
{"id":1651,"date":"2021-05-19T22:23:08","date_gmt":"2021-05-20T01:23:08","guid":{"rendered":"https:\/\/beta.desenrolaenaomenrola.com.br\/2021\/05\/19\/ele-desenhava-muito-bem-diz-tio-de-gilberto-morador-morto-pela-policia-na-favela-da-felicidade\/"},"modified":"2024-06-29T21:09:59","modified_gmt":"2024-06-30T00:09:59","slug":"ele-desenhava-muito-bem-diz-tio-de-gilberto-morador-morto-pela-policia-na-favela-da-felicidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/raizes-perifericas\/ele-desenhava-muito-bem-diz-tio-de-gilberto-morador-morto-pela-policia-na-favela-da-felicidade\/","title":{"rendered":"\u201cEle desenhava muito bem\u201d, diz tio de Gilberto, morador morto pela pol\u00edcia na Favela da Felicidade"},"content":{"rendered":"<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Ap\u00f3s a m\u00eddia tradicional classificar o morador Gilberto Am\u00e2ncio como suspeito, o Desenrola entrevistou amigos e parentes para contar a trajet\u00f3ria de vida do tatuador e pai de fam\u00edlia que morreu com 30 anos no mesmo dia do anivers\u00e1rio do seu filho.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"readmore\"><\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><\/a><\/p>\n<p><a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<\/a><a class=\"eb-image-viewport\">\t\t<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Gilberto Am\u00e2ncio (foto arquivo pessoal)<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Na \u00faltima sexta-feira (14), Gilberto Am\u00e2ncio, morador da Favela da Felicidade, localizada no distrito do Jardim S\u00e3o Lu\u00eds, zona sul de S\u00e3o Paulo, foi alvejado com seis tiros durante uma opera\u00e7\u00e3o policial que aconteceu a poucos metros de dist\u00e2ncia da sua casa.<\/p>\n<p>O morador estava passando por um beco quando foi surpreendido com seis disparos, realizados durante uma opera\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia civil. A morte de Gilberto gerou grande como\u00e7\u00e3o entres os moradores do bairro que conheciam a sua trajet\u00f3ria de vida e sabiam que ele nada devia para a justi\u00e7a criminal.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o fato ocorrido, uma s\u00e9rie de manifesta\u00e7\u00f5es aconteceram nas imedia\u00e7\u00f5es da Favela da Felicidade, territ\u00f3rio conhecido por abrigar uma s\u00e9rie de movimentos sociais e culturais que atuam pelo combate \u00e0s desigualdades sociais que afetam a popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>Ao tomar conhecimento sobre a forma como a m\u00eddia estava noticiando o fato, rotulando Gilberto, como um suspeito, e por isso, essa seria uma justificativa da pol\u00edtica ter disparado seis vezes em sua dire\u00e7\u00e3o, o Desenrola apurou mais informa\u00e7\u00f5es sobre a sua trajet\u00f3ria de vida, conversando com amigos e parentes do morador que morava na Favela da Felicidades h\u00e1 30 anos.<\/p>\n<p>Em respeito ao sofrimento da fam\u00edlia, nossa equipe de reportagem preferiu n\u00e3o tentar contato com o pai, m\u00e3e e a esposa de Gilberto Am\u00e2ncio. Fruto da nossa articula\u00e7\u00e3o investigativa e jornal\u00edstica nas periferias, conseguimos conversar com Edmar Miranda Am\u00e2ncio, 47, ajudante de cozinha e tio do morador morto durante a opera\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia civil na Favela da Felicidade.<\/p>\n<p>Ele foi o parente respons\u00e1vel por reconhecer o corpo do sobrinho e revela a quanto foi sombria e inesperada essa experi\u00eancia. &#8220;Eu estava em casa almo\u00e7ando quando eu recebi a not\u00edcia, que era para eu ir l\u00e1 reconhecer um rapaz que tinham matado e parecia meu sobrinho. Foi um aperto, um sufoco, n\u00e3o sei nem como consegui, n\u00e3o tem nem como explicar o que eu vivi e senti nesse momento.