
{"id":1664,"date":"2021-05-28T14:00:17","date_gmt":"2021-05-28T17:00:17","guid":{"rendered":"https:\/\/beta.desenrolaenaomenrola.com.br\/2021\/05\/28\/producao-de-lives-vira-campo-de-trabalho-de-coletivos-culturais-da-quebrada\/"},"modified":"2024-06-29T21:07:39","modified_gmt":"2024-06-30T00:07:39","slug":"producao-de-lives-vira-campo-de-trabalho-de-coletivos-culturais-da-quebrada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/quebrada-tech\/producao-de-lives-vira-campo-de-trabalho-de-coletivos-culturais-da-quebrada\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de lives vira campo de trabalho de coletivos culturais da quebrada"},"content":{"rendered":"<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Demanda por pessoas qualificadas para produ\u00e7\u00e3o de transmiss\u00f5es ao vivo em plataformas digitais aumenta nas periferias de S\u00e3o Paulo, devido ao fato de os coletivos culturais da cidade migrarem suas atividades art\u00edsticas para o ambiente online.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"readmore\"><\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><\/a><\/p>\n<p><a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<\/a><a class=\"eb-image-viewport\">\t\t<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Registro tirado durante as oficinas (foto Acervo movimento cultural Ermelino Matarazzo)<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>Em Ermelino Matarazzo, territ\u00f3rio perif\u00e9rico da zona leste de S\u00e3o Paulo, a ocupa\u00e7\u00e3o Cultural Mateus Santos, um espa\u00e7o cultural independente organizado pelo Movimento Cultural Ermelino Matarazzo, re\u00fane em uma \u00fanica rede mais de cinquenta coletivos culturais.<\/span><\/p>\n<p>Desde o come\u00e7o da pandemia de coronav\u00edrus na capital, eles t\u00eam feito uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es para aproximar os moradores da regi\u00e3o do entretenimento produzido pelos artistas independentes e grupos art\u00edsticos locais. A internet se tornou uma das principais ferramentas a ser decifrada para gerar essa intera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma das primeiras a\u00e7\u00f5es realizadas pela rede de coletivos foi a campanha &#8220;Internet Solid\u00e1ria&#8221;, iniciativa que incentivou os moradores de Ermelino Matarazzo a criarem uma rede de wifi comunit\u00e1rio, colocando todas as senhas e o nome da rede como &#8216;fiquememcasa&#8217;, como uma tentativa de diminuir os efeitos do isolamento social, oferecendo acesso para vizinhos quem n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de contratar um plano de internet.<\/p>\n<p>&#8220;Logo quando come\u00e7ou a pandemia eu tive esse start que tudo ia ir pro virtual, a\u00ed eu comecei a fazer umas lives por aqui, ningu\u00e9m aqui na ocupa \u00e9 formado em audiovisual, ai a gente come\u00e7ou bem prec\u00e1rio, com celular, tentando conectar o celular na mesa de som&#8221;, conta Gil Douglas, 36, morador do Ermelino Matarazzo e articulador cultural no Movimento Cultural Ermelino Matarazzo.<\/p>\n<p>\u00c9 do articulador cultural a iniciativa de p\u00f4r a m\u00e3o na massa e aprender a mesclar uma s\u00e9rie de conhecimentos e viv\u00eancias para aprender na pr\u00e1tica a produ\u00e7\u00e3o de lives, iniciativa ousada que deu origem a cria\u00e7\u00e3o de um est\u00fadio de transmiss\u00f5es ao vivo dentro da Ocupa\u00e7\u00e3o Cultural Ermelino Matarazzo, espa\u00e7o usado para apoiar artistas independentes e grupos art\u00edsticos locais a divulgar o seu trabalho nas redes sociais.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"quotes\">\n<blockquote class=\"eb-quote style-default\"><p>&#8220;A gente montou um est\u00fadio para lives aqui na ocupa, a princ\u00edpio com equipamentos emprestados&#8221;, explica Douglas, afirmando que o fato dos artistas e coletivos atuarem no formato de rede com cerca de 50 coletivos facilitou o processo de pegar emprestado os equipamentos necess\u00e1rios que dariam vida ao est\u00fadio.<\/p>\n<p><cite><\/cite><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>&#8220;Pega luz de um, c\u00e2mera de outro, trip\u00e9 de um, e a\u00ed a gente montou um est\u00fadio live&#8221;, completa o agente cultural. Segundo ele, foram necess\u00e1rios tr\u00eas meses para adquirir um dom\u00ednio das ferramentas digitais e dos equipamentos mais t\u00e9cnicos.<\/span><\/p>\n<p>&#8220;Com tr\u00eas meses a gente j\u00e1 estava dominando um pouco essas ilhas de corte, mandando \u00e1udio legal e trampando com tr\u00eas c\u00e2meras&#8221;, descreve Douglas. Ele aponta que j\u00e1 foram realizadas 180 transmiss\u00f5es ao vivo dentro do est\u00fadio que come\u00e7ou de maneira improvisada durante o primeiro ano de pandemia no Brasil, mas que hoje j\u00e1 oferece forma\u00e7\u00f5es para outros moradores da regi\u00e3o de Ermelino Matarazzo aprender a produzir lives.<\/p>\n<p>&#8220;Esse ano muito por conta das d\u00favidas v\u00e1rios coletivos do bairro mandaram mensagem pra gente perguntando: que c\u00e2mera que eu compro, qual voc\u00ea me indica, como que voc\u00eas captam o \u00e1udio?