
{"id":1716,"date":"2021-07-23T17:47:10","date_gmt":"2021-07-23T20:47:10","guid":{"rendered":"https:\/\/beta.desenrolaenaomenrola.com.br\/2021\/07\/23\/alegrias-e-desafios-da-maternagem-sao-temas-do-novo-livro-de-juliana-da-paz\/"},"modified":"2024-06-29T21:07:22","modified_gmt":"2024-06-30T00:07:22","slug":"alegrias-e-desafios-da-maternagem-sao-temas-do-novo-livro-de-juliana-da-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/raizes-perifericas\/alegrias-e-desafios-da-maternagem-sao-temas-do-novo-livro-de-juliana-da-paz\/","title":{"rendered":"Alegrias e desafios da maternagem s\u00e3o temas do novo livro de Juliana da Paz"},"content":{"rendered":"<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>&nbsp;&#8220;Seria c\u00f4mico se eu n\u00e3o fosse a m\u00e3e&#8221;, lan\u00e7ado pelo Selo Sarau do Binho, relata as experi\u00eancias de gerar e cuidar de crian\u00e7as, explorando a multiplicidade de emo\u00e7\u00f5es e descobertas da autora sobre o cuidado di\u00e1rio com seus filhos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"readmore\"><\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>&nbsp;<span>Com uma s\u00e9rie de cr\u00f4nicas sobre como \u00e9 ser m\u00e3e,&nbsp;<\/span>mulher afroind\u00edgena<span>&nbsp;e de periferia, o livro &#8220;Seria c\u00f4mico se eu n\u00e3o fosse a m\u00e3e&#8221;, de Juliana da Paz, ser\u00e1 publicado por meio do Selo Sarau do Binho durante a programa\u00e7\u00e3o Interc\u00e2mbios Culturais da FELIZS &#8211; Feira Liter\u00e1ria da Zona Sul deste ano. O lan\u00e7amento ser\u00e1 no dia 27, \u00e0s 19h, durante a realiza\u00e7\u00e3o virtual do Sarau do Binho.<\/span><\/p>\n<p>A ideia da publica\u00e7\u00e3o \u00e9 compartilhar as experi\u00eancias de maternidade, viv\u00eancias ligadas \u00e0 gesta\u00e7\u00e3o e ao parto, e tamb\u00e9m da maternagem, termo que abrange os cuidados com a crian\u00e7a depois do parto e que tamb\u00e9m pode envolver outras mulheres.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/b2ap3_medium_capa-livro-julian_20210723-175441_1.jpg\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>O projeto gr\u00e1fico, a diagrama\u00e7\u00e3o e as colagens de &#8220;Seria c\u00f4mico se eu n\u00e3o fosse a m\u00e3e&#8221; foram feitas pela Kacili Zuchinali e o texto foi revisado pela S\u00f4nia Bischain.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>&#8220;Quem v\u00ea de fora, elogia, acha legal. Ou depois que a hist\u00f3ria passa, a gente acha gra\u00e7a de determinadas situa\u00e7\u00f5es. Mas no momento que a gente vivencia \u00e9 tudo dolorido e pesado&#8221;, afirma a autora Juliana da Paz, 37, m\u00e3e, pedagoga e moradora do Cap\u00e3o Redondo, zona sul de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Ela relata que a ideia de contar suas viv\u00eancias neste formato de livro surgiu em 2015, quando engravidou do seu primeiro filho, Joaquim. Em 2021, nasceu Vicente, seu segundo filho, e o desejo de compartilhar suas viv\u00eancias se fez ainda mais presente.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"quotes\">\n<blockquote class=\"eb-quote style-default\"><p>Ser m\u00e3e na sociedade que a gente vive inclui sentir culpa por n\u00e3o conseguir fazer tudo. E quanto mais voc\u00ea estuda, mais culpa voc\u00ea sente por n\u00e3o ser uma m\u00e3e perfeita. Inclui medo de errar, de cometer enganos. \u00c9 um lugar de muita tomada de decis\u00e3o. E tamb\u00e9m tem uma sobrecarga emocional, psicol\u00f3gica e f\u00edsica imensa. Isso porque, geralmente, tudo que d\u00e1 errado \u00e9 culpa da m\u00e3e.