&#8221;<\/p>\n<p>Edmar diz que o choro de sofrimento \u00e9 o \u00fanico som que pode ser escutado na casa da fam\u00edlia de Gilberto. Ele enfatiza que a m\u00e3o do morador \u00e9 uma das mais afetadas. &#8220;O que n\u00f3s estamos passando aqui n\u00e9, a m\u00e3e dele nem consegue falar, s\u00f3 est\u00e1 chorando desde ontem, ningu\u00e9m t\u00e1 conseguindo nem dizer nada, est\u00e1 realmente muito dif\u00edcil&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Segundo o tio, Gilberto tinha um talento natural para desenhar e esse dom o levou a desempenhar a profiss\u00e3o de tatuador. &#8220;Ele ia fazer 30 anos, ele era tatuador, desenhava muito bem e mexia com isso n\u00e9 de tatuagem&#8221;. Ao terminar essa frase, Edmar come\u00e7a a chorar. Nossa rep\u00f3rter d\u00e1 uma pausa na entrevista para sentir se ele iria continuar com o depoimento.<\/p>\n<p>Consciente da import\u00e2ncia de contar a verdade sobre a trajet\u00f3ria de vida do seu Sobrinho, Edmar refor\u00e7a: &#8220;Ele era ajudante de pedreiro tamb\u00e9m, a\u00ed ele come\u00e7ou a mexer com isso de tatuagem, tudo para sustentar a fam\u00edlia dele&#8221;, revela ele, afirmando que Gilberto deixou um filho pequeno que fez anivers\u00e1rio no mesmo dia da sua morte.<\/p>\n<p>Ao perceber o comportamento de vizinhos e amigos mais pr\u00f3ximos, o tio de Gilberto, mais conhecido como Gibinha na Favela da Felicidade desabafa: &#8220;Todo mundo aqui est\u00e1 revoltado, n\u00e3o sabe o que faz, todo mundo da comunidade t\u00e1 revoltado, ningu\u00e9m aqui t\u00e1 acreditando que isso aconteceu, do mesmo jeito que isso aconteceu com meu sobrinho, pode acontecer com todo mundo, com qualquer filho de outra pessoa.&#8221;<\/p>\n<p><span>O medo da impunidade assusta o tio do morador, que insiste em dizer que a fam\u00edlia s\u00f3 quer que a justi\u00e7a seja feita. &#8220;N\u00f3s queremos justi\u00e7a, e que esse policial se apresente e fale o erro que ele fez, porque policial que \u00e9 policial n\u00e3o pode chegar atirando, tem que parar a pessoa, n\u00e3o tem que chegar atirando, n\u00e3o somos animais&#8221;, finaliza Edmar.<\/span>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"quotes\">\n<blockquote class=\"eb-quote style-default\"><p>&#8220;A m\u00eddia s\u00f3 tem colocado coisa ruim, mas quem vai contar e dizer quem ele era?&#8221;<\/p>\n<p><cite>Amigo de inf\u00e2ncia de Gilberto<\/cite><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Um amigo de inf\u00e2ncia de Gilberto, ou Gibinha como ele \u00e9 conhecido pelos amigos e em seu territ\u00f3rio, nos conta quem \u00e9 ele, seus sonhos e o que ele conseguiu acompanhar da vida de Gibinha. Para evitar ser perseguido por policiais, ele preferiu n\u00e3o revelar seu nome.<\/p>\n<p>&#8220;O Gibinha \u00e9 um moleque de periferia n\u00e9, um moleque que foi privado de muitas coisas, h\u00e1 um tempo ele tinha comentado n\u00e9, que estava muito feliz, ele tinha ido no mercado com a esposa e tudo, e ele disse que estava muito feliz que tinha sido a primeira compra que ele tinha feito em fam\u00edlia&#8221;, revela o amigo de Gilberto.<\/p>\n<p>O jeito carinhoso e sentimental de Gilberto fica como marcas e lembran\u00e7as da amizade entre eles. &#8220;Quando a gente conversava e bebia ele chorava, ele era um menino sens\u00edvel, ele tinha muitos sonhos, ele estava come\u00e7ando nas tatuagens, eu acredito que era o sonho dele isso, ele estava come\u00e7ando agora, ele ficava muito feliz quando encontrava na rua e falava dos desenhos, das tatuagens dele, ele fica bem feliz&#8221;, confidencia.