
{"id":1992,"date":"2021-10-27T14:08:24","date_gmt":"2021-10-27T17:08:24","guid":{"rendered":"https:\/\/beta.desenrolaenaomenrola.com.br\/2021\/10\/27\/mes-passado-eu-nao-liguei-o-fogao-valor-do-gas-muda-rotina-alimentar-nas-periferias\/"},"modified":"2024-06-29T21:06:26","modified_gmt":"2024-06-30T00:06:26","slug":"mes-passado-eu-nao-liguei-o-fogao-valor-do-gas-muda-rotina-alimentar-nas-periferias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/contextos-perifericos\/mes-passado-eu-nao-liguei-o-fogao-valor-do-gas-muda-rotina-alimentar-nas-periferias\/","title":{"rendered":"&#8220;M\u00eas passado eu n\u00e3o liguei o fog\u00e3o&#8221;: valor do g\u00e1s muda rotina alimentar nas periferias"},"content":{"rendered":"<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Com o valor do g\u00e1s de cozinha afetado pela infla\u00e7\u00e3o, fam\u00edlias precisam mudar n\u00e3o s\u00f3 os alimentos consumidos antes do aumento nos pre\u00e7os, mas tamb\u00e9m a forma de prepar\u00e1-los.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"readmore\"><\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><\/a><\/p>\n<p><a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<\/a><a class=\"eb-image-viewport\">\t\t<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Com o aumento do valor do g\u00e1s, virou rotina cozinhar no fog\u00e3o \u00e0 lenha sempre que Audryn e a fam\u00edlia conseguem. (Foto: Vinicius Mikolaeski)<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Chegando a custar mais de R$100 em algumas cidades da grande S\u00e3o Paulo, o aumento no valor do g\u00e1s de cozinha transforma a rotina alimentar e traz mudan\u00e7as sociais na conjuntura de diversos lares. \u00c9 o caso das fam\u00edlias de S\u00f4nia Maria e Audryn Miriam, que desde a disparada do valor, recorreram ao fog\u00e3o a lenha para cozinhar.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da pandemia do coronav\u00edrus, Audryn Miriam, 22 anos, se mudou para a casa do pai Alexandre, no bairro Veloso, em Osasco, regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo. Como era ele que comprava o g\u00e1s, Audryn fazia o m\u00e1ximo para economizar e passou a mudar a sua rotina alimentar, como parar de fazer bolos com tanta frequ\u00eancia, em m\u00e9dia uma vez por semana, pois ficavam muito tempo no forno.<\/p>\n<p><span>Segundo dados da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP), o pre\u00e7o m\u00e9dio do botij\u00e3o de g\u00e1s aumentou quase 30% aos consumidores desde o come\u00e7o do ano de 2021. Por conta do valor abusivo que n\u00e3o parava de subir, Audryn come\u00e7ou a fazer o m\u00e1ximo para evitar a utiliza\u00e7\u00e3o do fog\u00e3o e ter que comprar outro botij\u00e3o. O \u00faltimo, comprado no in\u00edcio da pandemia, havia custado R$85.<\/span>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"quotes\">\n<blockquote class=\"eb-quote style-default\"><p>&#8220;Eu comia muita comida congelada, por\u00e7\u00e3o de comida pronta, macarr\u00e3o pronto\u2026 comia bastante mesmo. No m\u00eas passado, inclusive, eu n\u00e3o comi nenhuma comida de forno, eu n\u00e3o liguei o fog\u00e3o&#8221;<\/p>\n<p><cite><strong data-redactor-tag=\"strong\" data-verified=\"redactor\"><\/strong>diz Audryn.<span class=\"redactor-invisible-space\"><\/span><\/cite><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\"><\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Em outubro deste ano, ela saiu do emprego em que trabalhava e ficou desempregada. Com o aumento de todas as contas em casa, como \u00e1gua, luz, internet, alimenta\u00e7\u00e3o e o g\u00e1s de cozinha, ela decidiu voltar para a casa da m\u00e3e, Patr\u00edcia, em Cotia, tamb\u00e9m na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Patr\u00edcia Mikolaeski, 47 anos, m\u00e3e de Audryn, \u00e9 dona de casa e realiza trabalhos pontuais com organiza\u00e7\u00e3o. Ela j\u00e1 tinha um fog\u00e3o a lenha no espa\u00e7o externo de casa, mas que n\u00e3o usava com tanta frequ\u00eancia. Com o aumento no valor do g\u00e1s, essa din\u00e2mica mudou e atualmente, a maioria dos alimentos s\u00e3o preparados no fog\u00e3o a lenha, o que faz o g\u00e1s de cozinha render em m\u00e9dia 4 meses.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h3>\n\tG\u00e1s inflacionado<\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>O economista Alex Barcellos, explica os motivos que fazem com que o g\u00e1s aumente abusivamente o valor em t\u00e3o pouco tempo. No Brasil, o g\u00e1s de cozinha \u00e9 repassado pela Petrobras, pois o combust\u00edvel f\u00f3ssil \u00e9 o principal elemento. S\u00e3o tr\u00eas esferas que implicam no valor do botij\u00e3o: o lucro dos investidores, o pre\u00e7o de opera\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o e os impostos estaduais.