"note\">\n<div class=\"alert alert-info\" role=\"alert\">Numa recente pesquisa chamada <a href=\"https:\/\/www.oxfam.org.br\/um-retrato-das-desigualdades-brasileiras\/democracia-inacabada\/\" style=\"text-decoration:none;\" class=\"\" title=\"\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">&#8220;Democracia Inacabada&#8221;<\/a>, lan\u00e7ada em agosto de 2021, a Oxfam Brasil aponta que &#8220;93% dos colegiados participativos ligados \u00e0 administra\u00e7\u00e3o federal brasileira foram extintos em 2019, reduzindo a participa\u00e7\u00e3o, o controle social e a transpar\u00eancia&#8221; (OXFAM, 2021, p. 10).<span class=\"redactor-invisible-space\"><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>A participa\u00e7\u00e3o popular em Conselhos de Direitos ou em Conselhos de Pol\u00edticas P\u00fablicas tem fundamento na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 que instituiu, ou ao menos tentou instituir, a cidadania e a participa\u00e7\u00e3o como elementos-chave para a democracia &#8220;brasileira&#8221;, havendo men\u00e7\u00e3o a isso em v\u00e1rios artigos dela.<\/span><\/p>\n<p>A pr\u00e1tica geral dos governantes, em sua maioria, \u00e9 a de se colocar como a primeira e a \u00faltima palavra no que diz respeito \u00e0 formula\u00e7\u00e3o e acompanhamento de pol\u00edticas p\u00fablicas que afetam a todes.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h2>\n\tO resultado \u00e9: periferias, negres, povos origin\u00e1rios, povo de ax\u00e9, mulheres, LGBTQIA+, idosos, gordes e PCDs ficam de fora da maioria das formula\u00e7\u00f5es de pol\u00edticas p\u00fablicas.&nbsp;<span>&nbsp;<\/span><\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>Apesar disso, de tantas mancadas hist\u00f3ricas feitas com a gente, as periferias seguem criando linguagens e tecnologias culturais e pensando e repensando sua atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. V\u00eam mandando a real h\u00e1 d\u00e9cadas em f\u00f3runs, coletivos, associa\u00e7\u00f5es e outros diversos espa\u00e7os, at\u00e9 mesmo nos partidos pol\u00edticos, com as tens\u00f5es inerentes a isso.<\/span><\/p>\n<p>As periferias v\u00eam sempre se organizando para pautar o que querem e o que n\u00e3o querem nas quebradas. Acho bem importante, inclusive, a possibilidade de transitar com as ideias de uma quebrada pra outra, coisa que \u00e9 pr\u00e1tica de mili anos nas quebradas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ciclocidade.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Caderno-Discussoes-e-Escutas-do-Projeto-Conexoes-Territoriais-ZL-SP.pdf\" class=\"\" title=\"\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span data-redactor-tag=\"span\" data-verified=\"redactor\" data-redactor-style=\"color: #5ea4f2\" style=\"color: rgb(94, 164, 242);\">Essa cartilha que voc\u00ea est\u00e1 lendo<\/span><\/a> tem den\u00fancias, propostas e formula\u00e7\u00f5es que partem de v\u00e1rias manas e manos que, como dizemos, &#8220;n\u00e3o est\u00e3o de chap\u00e9u atolado&#8221;.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport eb-image-popup-button\" href=\"images\/p\/1059\/Yuri-Vasquez.PNG\" title=\"Foto: Yuri Vasquez\"><\/a><\/p>\n<p><a class=\"eb-image-viewport eb-image-popup-button\" href=\"images\/p\/1059\/Yuri-Vasquez.PNG\" title=\"Foto: Yuri Vasquez\"><br \/>\n<\/a><a class=\"eb-image-viewport eb-image-popup-button\" href=\"images\/p\/1059\/Yuri-Vasquez.PNG\" title=\"Foto: Yuri Vasquez\">\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/b2ap3_medium_Yuri-Vasquez.PNG\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Foto: Yuri Vasquez<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>A Ciclocidade trouxe aqui na minha regi\u00e3o uma provoca\u00e7\u00e3o bacana sobre mobilidade ativa, infraestrutura e um di\u00e1logo super potente sobre participa\u00e7\u00e3o no Plano Diretor Estrat\u00e9gico da Cidade de S\u00e3o Paulo.