
{"id":1590,"date":"2021-04-28T16:33:18","date_gmt":"2021-04-28T19:33:18","guid":{"rendered":"https:\/\/beta.desenrolaenaomenrola.com.br\/2021\/04\/28\/nao-tenho-acompanhamento-psicologico-a-saga-de-malue-aba-dias-para-sobreviver-na-pandemia\/"},"modified":"2024-06-29T21:10:11","modified_gmt":"2024-06-30T00:10:11","slug":"nao-tenho-acompanhamento-psicologico-a-saga-de-malue-aba-dias-para-sobreviver-na-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/series\/nao-tenho-acompanhamento-psicologico-a-saga-de-malue-aba-dias-para-sobreviver-na-pandemia\/","title":{"rendered":"&#8220;N\u00e3o tenho acompanhamento psicol\u00f3gico&#8221;: a saga de Mal\u00fae Aba Dias para sobreviver na pandemia"},"content":{"rendered":"<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">No retorno da s\u00e9rie Relatos LGBTQIA+, a artista Mal\u00fae Aba Dias, moradora do Jardim Jo\u00e3o XXIII reflete sobre o futuro de pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias na quebrada e o impacto da pandemia no seu direito de existir.<span class=\"redactor-invisible-space\"><\/span><\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"readmore\"><\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>&#8220;Sou uma pessoa n\u00e3o bin\u00e1ria e androssexual&#8221;, define Mal\u00fae Aba Dias, 21, artista que mora no Jardim Jo\u00e3o XXIII, zona oeste da cidade de S\u00e3o Paulo. Ela atua no movimento cultural do territ\u00f3rio onde vive, realizando saraus em espa\u00e7os p\u00fablicos, pe\u00e7as de teatro e outros eventos de cunho pol\u00edtico e art\u00edstico.<\/span><\/p>\n<p>Mal\u00fae vive com a fam\u00edlia, na qual, mora com a sua av\u00f3, primos e o seu pai. A artista conta que ao todo convive com sete pessoas dentro de casa, e relata como \u00e9 a conviv\u00eancia di\u00e1ria com os parentes, que pouco compreendem as quest\u00f5es de g\u00eanero e sexualidade que impactam a vida de uma pessoa n\u00e3o bin\u00e1ria.<\/p>\n<p>&#8220;Sempre tive um maior contato com as mulheres de casa, minha v\u00f3 e minha tia, ao todo sete&nbsp;pessoas divididas em tr\u00eas casas, eu, meu pai na primeira casa, a fam\u00edlia do meu tio na segunda, minha v\u00f3 na terceira, a conviv\u00eancia entre eles, eu acho natural e normal, claro, todos cis, o igual se conhece e se trata muito bem, agora comigo \u00e9 diferente&#8221;, diz a artista.<\/p>\n<p>Segundo a moradora do Jardim Jo\u00e3o XXIII, o processo de se assumir uma pessoa n\u00e3o bin\u00e1ria come\u00e7ou em 2018, e de l\u00e1 para c\u00e1 muitas coisas mudaram a sua vis\u00e3o de mundo. &#8220;Me assumi em 2018, me entendia como cis, usava o nome de registro, ainda me sentia atra\u00eddo por mulheres, foi um choque aqui em casa, nunca pensariam que pudesse ter algu\u00e9m diferente em casa, mas fui me entendendo de outras formas, hoje entendo que sou trans n\u00e3o binaria, atra\u00eddo por homens, que se chama Mal\u00fae, mas aqui em casa n\u00e3o me chamam pelo nome, j\u00e1 tentei explicar, gritar, mas n\u00e3o adianta, sei que n\u00e3o v\u00e3o evoluir&#8221;, descreve.<\/p>\n<p>A maneira como \u00e9 tratada pela fam\u00edlia, por mais normal que pare\u00e7a para os parentes mais pr\u00f3ximos, deixa marcas na trajet\u00f3ria de vida de Mal\u00fae, que vive um constante processo de constru\u00e7\u00e3o de identidade. &#8220;Me enxergam com outros olhos, cuidam de mim de outras formas, mas na mente e emo\u00e7\u00e3o deixam de lado, \u00e0s vezes me sinto sozinha, por n\u00e3o poder contar tudo para eles, pois v\u00e3o me julgar e dizer que n\u00e3o \u00e9 certo, eu sei que \u00e9 sim, este sou eu, queira eles ou n\u00e3o, n\u00e3o vou voltar pra um arm\u00e1rio que vivi por 19 longos anos, um dia sairei daqui e vou voar que nem uma borboleta&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>O pronome pessoal em terceira pessoa &#8216;ele ou ela&#8221; n\u00e3o se encaixa de maneira apropriada para se referir a o g\u00eanero n\u00e3o bin\u00e1rio, pelo fato das pessoas que assumem essa identidade de g\u00eanero n\u00e3o se reconhecem como homem ou mulher, portanto, se identificam como um g\u00eanero neutro. Essa compreens\u00e3o abre margem para que a forma de se referir a elas mude por completo.