
{"id":1609,"date":"2021-05-03T20:59:28","date_gmt":"2021-05-03T23:59:28","guid":{"rendered":"https:\/\/beta.desenrolaenaomenrola.com.br\/2021\/05\/03\/maternidade-e-pandemia-por-amor-a-minha-filha-busquei-forcas-para-seguir\/"},"modified":"2024-06-29T21:10:09","modified_gmt":"2024-06-30T00:10:09","slug":"maternidade-e-pandemia-por-amor-a-minha-filha-busquei-forcas-para-seguir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/raizes-perifericas\/maternidade-e-pandemia-por-amor-a-minha-filha-busquei-forcas-para-seguir\/","title":{"rendered":"Maternidade e pandemia: por amor a minha filha busquei for\u00e7as para seguir"},"content":{"rendered":"<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><i data-redactor-tag=\"i\" style=\"font-size: inherit; font-family: inherit; text-align: inherit; letter-spacing: 0px;\">Com todas as dificuldades e desafios nessa jornada de me tornar m\u00e3e durante a pandemia de covid-19, eu s\u00f3 posso agradecer pela vida da minha filha, porque foi o amor por ela que me salvou de uma depress\u00e3o profunda, \u00e9&nbsp;o amor por ela que tem sustentado e trazido alegria para a minha fam\u00edlia.<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"readmore\"><\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>Eu preciso iniciar esse texto falando sobre a minha experi\u00eancia com a gesta\u00e7\u00e3o em tempos de pandemia. Creio que muitos desafios, tristezas e l\u00e1grimas impactaram a vida de todas as mulheres que engravidaram em 2020. Se antes da pandemia, o normal da maternidade era estar rodeada pelos seus e com direito a diversas m\u00e3os na barriga para sentir o beb\u00ea se mexendo, durante essa crise sanit\u00e1ria que afetou a vida do mundo inteiro, isso n\u00e3o foi poss\u00edvel.<\/span><\/p>\n<p>Nenhuma mulher que foi gestante em 2020 pode simplesmente ir a um restaurante, sentar-se, conversar e saciar o desejo de comer aquele t\u00e3o famoso prato inesperado. Foram e s\u00e3o tempos dif\u00edceis que estamos enfrentando. Nada de ch\u00e1 de beb\u00ea, abra\u00e7os, beijos como demonstra\u00e7\u00e3o de carinho, nada de ch\u00e1-revela\u00e7\u00e3o, como mais uma desculpa de reunir quem se ama em um per\u00edodo t\u00e3o especial na vida de uma mulher que \u00e9 a gesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No meu caso, durante a gravidez, passei por uma situa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o desejo para ningu\u00e9m, quanto mais para uma mulher gr\u00e1vida. Por conta da Covid-19, perdi minhas duas irm\u00e3s, pois \u00e9. Com sete meses de gesta\u00e7\u00e3o, ao inv\u00e9s de estar pensando no ch\u00e1 de beb\u00ea, fazendo todo o enxoval da minha filha, eu estava enterrando minhas duas irm\u00e3s num intervalo de 10 dias de falecimento de cada uma.<\/p>\n<p>No enterro das duas eu senti minha beb\u00ea mexendo sem parar, ao ponto de precisar ir ao hospital ser medicada e s\u00f3 depois, sentir ela se acalmando dentro de mim. Foi por amor a minha filha que busquei encontrar for\u00e7as para seguir, foi por amor a minha filha que me alimentava todos os dias sem sentir fome, foi por amor a minha filha que aceitei fazer terapia quando minha amiga Mariana Belmont, junto com a Uneafro Brasil disponibilizaram essa possibilidade para mim, e foi por amor a minha filha e tamb\u00e9m por amor ao&nbsp;meu companheiro Ronaldo Matos e aos meus sobrinhos, J\u00falio Cesar 25, e Ana Luiza 12, que resolvi me acalmar, viver e seguir em frente, por mais dif\u00edcil que fosse lidar com toda a dor que senti e sinto durante esses 7 meses sem ter a minhas irm\u00e3s ao meu lado.