<\/p>\n<p>Como parte da Petrobras foi vendida, os investidores, principalmente do exterior, visam o lucro em cima do valor do g\u00e1s. Dessa forma, a Petrobras j\u00e1 faz o repasse com o valor de opera\u00e7\u00e3o e lucro embutido para os distribuidores.<\/p>\n<p>Os distribuidores (o ponto de entrega, o mercadinho ou caminh\u00e3o), adicionam o custo de opera\u00e7\u00e3o para a entrega do botij\u00e3o at\u00e9 a casa das pessoas. Por exemplo: o valor do combust\u00edvel do caminh\u00e3o que entrega o g\u00e1s. E por \u00faltimo, s\u00e3o adicionados os impostos que cada governo estadual imp\u00f5e sobre aquele botij\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/b2ap3_medium_WhatsApp-Image-2021-10-26-at-14.38.37.jpeg\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Assim como em Itapevi e Cotia, o g\u00e1s na cidade de Osasco est\u00e1 custando R$100. (Foto: Monique Caroline)<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>&#8220;Um botij\u00e3o de g\u00e1s que custa R$100, vamos entender que na opera\u00e7\u00e3o, a Petrobras repassa a R$50. O operador\/distribuidor, cobra R$35 da opera\u00e7\u00e3o naquele ponto de venda na sua quebrada, e a\u00ed a gente complementa com mais R$15 que seriam de impostos&#8221;, exemplifica o economista Alex.<\/p>\n<p>Ele exp\u00f5e que uma das alternativas para baixar esse valor, seria uma pol\u00edtica do governo federal realizando uma interven\u00e7\u00e3o. Isso n\u00e3o acontece pois com a privatiza\u00e7\u00e3o, a Petrobras possui outros propriet\u00e1rios e investidores estrangeiros donos de grandes capitais. Dessa forma, o governo n\u00e3o interv\u00e9m para manter boas rela\u00e7\u00f5es com os investidores.<\/p>\n<p><span>Al\u00e9m de todas as esferas econ\u00f4micas que o pre\u00e7o implica na vida de uma fam\u00edlia perif\u00e9rica, o economista qualifica como problema grav\u00edssimo a precariza\u00e7\u00e3o da qualidade alimentar, como \u00e9 o caso de Audryn, ao consumir produtos congelados e comidas prontas.<\/span>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"quotes\">\n<blockquote class=\"eb-quote style-default\"><p>&#8220;O aumento do consumo dos produtos industrializados, produtos pr\u00e1ticos, que voc\u00ea utiliza \u00e1gua ou somente um forno micro-ondas, tamb\u00e9m tem sido observado como um grande problema na qualidade de comida dessas pessoas que n\u00e3o conseguem ter o g\u00e1s em um pre\u00e7o mais favor\u00e1vel a ser utilizado&#8221;<\/p>\n<p><cite>exp\u00f5e o economista.<\/cite><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h2>\n\tA &#8220;SEVIROLOGIA&#8221; DO FOG\u00c3O \u00c0 LENHA<span>&nbsp;<\/span><\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>&nbsp;<span>Para Patr\u00edcia, o fog\u00e3o a lenha n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o pr\u00e1tico como o g\u00e1s para cozinhar, pois mesmo que ventilado, deixa um cheiro muito forte no ambiente, suja muitas panelas e demora um pouco mais para ascender. Ainda assim, para ela, a comida fica mais saborosa.<\/span><\/p>\n<p>&#8220;Agora eu tenho usado bem mais, antes eu s\u00f3 usava final de semana. Agora fa\u00e7o arroz e feij\u00e3o pro almo\u00e7o e janta. [&#8230;] N\u00e3o \u00e9 uma sa\u00edda de praticidade, \u00e9 uma quest\u00e3o de gosto&#8221;, comenta Patr\u00edcia.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/b2ap3_medium_WhatsApp-Image-2021-10-26-at-22.06.05.jpeg\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Apesar de n\u00e3o ser uma sa\u00edda de&nbsp;praticidade, Audryn e a fam\u00edlia optam por usar o fog\u00e3o \u00e0 lenha sempre que podem. (Foto: Vinicius Mikolaeski)<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>A dona de casa S\u00f4nia Maria, 54 anos, moradora de Itapevi, tamb\u00e9m recorreu \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de um fog\u00e3o \u00e0 lenha improvisado pelo marido Jos\u00e9 Santos, na laje de casa. Antes do fog\u00e3o a lenha, o g\u00e1s rendia em torno de um m\u00eas, custando R$100.<\/p>\n<p>Mesmo cortando os alimentos que utilizavam muito g\u00e1s, como bolos e carnes, o preparo do almo\u00e7o e janta faziam com que o botij\u00e3o acabasse logo. Isso fez com que o marido, que \u00e9 pedreiro, criasse um fog\u00e3o a lenha, ao pegar uma lata de tinta vazia, encher de cimento e colocar uma chama de fog\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Ele foi criativo. \u00c9 muito bom, a \u00e1gua ferve rapidinho e a comida \u00e9 outro sabor. O arroz \u00e9 t\u00e3o gostoso. Quando voc\u00ea t\u00e1 cozinhando os vizinhos que passam j\u00e1 ficam: &#8216;ai que cheiro gostoso de comida'&#8221;, conta S\u00f4nia sobre a experi\u00eancia.