
{"id":1681,"date":"2021-06-18T16:14:36","date_gmt":"2021-06-18T19:14:36","guid":{"rendered":"https:\/\/beta.desenrolaenaomenrola.com.br\/2021\/06\/18\/tik-tok-vira-espaco-cultural-para-artistas-da-m-boi-mirim\/"},"modified":"2024-06-29T21:07:32","modified_gmt":"2024-06-30T00:07:32","slug":"tik-tok-vira-espaco-cultural-para-artistas-da-m-boi-mirim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/quebrada-tech\/tik-tok-vira-espaco-cultural-para-artistas-da-m-boi-mirim\/","title":{"rendered":"Tik Tok vira espa\u00e7o cultural para artistas da M\u00b4Boi Mirim"},"content":{"rendered":"<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>\u00c0 base da cultura do fa\u00e7a voc\u00ea mesmo, artistas da quebrada contam como tem usado a rede social como uma estrat\u00e9gia para gerar audi\u00eancia para o seu trabalho, atraindo a aten\u00e7\u00e3o de centenas de milhares de seguidores, inclusive de vizinhos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"readmore\"><\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><\/a><\/p>\n<p><a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<\/a><a class=\"eb-image-viewport\">\t\t<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Choks durante a grava\u00e7\u00e3o de suas coreografia (Imagem: Mano Batom)<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>Devido aos impactos da pandemia que causaram o fechamento de equipamentos p\u00fablicos de cultura nas periferias de S\u00e3o Paulo,o dan\u00e7arino, core\u00f3grafo e professor de dan\u00e7a Matheus Oliveira, morador do Jardim Tupi, bairro da zona sul de S\u00e3o Paulo, transformou o seu perfil no Tik Tok num espa\u00e7o virtual para ganhar visibilidade e atrair seguidores interessados em valorizar o seu trabalho art\u00edstico.<\/span><\/p>\n<p>Esse caminho, segundo ele, foi uma forma de combater o &#8216;horror&#8217; causado pela pandemia no seu trabalho. &#8220;esse momento de pandemia ta sendo um horror total, n\u00e3o s\u00f3 pra mim, como para diversos outros profissionais na \u00e1rea pelo fato de os est\u00fadios estarem fechados e as aulas presenciais n\u00e3o estarem rolando&#8221;, conta.<\/p>\n<p>O professor de dan\u00e7a afirma que muitos colegas de trabalho optaram pelas aulas online, no entanto, ela acredita que isso tem um pre\u00e7o para quem ensina e para quem quer aprender. &#8220;N\u00e3o \u00e9 a mesma coisa. O contato direto se faz necess\u00e1rio para que as coisas aconte\u00e7am devidamente e da melhor forma poss\u00edvel&#8221;, enfatiza.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"quotes\">\n<blockquote class=\"eb-quote style-default\"><p>Mesmo com essa opini\u00e3o formada, o artista da dan\u00e7a conta que encontrou atrav\u00e9s das grava\u00e7\u00f5es de suas coreografias para publica\u00e7\u00e3o no Tik Tok um meio para divulgar seu trabalho.&#8221;As redes sociais tem sido um meio de muita import\u00e2ncia nesse quesito. Vem sendo efetivo pois vem chegando mais pessoas que curtem e passam a acompanhar.&#8221;<\/p>\n<p><cite><\/cite><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>Por isso, Matheus vem apostando em produ\u00e7\u00f5es constantes de v\u00eddeos, por acreditar no poder de engajamento da Tik Tok, uma rede social que vem trazendo muitos frutos para o seu trabalho.&#8221;Cheguei no TikTok na segunda semana de janeiro atrav\u00e9s de alguns amigos. O engajamento l\u00e1 \u00e9 relativo pois depende de diversos fatores, mas felizmente eu venho tendo bons resultados e a galera se mostra presente comentando e novos seguidores chegam constantemente, ent\u00e3o posso dizer que t\u00f4 feliz com o avan\u00e7o&#8221;, relata.<\/span><\/p>\n<p>O perfil do dan\u00e7arino chama-se @ochokz e conta com mais de 38 mil seguidores. Em menos de seis meses de trabalho, ele j\u00e1 acumulou mais de 190 mil curtidas em suas publica\u00e7\u00f5es. \u00c0 base do fa\u00e7a voc\u00ea mesmo, todos os seus v\u00eddeos que registram as suas coreografias s\u00e3o gravados pelo celular e editado por um aplicativo chamado Inshot.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de gravar, ele tamb\u00e9m produz o pr\u00f3prio roteiro das coreografias, um ac\u00famulo de fun\u00e7\u00f5es que vale a pena, pois os conte\u00fados acabam viralizando r\u00e1pido. &#8220;Existem os challenges que s\u00e3o o que mais viralizam dentro da plataforma em si, que nesse caso n\u00e3o necessita de muito tempo de preparo, ainda mais por serem curtos e f\u00e1ceis, para pegar s\u00e3o m\u00ednimos minutos e pra gravar tamb\u00e9m, no geral n\u00e3o \u00e9 trabalhoso, exceto pelo suporte que \u00e9 necess\u00e1rio, como por exemplo algu\u00e9m pra gravar e equipamentos&#8221;, explica.