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/b2ap3_large_WhatsApp-Image-2021-05-03-at-18.17.50.jpeg\" alt=\"Foto: Flavia Lopes\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Thais Siqueira durante a gesta\u00e7\u00e3o\/Foto: Flavia Lopes<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h3>\n<span>O parto&nbsp;<\/span><\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>Quando descobri que estava gr\u00e1vida eu j\u00e1 tinha em mente a vontade de ter parto natural. Estava me preparando para isso, fazendo exerc\u00edcios de pilates, yoga e tudo mais. Ap\u00f3s ter perdido minhas irm\u00e3s, senti que meu mundo havia desabado na minha cabe\u00e7a, parecia que o universo estava contra mim, sentia que estava me afogando e tentando lutar contra a correnteza sem sair do lugar.<\/span><\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, eu estava me preparando para ser m\u00e3e pela primeira vez, e o universo me presenteou com mais dois filhos que s\u00e3o os meus sobrinhos. Prometi para minha irm\u00e3 que cuidaria dos dois, minha irm\u00e3 sabia que se algo acontecesse com ela, teria minha irm\u00e3 Fl\u00e1via e eu para cuidar dos seus filhos, por\u00e9m, Deus tamb\u00e9m levou a Fl\u00e1via e ficou somente eu aqui para cuidar, orientar e dar todo meu amor e carinho para os meus sobrinhos.<\/p>\n<p>Foi quando decidi que meu parto seria ces\u00e1rea, pois j\u00e1 sem for\u00e7as meu maior medo era de passar mal durante o parto, de ter uma crise de choro durante esse processo, j\u00e1 que essas crises n\u00e3o tinham hora e nem lugar para come\u00e7ar.<\/p>\n<p>Um dia antes do nascimento da Alika chorei muito por n\u00e3o ter minhas irm\u00e3s ao meu lado num momento t\u00e3o especial e importante da minha vida. Era dif\u00edcil n\u00e3o ficar emocionada, eu chorava de um lado, e meu companheiro <a href=\"mailto:ronaldo.comunicacao@gmail.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ronaldo Matos<\/a> chorava do outro.<\/p>\n<p>Me internei para seguir com o parto ces\u00e1rea, minha beb\u00ea nasceu no dia 14 de dezembro de 2020. A partir deste momento um sentimento inexplic\u00e1vel tomou conta de mim, sentir minha beb\u00ea deitada com a cabe\u00e7a encostada no meu peito pela primeira vez, seu calor, sua respira\u00e7\u00e3o, seu cheirinho \u00e9 algo que estar\u00e1 guardado para sempre na minha mem\u00f3ria e no meu cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/b2ap3_large_WhatsApp-Image-2021-05-03-at-18.20.14.jpeg\" alt=\"Foto: Camila Baby Boom\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Thais Siqueira durante o nascimento de sua filha, Alika\/Foto: Camila Baby Boom<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>Foi um dia tranquilo, me sentia cansada pelo processo do parto e ao mesmo tempo energizada com a chegada dela. Por\u00e9m, no decorrer da noite minha beb\u00ea teve uma pequena queda de satura\u00e7\u00e3o e precisou ir para a UTI. A enfermeira havia entrado no quarto para peg\u00e1-la, mas imediatamente eu levantei cheia de dores por conta da cirurgia do parto cesariana e decidir ir junto, n\u00e3o existia nada no mundo que me fizesse ficar deitada naquela cama enquanto minha filha era conduzida para uma UTI, mesmo que fosse para ficar em observa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>Aquela foi a primeira noite que de um total de 11 dias de muita ang\u00fastia, choros e tristeza, que eu passei com a minha filha internada na UTI neonatal para rec\u00e9m-nascidos.<\/p>\n<p>Meu cora\u00e7\u00e3o e minha mente n\u00e3o estavam preparados para ter alta da maternidade sem minha filha nos meus bra\u00e7os. Chorei muito quando tive alta e ela ficou, as enfermeiras tentavam me consolar, mas eu n\u00e3o conseguia lidar com todos aqueles sentimentos.<\/p>\n<p>Durante esse per\u00edodo, todos os dias o Ronaldo e eu sa\u00edamos cedo de casa e pass\u00e1vamos o dia inteiro no hospital, esperando as horas que eram liberadas para que pud\u00e9ssemos ver a nossa filha. Como eu amamentava, conseguia entrar mais vezes e passava mais tempo com ela. Ali, pude sentir e observar a dor das m\u00e3es que precisam lidar com seus pequenos internados numa Unidade de Terapia Intensiva.