<\/span><\/p>\n<p>N\u00e3o o plano apresentado pela prefeitura de Bruno Covas (hoje de Ricardo Nunes), um plano &#8220;vilanesco&#8221; que quer o povo de fora, mas um outro, um plano em gesta\u00e7\u00e3o e formula\u00e7\u00e3o nas ruas h\u00e1 anos, nas ocupa\u00e7\u00f5es culturais, nos il\u00eas, nas igrejas, nas associa\u00e7\u00f5es de comunidades, nas vielas, bares e saraus das perifas da cidade de S\u00e3o Paulo. Um plano que parte da roda, da troca, da escuta.<\/p>\n<p>H\u00e1 tempos as quebradas sabem a necessidade de se ouvir, promover escambos de saberes sobre quest\u00f5es que nos atravessam diariamente como moradores de periferia. Talvez somente dessa forma poderemos ter um plano ut\u00f3pico e ainda sim poss\u00edvel, no qual nos sintamos parte integrante, como promotores de pol\u00edticas p\u00fablicas, n\u00e3o s\u00f3 como destinat\u00e1ries da metade do que temos direito.<\/p>\n<p>Ao longo de dois Caf\u00e9s Encontros e um ciclo de forma\u00e7\u00f5es, proseamos sobre mobilidade dos bairros de Ermelino Matarazzo, Guaianases e Itaim Paulista. Pude ouvir e perceber o quanto as quebradas t\u00eam quest\u00f5es urgentes pro transporte, pro meio ambiente, pra conviv\u00eancia. Estamos em busca de um bem viver nos bairros.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   has-nested\" data-type=\"columns\">\n<div class=\"row\" data-responsive=\"400,300,200,100\">\n<div class=\"col-12 col-md-4\" data-size=\"4\">\n<div class=\"ebd-nest\" data-type=\"block\" data-col-wrapper=\"\">\n<div class=\"ebd-block  is-nested  \" data-type=\"text\">\n<p><em data-redactor-tag=\"em\" data-verified=\"redactor\">\u279c&nbsp;Por que as ciclovias n\u00e3o chegam ao meu bairro? Por que os espa\u00e7os ociosos n\u00e3o s\u00e3o revitalizados, ocupados, vocacionados? Por que o asfalto que chega no fund\u00e3o das perifas n\u00e3o \u00e9 o mesmo que o dos bairros ricos e o centro da cidade?<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-12 col-md-4\" data-size=\"4\">\n<div class=\"ebd-nest\" data-type=\"block\" data-col-wrapper=\"\">\n<div class=\"ebd-block  is-nested  \" data-type=\"text\">\n<p><em data-redactor-tag=\"em\" data-verified=\"redactor\">\u279c&nbsp;Por que o investimento em infra-estrutura de ruas, pra\u00e7as e espa\u00e7os p\u00fablicos \u00e9 diferente se comparado a outros lugares mais centrais ou &#8220;nobres&#8221;? Por que n\u00e3o tem incentivo pra circularmos e socializarmos entre as quebradas?&nbsp;<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-12 col-md-4\" data-size=\"4\">\n<div class=\"ebd-nest ui-sortable\" data-type=\"block\" data-col-wrapper=\"\">\n<div class=\"ebd-block  is-nested  \" data-type=\"text\">\n<p><em data-redactor-tag=\"em\"><em data-redactor-tag=\"em\">\u279c <\/em>Por que a pol\u00edcia nos agride quando estamos nas ruas dos nossos pr\u00f3prios bairros? Por que toda condu\u00e7\u00e3o leva para o centro?<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Ouvir e ler v\u00e1rios relatos nossos, participar dessas conversas me fez enxergar mais pessoas que s\u00e3o diariamente desviadas das suas potencialidades territoriais por culpa do Estado e do &#8220;Deus Mercado&#8221;, que mimados que s\u00e3o teimam em n\u00e3o ouvir os seus vizinhos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h2>\n\tO que a gente v\u00ea por a\u00ed \u00e9 que nossas cidades n\u00e3o s\u00e3o cidades &#8220;mal planejadas&#8221;, mas s\u00e3o sim cidades planejadas para &#8220;outros&#8221; que n\u00e3o n\u00f3s. Privil\u00e9gio cega e ensurdece.