<\/p>\n<p>O sentimento de revolta comentado pelo tio Edmar tamb\u00e9m est\u00e1 presente nos pensamentos do amigo de Gilberto. &#8220;Eu estou numa revolta sabe, s\u00f3 quem conhece o Gibinha sabe, a revolta \u00e9 muito grande&#8221;, conta ele, dizendo que o amigo de inf\u00e2ncia era uma pessoa do bem.<\/p>\n<p>O amigo de Gilberto revela tamb\u00e9m que essa n\u00e3o \u00e9 a primeira a\u00e7\u00e3o policial que deixa marcas nas fam\u00edlias da Favela da Felicidade. &#8220;H\u00e1 um tempo atr\u00e1s teve uma chacina l\u00e1 tamb\u00e9m e morreram uns amigos nossos, foi pol\u00edcia tamb\u00e9m, e agora o Gibinha, a gente j\u00e1 t\u00e1 cansado, da outra vez n\u00e3o teve nada, n\u00e3o teve justi\u00e7a, e agora, cad\u00ea?&#8221;, questiona.<\/p>\n<p>Segundo o amigo de inf\u00e2ncia, al\u00e9m de tatuador, Gilberto tamb\u00e9m trabalhava como ajudante de pedreiro. &#8220;Ele tamb\u00e9m era ajudante de pedreiro, batia uma laje, carregava uns sacos de cimento e era tatuador n\u00e9, que era o sonho dele. Eu cheguei a comentar com ele dias atr\u00e1s que o pessoal est\u00e1 falando que as tatuagens dele est\u00e3o ficando muito boas, ele \u00e9 trabalhador, pai de fam\u00edlia.&#8221;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a morte de Gilberto, o amigo de inf\u00e2ncia enfatiza que andar pelos becos e vielas da Favela da Felicidade \u00e9 um ato de coragem que impede ele at\u00e9 de visitar a fam\u00edlia, com medo de ser alvo de abordagens policiais.<\/p>\n<p><span>&#8220;Sempre tive medo, cansei de andar naquele beco ali, tenho medo at\u00e9 de visitar meus familiares, de sair de casa, o Gibinha morreu de dia, 13h da tarde, um dia que era calor, e l\u00e1 onde ele foi morto tudo fica aberto, o movimento \u00e9 grande, tem padaria, mercadinho, ali \u00e9 muito movimentado, o que fizeram com ele n\u00e3o tem l\u00f3gica, poderia ser qualquer um, n\u00e3o foi legitima defesa, legitima defesa com 6 tiros? N\u00e3o tem l\u00f3gica, isso \u00e9 execu\u00e7\u00e3o&#8221;, conclui.<\/span>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"quotes\">\n<blockquote class=\"eb-quote style-default\"><p>&#8220;se n\u00e3o tivesse a pandemia, era um hor\u00e1rio que as crian\u00e7as estavam saindo e chegando da escola, e a\u00ed como \u00e9 que fica&#8221;<\/p>\n<p><cite>Articulador cultural da Favela da Felicidade<\/cite><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>Um articulador cultural do bairro que dialoga com moradores, organiza\u00e7\u00f5es sociais e poder p\u00fablico tamb\u00e9m foi ouvido pela nossa equipe de reportagem. O morador comenta que outros casos de viol\u00eancia policial j\u00e1 terminaram em execu\u00e7\u00f5es dentro da favela. &#8220;Em 2015 teve essa chacina, um pouco depois, tinha um pancad\u00e3o pr\u00f3ximo desse lugar onde o Gilberto foi assassinado, nessas batidas policiais de querer acabar com o pancad\u00e3o no meio da madrugada, um frequentador do baile foi baleado na cabe\u00e7a&#8221;, afirma.<\/span><\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, o articulador cultural contou que a pol\u00edcia chegou ao local muito r\u00e1pido ap\u00f3s os tiros e n\u00e3o deixou os moradores socorrer as v\u00edtimas que ainda estavam vivas. &#8220;Alguns policiais ficaram rindo da situa\u00e7\u00e3o, fora essas viol\u00eancias extremas que acabam nesses assassinatos, tem essa passagem da pol\u00edcia com total desrespeito, que n\u00e3o leva ningu\u00e9m, n\u00e3o faz nada, \u00e9 s\u00f3 simplesmente uma vontade de maldade, de entrar na favela e achar que \u00e9 um territ\u00f3rio que n\u00e3o tem lei e zoar as pessoas aqui.