<\/p>\n<p>Cada beb\u00ea que recebia alta era uma alegria coletiva, e ao mesmo tempo, os olhos dessas m\u00e3es diziam: &#8220;estou feliz por ela e pelo beb\u00ea, mas quando ser\u00e1 a minha vez, a vez de sentir a alegria de sair daqui com a minha filha?&#8221;.<\/p>\n<p>Eu dormia e acordava pensando na minha filha. Nada mais fazia sentido, somente a sua recupera\u00e7\u00e3o poderia preencher com vida aquele vazio no peito.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/b2ap3_large_WhatsApp-Image-2021-05-03-at-18.33.07.jpeg\" alt=\"Foto: Thais Siqueira\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Thais Siqueira e Alika\/Foto: Acevo pessoal, Thais Siqueira<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h3>\n<span>Maternidade&nbsp;<\/span><\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>Depois de tanta dor e tristeza, que somaram a perda das minhas irm\u00e3s, mais o fato da minha filha ficar internada na UTI, Ronaldo e eu chegamos no hospital com a not\u00edcia de que minha filha finalmente teria alta naquele dia 25 de dezembro de 2020. Meu cora\u00e7\u00e3o batia t\u00e3o forte, a vontade que eu tinha era de pegar minha beb\u00ea no colo e sair correndo do hospital na mesma hora em que ficamos sabendo do laudo m\u00e9dico.<\/span><\/p>\n<p>Alika teve alta no dia 25 de dezembro, data comemorativa que sempre foi importante na vida das minhas irm\u00e3s. Para a nossa fam\u00edlia foi o melhor presente de Natal, Alika nos trouxe esperan\u00e7a, aconchego, uma leveza na alma depois de tudo que hav\u00edamos passado nos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p>Neste m\u00eas de maio que \u00e9 celebrado o dia das m\u00e3es, minha filha completa cinco meses de vida eu n\u00e3o vou aqui romantizar a maternidade, pois tudo muda na sua vida, nada jamais ser\u00e1 como antes.<\/p>\n<p>S\u00e3o cinco meses de muito amor, cabelos mais despenteados do que penteados, noites mal dormidas e apesar dela j\u00e1 dormir durante a noite toda, meu sono que antes de ser m\u00e3e era pesado, tornou-se t\u00e3o leve que acordo no meio da noite s\u00f3 para olhar e ver se est\u00e1 tudo bem com ela. Sabe aquele velho ditado? Depois que eu fui m\u00e3e, nunca mais comi direito. \u00c9 muito verdade, porque antes da gente as crias v\u00eam em primeiro lugar.<\/p>\n<p>Hoje eu estou buscando conciliar o equil\u00edbrio de ser m\u00e3e presente e voltar ao trabalho. Esse processo n\u00e3o \u00e9 simples, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Eu tenho uma rede de apoio, Flavia Lopes e Evelyn Vilhena que s\u00e3o minha fam\u00edlia no Desenrola, meus sobrinhos e meu companheiro Ronaldo me ajudam dentro desse processo. Se a mulher tem uma rede de apoio ajuda e muito, por\u00e9m, se ela n\u00e3o tiver essa rede de apoio se torna mais complicado. Mais complicado ainda por conta da pandemia.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/b2ap3_large_WhatsApp-Image-2021-05-03-at-18.05.30.jpeg\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Thais Siqueira e Ronaldo Matos com Alika e fam\u00edlia Desenrola\/Foto: Acevo pessoal<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h3>\n<span>Maternidade na pandemia&nbsp;<\/span><\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/b2ap3_large_Thais.png\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Thais Siqueira e sua filha Alika \/ Foto: Marcelino Melo e Arte: Fl\u00e1via L\u00f3pes<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>Eu gostaria que a minha filha estivesse rodeada de toda a minha fam\u00edlia e de todos os meus amigos que me ajudaram no decorrer de todas as coisas que aconteceram. Por\u00e9m, por conta da pandemia, isso ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. E ser m\u00e3e durante a pandemia tamb\u00e9m \u00e9 mais um desafio que precisamos enfrentar, por aqui, ningu\u00e9m chega perto e pega a Alika no colo sem lavar as m\u00e3os, usar \u00e1lcool em gel e usar m\u00e1scara.