<\/p>\n<p><cite><\/cite><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h2>&#8220;A crian\u00e7a \u00e9 um sujeito forjado na sociedade, no meio, na fam\u00edlia&#8221;<span>&nbsp;<\/span><\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Al\u00e9m de pedagoga, Juliana \u00e9 pesquisadora na \u00e1rea da inf\u00e2ncia e conta que a maternidade e a maternagem, surgiram tamb\u00e9m como uma possibilidade de vivenciar seus estudos a partir de outra perspectiva. &#8220;Eles [filhos] enriqueceram meu repert\u00f3rio muito mais do que eu consegui aplicar o que eu estudei&#8221;.<\/p>\n<p>As alegrias da maternagem convivem com a sobrecarga f\u00edsica e emocional, al\u00e9m da constante preocupa\u00e7\u00e3o de criar crian\u00e7as em uma sociedade machista. A partir da perspectiva feminista, a autora tamb\u00e9m sente a responsabilidade de quebrar os padr\u00f5es machistas no dia a dia da educa\u00e7\u00e3o de seus filhos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"quotes\">\n<blockquote class=\"eb-quote style-default\"><p>Na nossa conjuntura social, geralmente quem cuida \u00e9 a mulher, \u00e9 a m\u00e3e ou a m\u00e3e da m\u00e3e. Essas pessoas deveriam ter mais tempo ou serem remuneradas para realizar esse trabalho. Porque, no final das contas, n\u00f3s estamos produzindo a m\u00e3o de obra para o capital, cidad\u00e3os para a nossa sociedade. Somos n\u00f3s que estamos criando e cuidando dessas pessoas. Isso \u00e9 muito pouco valorizado<\/p>\n<p><cite><\/cite><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/b2ap3_medium_0a34b5ca-137d-4606-ae76-faceaaef83f1.jpeg\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Juliana ainda gr\u00e1vida de Vicente ao lado de Joaquim, seu filho mais velho.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h3>\n\tIntensa produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria<span>&nbsp;<\/span><\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>A liga\u00e7\u00e3o com a escrita vem de muito tempo em sua vida. Incentivada por amigos e professoras, ainda na pr\u00e9-adolesc\u00eancia, Juliana participou da cria\u00e7\u00e3o do jornal da escola, onde publicou sua primeira poesia. &#8220;Tinha muita vergonha de assumir que quem escreveu fui eu e criei um pseud\u00f4nimo para a autoria do poema que foi Luciana Viana&#8221;, lembra a autora com carinho de sua conquista aos 13 anos.<\/p>\n<p>Alagoana, Juliana esteve em S\u00e3o Paulo pela primeira vez entre seus 12 e 17 anos. Neste per\u00edodo, morava no Jardim Monte Azul, zona sul de S\u00e3o Paulo e teve contato com a literatura por meio da escola p\u00fablica que estudava e de organiza\u00e7\u00f5es do territ\u00f3rio, como a Associa\u00e7\u00e3o Cultural Monte Azul e a Tropis, na qual ajudou a fundar. Foi frequentando estes espa\u00e7os que a autora conheceu o Sarau do Binho.<\/p>\n<p>Mesmo voltando para Macei\u00f3, a autora participou do Sarau do Binho e das atividades da Felizs quando vinha de f\u00e9rias a S\u00e3o Paulo. H\u00e1 alguns anos, retornou definitivamente para a capital paulista e estreitou seus v\u00ednculos com o movimento liter\u00e1rio, atuando na equipe de produ\u00e7\u00e3o da Felizs durante alguns anos. &#8220;O Sarau do Binho est\u00e1 na minha trajet\u00f3ria como este espa\u00e7o de est\u00edmulo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o da literatura na periferia. E tamb\u00e9m vejo ele engajado com muitas causas sociais&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Seja por meio da escrita art\u00edstica ou da produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria acad\u00eamica, Juliana se manteve sempre escrevendo. Participou da organiza\u00e7\u00e3o de livros lan\u00e7ados pela EDUFAL &#8211; Editora da Universidade Federal de Alagoas, universidade na qual fez sua gradua\u00e7\u00e3o em Pedagogia, al\u00e9m do mestrado e doutorado em Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2020, Juliana ajudou a fundar o blog &#8220;Elas contra Tebas&#8221;, que publicava textos produzidos por diversas mulheres, entre eles, textos in\u00e9ditos de sua autoria. Durante o processo de produ\u00e7\u00e3o de textos para o blog, as autoras compartilhavam entre si os desafios da escrita enfrentados por mulheres, principalmente em livros impressos.