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/b2ap3_medium_PEAS-TT-_20211027-144452_1.jpg\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>S\u00f4nia e a fam\u00edlia utilizam o fog\u00e3o \u00e0 lenha improvisado que o marido fez&nbsp;principalmente aos finais de semana (Foto: arquivo pessoal)<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Assim como Patr\u00edcia e Audryn, S\u00f4nia e a fam\u00edlia n\u00e3o gastam comprando lenha, pois encontram muita madeira perto da regi\u00e3o em que moram. Ela diz que al\u00e9m do fog\u00e3o \u00e0 lenha, tamb\u00e9m gosta de cozinhar no fog\u00e3o a g\u00e1s, e fora o pre\u00e7o do botij\u00e3o, tem que economizar em tudo, por conta do pre\u00e7o abusivo dos alimentos tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>&#8220;Eu ia ao mercado duas vezes por m\u00eas, a gente comprava carne e frango, fazia a compra de mistura por um m\u00eas. Agora n\u00e3o d\u00e1 mais, agora eu diminui bastante porque aumentou demais. A asinha de frango que eu comprava era R$10 reais e agora t\u00e1 R$25, t\u00e1 muito caro aqui&#8221;, enfatiza S\u00f4nia.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>O economista Alex apelida de &#8220;sevirologia&#8221;, a forma como a popula\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica se &#8220;vira como d\u00e1&#8221; e inventa outros caminhos para viver dentro da forte crise econ\u00f4mica que o Brasil enfrenta. Ele enxerga como um grande risco ambiental, social e de seguran\u00e7a individual e coletiva o cozimento dos alimentos \u00e0 lenha.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"quotes\">\n<blockquote class=\"eb-quote style-default\"><p>&#8220;\u00c9 terr\u00edvel saber que hoje a gente tem todas essas quest\u00f5es ligadas a essa necessidade do g\u00e1s mais caro. Se voc\u00ea pensa em comunidades com densidades demogr\u00e1ficas maiores como moradias populares, muitas das vezes corre um risco de inc\u00eandio, tem diversos problemas relacionados&#8221;<\/p>\n<p><cite>analisa o economista.<span class=\"redactor-invisible-space\"><\/span><\/cite><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Alex ressalta que esse cen\u00e1rio \u00e9 apenas um dos reflexos de um sistema de desenvolvimento que n\u00e3o se faz igualit\u00e1rio a todos. &#8220;Se esse \u00e9 o sistema que \u00e9 pra gente acreditar como sistema de desenvolvimento, que consegue levar a oportunidade atrav\u00e9s da meritocracia pras fam\u00edlias, \u00e9 um sistema que vive no Mundo M\u00e1gico de Oz, porque ele n\u00e3o est\u00e1 trazendo isso&#8221;, finaliza.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o valor do g\u00e1s de cozinha afetado pela infla\u00e7\u00e3o, fam\u00edlias precisam mudar n\u00e3o s\u00f3 os alimentos consumidos antes do aumento nos pre\u00e7os, mas tamb\u00e9m a forma de prepar\u00e1-los.&nbsp; Com o aumento do valor do g\u00e1s, virou rotina cozinhar no fog\u00e3o \u00e0 lenha sempre que Audryn e a fam\u00edlia conseguem. (Foto: Vinicius Mikolaeski) Chegando a [&hellip;]&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":1988,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[415,47,413,416,414,412,49,282],"ppma_author":[432],"class_list":["post-1992","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-contextos-perifericos","tag-botijao","tag-contextos-perifericos","tag-fogao-a-lenha","tag-gas-de-cozinha","tag-inflacao","tag-rotina-alimentar","tag-territorio-da-noticia","tag-vcrp2-0"],"acf":[],"authors":[{"term_id":432,"user_id":21,"is_guest":0,"slug":"vocereporterdaperiferiagmail-com","display_name":"Voc\u00ea Rep\u00f3rter da Periferia","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/8088299945440ce7c7a19f76fbf2c1216f64af34e42089fd340e40418a667b1d?s=96&d=mm&r=g","first_name":"Voc\u00ea","last_name":"Rep\u00f3rter da Periferia","user_url":"http:\/\/","job_title":"","description":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1992","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1992"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1992\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3071,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1992\/revisions\/3071"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1988"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1992"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1992"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1992"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=1992"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}