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo o morador, o que fica de mais revoltante no caso de Gilberto \u00e9 saber que ele era uma pessoa sem nenhuma conex\u00e3o com situa\u00e7\u00f5es il\u00edcitas. &#8220;Uma das maiores revoltas de todos n\u00f3s \u00e9 dessa condi\u00e7\u00e3o de todo mundo conhecer o menino e saber que era uma pessoa que nem sequer usava uma droga il\u00edcita, sabe? Era um menino que n\u00e3o estava envolvido com nada, entende?&#8221;, questiona ele.<\/p>\n<p>J\u00e1 com o semblante cansado e visivelmente abatido, o articulador cultural finaliza a entrevista ressaltando uma caracter\u00edstica em comum com Gilberto que era o gosto pelo desenho. &#8220;Eu lembro que ele veio me mostrar um desenho, porque ele desenhava e eu desenho tamb\u00e9m e tal, e ele veio me mostrar um desenho que ele estava fazendo, que ele queria passar pra parede, para eu dizer o que eu achava sabe? Quando eu vi senti a pureza da pessoa, n\u00e9&#8230; ent\u00e3o isso n\u00e3o s\u00f3 por parte dele, mas tamb\u00e9m dos familiares, uma das fam\u00edlias fundadoras da favela, e todos s\u00e3o trabalhadores, pessoas bem humildes. O Gilberto n\u00e3o merecia esse fim, de verdade&#8221;, desabafa.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s a m\u00eddia tradicional classificar o morador Gilberto Am\u00e2ncio como suspeito, o Desenrola entrevistou amigos e parentes para contar a trajet\u00f3ria de vida do tatuador e pai de fam\u00edlia que morreu com 30 anos no mesmo dia do anivers\u00e1rio do seu filho.&nbsp; Gilberto Am\u00e2ncio (foto arquivo pessoal) Na \u00faltima sexta-feira (14), Gilberto Am\u00e2ncio, morador da [&hellip;]&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":1650,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[42],"ppma_author":[77],"class_list":["post-1651","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-raizes-perifericas","tag-raizes-perifericas"],"acf":[],"authors":[{"term_id":77,"user_id":6,"is_guest":0,"slug":"vitoria-reporterpoliticagmail-com","display_name":"Vit\u00f3ria Guilhermina","avatar_url":{"url":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Foto-Vitoria.jpeg","url2x":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Foto-Vitoria.jpeg"},"first_name":"Vit\u00f3ria","last_name":"Guilhermina","user_url":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/","job_title":"","description":"<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/xxvitoriaalves\"><i><\/i> \/xxvitoriaalves<\/a>\r\n<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/_vitoriaae\/\"><i> <\/i> @_vitoriaae<\/a>\r\nMoradora do Rio Pequeno, zona oeste de S\u00e3o Paulo, Vit\u00f3ria Guilhermina, 20, \u00e9 formada em Orienta\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria pela Etec CEPAM. Em 2018 ela se formou em Pr\u00e1ticas Jornal\u00edsticas Nas Periferias pelo programa de forma\u00e7\u00e3o Voc\u00ea Rep\u00f3rter da Periferia. Ela atua em seu territ\u00f3rio com projetos de participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, como o Cursinho Livre Cl\u00e1udia Silva Ferreira. Por meio da escrita, ela est\u00e1 aprendendo a ser cientista social fazendo jornalismo de quebrada."}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1651","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1651"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1651\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3097,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1651\/revisions\/3097"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1650"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1651"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1651"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1651"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=1651"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}