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h2>\n\t<span>&nbsp;<\/span>&#8220;Tenho um v\u00eddeo que chegou quase a um milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es&#8221;<span><br \/>\n<\/span><\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>&#8220;Eu via muitos amigos comentando e pedindo para eu baixar pela conta deles, a\u00ed eu tive curiosidade e criei, mas depois eu fui achando interessante os videos, ent\u00e3o eu comecei a mostrar um pouco do bairro onde eu moro, achei legal e comecei a produzir bastante v\u00eddeo&#8221;, explica Rodrigo Santos, 26, morador do Parque Cerejeira, regi\u00e3o da M\u00b4Boi Mirim, zona sul de S\u00e3o Paulo.<\/span><\/p>\n<p>Atrav\u00e9s do seu perfil @digocods, o morador produz v\u00eddeos utilizando dublagens da quebrada. &#8220;Eu gosto de assistir um v\u00eddeo de alguma dublagem, para ver se \u00e9 legal mesmo e se encaixa comigo, ai se eu achar que \u00e9 bem isso que eu procuro, eu assisto ele antes, estudo primeiro e depois come\u00e7o gravar&#8221;, descreve Santos, citando a maneira como produz os conte\u00fados em seu perfil no Tik Tok.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"quotes\">\n<blockquote class=\"eb-quote style-default\"><p>Santos costuma ser exigente consigo mesmo, para garantir um padr\u00e3o de qualidade na produ\u00e7\u00e3o dos seus conte\u00fados. &#8220;\u00c0s vezes eu gravo um, e se eu n\u00e3o gosto vou fazendo at\u00e9 achar um que eu me identifico, porque eu gosto de ser bem chato nessas partes, se eu j\u00e1 vejo que uma fala n\u00e3o ficou encaixada direito, quando \u00e9 dublagem, ai ja fa\u00e7o de novo&#8221;, conta o dublador, afirmando que leva em m\u00e9dia dez minutos para gravar um v\u00eddeo com boa aceita\u00e7\u00e3o dos seguidores.<\/p>\n<p><cite><\/cite><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>Ele gosta de enfatizar esses pontos de qualidade, porque um \u00fanico v\u00eddeo do tiktoker j\u00e1 chegou a atingir quase um milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es. &#8220;Eu tenho uns quatro ou cinco v\u00eddeos que tiveram bastante visualiza\u00e7\u00f5es, mas eu tenho um que chegou a quase um milh\u00e3o&#8221;, revela.<\/span><\/p>\n<p>O dublador v\u00ea nessa exposi\u00e7\u00e3o que a rede social permite uma maneira de abordar a sua vis\u00e3o sobre a subjetividade do morador da quebrada. &#8220;Eu gosto de fazer algo diferente, que eu vejo que muitos fazem igual, gosto de fazer do meu estilo, do meu jeito&#8221;, enfatiza ele. Atrav\u00e9s da identidade dos conte\u00fados que ele produz, outros jovens em seu bairro o reconheceram na rua, um fato que marcou a sua trajet\u00f3ria. &#8220;J\u00e1 vi meninos aqui, muleque novinho, que falou assim: &#8216;Ai Digo, eu vi seu v\u00eddeo l\u00e1 no Tik Tok, vou gravar uns tamb\u00e9m achei dahora&#8217;. Acho que j\u00e1 \u00e9 um incentivo pra eles n\u00e3o estarem fazendo nada de errado, o Tik Tok j\u00e1 \u00e9 um distra\u00e7\u00e3o&#8221;, conclui.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 base da cultura do fa\u00e7a voc\u00ea mesmo, artistas da quebrada contam como tem usado a rede social como uma estrat\u00e9gia para gerar audi\u00eancia para o seu trabalho, atraindo a aten\u00e7\u00e3o de centenas de milhares de seguidores, inclusive de vizinhos. 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Em 2018, ela se formou em Pr\u00e1ticas Jornal\u00edsticas Nas Periferias pelo programa de forma\u00e7\u00e3o Voc\u00ea Rep\u00f3rter da Periferia. Atrav\u00e9s da escrita e da escuta ativa, ela pauta a tecnologia contando a hist\u00f3rias de moradores e projetos das periferias e favelas, para transformar seu imagin\u00e1rio sobre a quebrada."}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1681","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1681"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1681\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3918,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1681\/revisions\/3918"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1680"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1681"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1681"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1681"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=1681"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}