<span class=\"redactor-invisible-space\"><\/span><span>&nbsp;<\/span><\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Temos v\u00e1rios desafios. Podemos saber disso tudo e deixar de nos inquietar, nos mover, falar pra amigues e familiares? Que pot\u00eancias nossos caminhos e tantas das nossas encruzilhadas tem pra moldar novos caminhos e quereres mais parit\u00e1rios, justos, coletivos?<\/p>\n<p>Os textos, dados e ideias que voc\u00ea ver\u00e1 e ler\u00e1 por aqui t\u00eam muito a ver com as inquieta\u00e7\u00f5es e lutas hist\u00f3ricas das quebradas, que seguem sangrando, lutando e pautando pelos t\u00e3o \u00f3bvios e t\u00e3o negligenciados direitos sociais.<\/p>\n<p>Espero que voc\u00ea curta ler o conte\u00fado da <a href=\"https:\/\/www.ciclocidade.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Caderno-Discussoes-e-Escutas-do-Projeto-Conexoes-Territoriais-ZL-SP.pdf\" class=\"\" title=\"\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Conex\u00f5es Territoriais<\/a>, porque ela foi escrita a partir de uma escuta ativa da nossa oralidade plural de periferia.<\/p>\n<p>De certo, n\u00e3o achamos todas as respostas e voc\u00ea pode at\u00e9 se sentir \u00e0 vontade pra formular novas perguntas. Isso mesmo! Nossa encruza e nossa gira \u00e9 coletiva.<\/p>\n<p>Bora junto?! Sarav\u00e1 as mudan\u00e7as!<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h5>\n\tQuerendo acessar o material completo do Caderno Conex\u00f5es Territoriais basta acessar o <span data-redactor-tag=\"span\" data-verified=\"redactor\" data-redactor-style=\"color: #5EA4F2\" style=\"color: rgb(94, 164, 242);\"><a href=\"https:\/\/www.ciclocidade.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Caderno-Discussoes-e-Escutas-do-Projeto-Conexoes-Territoriais-ZL-SP.pdf\" title=\"\" class=\"\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span data-redactor-tag=\"span\" data-verified=\"redactor\" data-redactor-style=\"color: #5aa5f9\" style=\"color: rgb(90, 165, 249);\">link aqui<\/span><\/a><\/span>.&nbsp;<span>&nbsp;<\/span><\/h5>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Agrade\u00e7o se comentar o que achou desse texto. Brigado!<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um texto introdut\u00f3rio do caderno Conex\u00f5es Territoriais, publica\u00e7\u00e3o gratuita sobre direito \u00e0 cidade e mobilidade nos bairros de Guaianases, Itaim Paulista e Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de S\u00e3o Paulo. Foto: Yuri Vasquez O texto que segue \u00e9 a introdu\u00e7\u00e3o da publica\u00e7\u00e3o Conex\u00f5es Territoriais publicada no final de 2021 e na qual fiz incid\u00eancia local [&hellip;]&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":2346,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[79,590,92,592,53,591,32],"ppma_author":[652],"class_list":["post-2349","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colunas","tag-colunas","tag-conexoes","tag-direito-a-cidade","tag-mobilidade","tag-periferias","tag-transporte","tag-transporte-publico"],"acf":[],"authors":[{"term_id":652,"user_id":25,"is_guest":0,"slug":"denme-col-13cattive-me","display_name":"Aloysio Letra","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/d2d54c5a158e58c902dd32871bd9e720f5f5917bad5f8b7758b8931dd7c7e213?s=96&d=mm&r=g","first_name":"Aloysio","last_name":"Letra","user_url":"http:\/\/","job_title":"","description":"<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/aloysioletra\"><i><\/i> \/aloysio.letra<\/a>\r\n<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/aloysioletra\"><i> <\/i> @aloysioletra<\/a>\r\nAloysio Letra \u00e9 um ser cultural, atua como articulador cultural e \u00e9 int\u00e9rprete-criador em teatro, performance, audiovisual e m\u00fasica. Escreve no blog Negrume. Letra acredita em dar for\u00e7a \u00e0s mudan\u00e7as. 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