&#8221;, relata o agente cultural, que \u00e9 hoje desempenha uma s\u00e9rie de fun\u00e7\u00f5es como produtor de streaming.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s receber uma s\u00e9rie de perguntas, a ocupa\u00e7\u00e3o resolveu fazer uma semana de forma\u00e7\u00e3o chamada &#8216;Semana do Zero Live&#8217;, voltada para moradores que s\u00e3o integrantes de outros coletivos culturais, que visam se aprofundar no processo de produ\u00e7\u00e3o de uma live.<\/p>\n<p>Esse treinamento incluiu o aprendizado sobre formatos de lives, manuseio de ilhas de edi\u00e7\u00e3o, utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplas c\u00e2meras, t\u00e9cnicas de som, cabeamento de equipamentos e manuseio de software de transmiss\u00e3o ao vivo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/b2ap3_large_Registro-tirado-durante-as-oficinas-foto-Acervo-movimento-cultural-Ermelino-Matarazzo2.jpeg\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Registro tirado durante as oficinas (foto Acervo movimento cultural Ermelino Matarazzo)<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"quotes\">\n<blockquote class=\"eb-quote style-default\"><p>A integrante do<a href=\"https:\/\/instagram.com\/movimentoculturalem?igshid=1kaf8123bbx6v\" style=\"text-decoration:none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <\/a>coletivo liter\u00e1rio Sarau dos Mesquiteiros Melissa da Silva, 21, \u00e9 uma das moradoras da Ermelino Matarazzo que aproveitou a forma\u00e7\u00e3o para melhorar a qualidade das lives durantes as apresenta\u00e7\u00f5es do Sarau. &#8220;Foi muito importante essas oficinas, porque eu tinha muita dificuldade em saber como fazer lives com qualidade, \u00e9 muita informa\u00e7\u00e3o e equipamentos necess\u00e1rios e que n\u00e3o se acha f\u00e1cil, ent\u00e3o quando eles fizeram essas oficinas de como fazer uma live do zero foi de extrema import\u00e2ncia, agora eu tenho o conhecimento necess\u00e1rio pra fazer uma boa live&#8221;, conta.<\/p>\n<p><cite><\/cite><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>Melissa diz que o coletivo no qual ela atua precisou se atualizar para sobreviver no universo digital em meio a esse momento da pandemia, onde n\u00e3o h\u00e1 mais encontros presenciais. &#8220;No come\u00e7o foi um desafio, pois est\u00e1vamos acostumados com a apresenta\u00e7\u00e3o em palco, ent\u00e3o tivemos que aprender a lidar com as lives, fazendo apresenta\u00e7\u00f5es mais individuais e n\u00e3o em conjunto&#8221;, explica.<\/span><\/p>\n<p>Um dos principais desafios da articuladora cultural foi utilizar os equipamentos para captar um som com qualidade. &#8220;Eu tive dificuldade em captar \u00e1udio para as lives, no nosso sarau a gente costuma usar instrumento de percuss\u00e3o, e pra fazer esse som sair junto com a voz \u00e9 o que acho mais dif\u00edcil, tem que ter os equipamentos certos&#8221;, aponta ela.<\/p>\n<p>Nas oficinas da Ocupa\u00e7\u00e3o Cultura Mateus Santos, ela conseguiu sanar essas dificuldades. &#8220;Eles ensinaram quais equipamentos necess\u00e1rios e como montar isso tudo, como testar e mostraram equipamentos mais simples e em conta, e equipamentos mais complexos, e mais de um caminho de como fazer isso&#8221;, revela.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s dominar esse importante conjunto de t\u00e9cnicas para produ\u00e7\u00e3o de lives, ela conta que o Sarau Mesquiteiros conseguiu manter uma rede de apoio para pessoas que estavam em isolamento social, lidando com quest\u00f5es de sa\u00fade mental. &#8220;Contribuiu muito pra gente se sentir mais pr\u00f3ximo das pessoas, para mostrar que estamos juntos nesse momento dif\u00edcil de distanciamento e que essa \u00e9 uma forma de amenizar a dist\u00e2ncia&#8221;, conclui.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Demanda por pessoas qualificadas para produ\u00e7\u00e3o de transmiss\u00f5es ao vivo em plataformas digitais aumenta nas periferias de S\u00e3o Paulo, devido ao fato de os coletivos culturais da cidade migrarem suas atividades art\u00edsticas para o ambiente online. 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Em 2018, ela se formou em Pr\u00e1ticas Jornal\u00edsticas Nas Periferias pelo programa de forma\u00e7\u00e3o Voc\u00ea Rep\u00f3rter da Periferia. Atrav\u00e9s da escrita e da escuta ativa, ela pauta a tecnologia contando a hist\u00f3rias de moradores e projetos das periferias e favelas, para transformar seu imagin\u00e1rio sobre a quebrada."}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1664","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1664"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1664\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3789,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1664\/revisions\/3789"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1662"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1664"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1664"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1664"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=1664"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}