<\/p>\n<p>Dessa troca, surgiu a ideia de criar a editora Vicen\u00e7a Editorial e convidaram Juliana para lan\u00e7ar o livro de estreia. &#8220;O principal mote da editora \u00e9 lan\u00e7ar livros de mulheres com trajet\u00f3rias parecidas com a minha, que moram na periferia, que s\u00e3o m\u00e3es, trabalhadoras e que t\u00eam dificuldade de encaixar uma obra no mercado editorial, em editoras maiores&#8221;, conta.<\/p>\n<p>A editora \u00e9 formada por Arlete Mendes, Jesuana Sampaio, Carol Tomoi, Ana Karina Manson, Juliana da Paz e Celane Tomaz. A publica\u00e7\u00e3o &#8220;Um ano sem roupa: textos sobre como amar \u00e9 dif\u00edcil e bom&#8221; \u00e9 o livro que abre os trabalhos da editora e nele Juliana reflete sobre as quest\u00f5es das mulheres, autoconhecimento e amor pr\u00f3prio.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&#8220;Seria c\u00f4mico se eu n\u00e3o fosse a m\u00e3e&#8221;, lan\u00e7ado pelo Selo Sarau do Binho, relata as experi\u00eancias de gerar e cuidar de crian\u00e7as, explorando a multiplicidade de emo\u00e7\u00f5es e descobertas da autora sobre o cuidado di\u00e1rio com seus filhos. &nbsp;Com uma s\u00e9rie de cr\u00f4nicas sobre como \u00e9 ser m\u00e3e,&nbsp;mulher afroind\u00edgena&nbsp;e de periferia, o livro &#8220;Seria [&hellip;]&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":1713,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[37,270,161,94,42],"ppma_author":[144],"class_list":["post-1716","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-raizes-perifericas","tag-entrevistas","tag-literatura","tag-literatura-periferica","tag-maternidade","tag-raizes-perifericas"],"acf":[],"authors":[{"term_id":144,"user_id":10,"is_guest":0,"slug":"flavia-lmpereiragmail-com","display_name":"Fl\u00e1via Lopes","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/75874b6edc9472ba740516bf713fff19587b6c0c064a5af9b2649452005b95e7?s=96&d=mm&r=g","first_name":"Fl\u00e1via","last_name":"Lopes","user_url":"http:\/\/","job_title":"","description":"<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/flavia.lopes.7583\"><i><\/i> \/flavia.lopes.7583<\/a>\r\n<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/flavinhalps\/\"><i> <\/i> @flavinhalps<\/a>\r\nGraduada em Design, t\u00e9cnica em fotografia e moradora do Jardim S\u00e3o Lu\u00eds, atua com comunica\u00e7\u00e3o em contextos perif\u00e9ricos desde 2012. Al\u00e9m de trabalhar com design gr\u00e1fico e atuar na produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado, tamb\u00e9m \u00e9 coordenadora do Centro de M\u00eddia M'Boi Mirim, espa\u00e7o de trabalho compartilhado dedicado a comunica\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica. "}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1716","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1716"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1716\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3194,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1716\/revisions\/3194"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1713"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1716"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1716"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1716"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=1716"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}