<\/span><\/p>\n<p>Nem o Ronaldo e eu que somos os pais da Alika n\u00e3o pegamos ela no colo sem m\u00e1scara, \u00e9 uma triste realidade, mas necess\u00e1ria para preservar a sa\u00fade da nossa filha. N\u00e3o sabemos se a qualquer momento podemos nos contaminar com a covid-19 e passar para nossa beb\u00ea, o v\u00edrus \u00e9 invis\u00edvel, ele n\u00e3o avisa onde est\u00e1.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os passeios com a Alika acontecem somente quando vamos em uma consulta com a pediatra, ela ainda n\u00e3o sabe o que \u00e9 ir ao parque, mercado ou qualquer outro lugar. Todo cuidado \u00e9 pouco, mas achamos que \u00e9 melhor passarmos por tudo isso agora e nos mantermos protegidos, do que renunciarmos \u00e0 seguran\u00e7a e cuidados com ela, por conta deste momento.<\/p>\n<p>Diferente da realidade de muitas m\u00e3es, estou voltando ao trabalho e tendo a possibilidade de fazer isso, sem sair de casa, o que me permite mais tempo com a minha beb\u00ea, s\u00e3o mamadas, troca de fraldas e banhos durante reuni\u00f5es por meio do Zoom ou Meet. \u00c0s vezes, \u00e9 preciso pedir uns 5 minutos para agilizar uma coisa aqui e outra ali para n\u00e3o perder o foco da reuni\u00e3o.<\/p>\n<p>Diante de tudo isso posso dizer uma coisa: n\u00e3o podemos romantizar a maternidade, mas tamb\u00e9m n\u00e3o podemos negar o sentimento, a for\u00e7a, a coragem, a f\u00e9 e principalmente o amor que sentimos ao sermos m\u00e3es, \u00e9 um sentimento t\u00e3o inexplic\u00e1vel que ao meu ver \u00e9 um amor divino e genu\u00edno, que s\u00f3 pode vir de Deus para os nossos cora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com todas as dificuldades e desafios nessa jornada da vida de m\u00e3e, eu s\u00f3 posso agradecer pela vida da minha filha, porque foi o amor por ela que me salvou de uma depress\u00e3o profunda, foi o amor por ela que tem sustentado e trazido alegria para a minha fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o para mim, enquanto m\u00e3e, est\u00e1 tudo bem, n\u00e3o comer direito, n\u00e3o dormir, n\u00e3o conseguir me arrumar e todas as dificuldades para encontrar o caminho para lidar com a Maternidade x Trabalho, porque sei que encontrarei o equil\u00edbrio para isso, e est\u00e1 tudo bem, porque o amor que sinto por ela \u00e9 mais forte do que tudo que j\u00e1 senti na vida.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"facebook\">\n<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p><script>(function(d, s, id) {<br \/>\n  var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0];<br \/>\n  if (d.getElementById(id)) return;<br \/>\n  js = d.createElement(s); js.id = id;<br \/>\n  js.src = \"\/\/connect.facebook.net\/en_US\/sdk.js#xfbml=1&version=v2.8\";<br \/>\n  fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);<br \/>\n}(document, 'script', 'facebook-jssdk'));<\/script><\/p>\n<div class=\"fb-post\" data-href=\"https:\/\/www.facebook.com\/thais.siqueira.14811\/posts\/3966753406750963\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com todas as dificuldades e desafios nessa jornada de me tornar m\u00e3e durante a pandemia de covid-19, eu s\u00f3 posso agradecer pela vida da minha filha, porque foi o amor por ela que me salvou de uma depress\u00e3o profunda, \u00e9&nbsp;o amor por ela que tem sustentado e trazido alegria para a minha fam\u00edlia. 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Ela \u00e9 co-fundadora do Desenrola E N\u00e3o Me Enrola. Uma das suas principais motiva\u00e7\u00f5es \u00e9 criar espa\u00e7os de reflex\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o das pot\u00eancias da juventude perif\u00e9rica e do campo do jornalismo das periferias. 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