<\/p>\n<p>Mal\u00fae faz quest\u00e3o de explicar o que \u00e9 androssexual e conta como enxerga seu corpo. &#8220;\u00c9 quase homossexual, mas como n\u00e3o me entendo como homem n\u00e3o seria assim, ou seja, androssexual \u00e9 uma pessoa que sente atra\u00e7\u00e3o por homens, seja trans ou n\u00e3o. Sou uma pessoa preta, gorda, forte, que sempre est\u00e1 em mudan\u00e7a, ama cantar, canto desde sempre, mas profissionalmente desde 2019.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h2>\n<span>Como ser\u00e1 o futuro?&nbsp;<\/span><\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>A maior preocupa\u00e7\u00e3o que atravessa os pensamentos de Mal\u00fae \u00e9 sua condi\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica, que parece n\u00e3o dar sinais de melhora. &#8220;Eu acho que a maior dificuldade \u00e9 n\u00e3o ter um emprego, n\u00e3o poder ter uma estabilidade financeira, ajudar em casa, comprar roupas e makes, porque tendo essa pequena estabilidade, voc\u00ea saindo pra trabalhar, comprar suas coisas, seu equil\u00edbrio emocional, no meu caso, vai se igualando, ang\u00fastia e medo v\u00e3o indo embora por alguns momentos&#8221;, argumenta.<\/span><\/p>\n<p>Mesmo diante desse cen\u00e1rio, a artista n\u00e3o deixa enxergar o futuro. &#8220;Eu estou tentando enxergar as coisas daqui para frente de uma forma positiva, que vamos sair dessa, j\u00e1 passamos por outras pandemias, n\u00e3o tirando a import\u00e2ncia e letalidade que a covid-19 tem, creio que a sociedade em quest\u00e3o de direitos vai ser muito dif\u00edcil de mudar, principalmente o patriarcado que est\u00e1 enraizada em n\u00f3s, mas acho que com luta, com pessoas pretas, mulheres, ind\u00edgenas, LGBTQIA+ nos altos cargos de governo, com todos unidos vamos alcan\u00e7ar algo muito bom no futuro&#8221;, reflete.<\/p>\n<p>Atenta a sua contribui\u00e7\u00e3o para o universo art\u00edstico, Mal\u00fae fala sobre a import\u00e2ncia de se preparar para aprimorar seus conhecimentos, visando um futuro coletivo para quem faz cultura na quebrada. &#8220;Eu espero me aperfei\u00e7oar mais na arte que eu estou fazendo, tentando passar meu cotidiano e de muitos outres, atrav\u00e9s da arte, na m\u00fasica e dan\u00e7a, tenho essa esperan\u00e7a, meu futuro \u00e9 a arte&#8221;, enfatiza.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h2>O isolamento social e o corpo LGBTQIA+<span>&nbsp;<\/span><\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Em meio a pandemia de coronav\u00edrus, muitas fam\u00edlias est\u00e3o construindo ou n\u00e3o la\u00e7os de afeto que n\u00e3o eram exercitados da melhor forma antes do isolamento social. Nesse cen\u00e1rio, a artista destaca como a conviv\u00eancia familiar est\u00e1 afetando a sua sa\u00fade emocional. &#8220;Eu estou um turbilh\u00e3o de coisas, s\u00e3o muitas coisas mesmo dentro de mim, \u00e9 preocupa\u00e7\u00e3o em arranjar um trampo e fazer as tarefas que j\u00e1 temos que fazer dentro das nossas vidas&#8221;, relata.<\/p>\n<p>Aba Dias lembra que outro fator que mexe com sua estrutura emocional \u00e9 a forma como os familiares demonstram se importar com voc\u00ea. &#8220;Dentro de casa se importam comigo, mas de uma forma que impede minha exist\u00eancia, eu tento entend\u00ea-los, mas n\u00e3o tenho nenhum acompanhamento psicol\u00f3gico, conhe\u00e7o pouco, mas tamb\u00e9m nem procurei muito, acho que por falta de tempo e dinheiro para me preocupar sabe.&#8221;<\/p>\n<p>A aceita\u00e7\u00e3o do g\u00eanero e da sexualidade \u00e9 um dos pontos que mais afetam o bem-estar da artista, que vive em busca de um apoio para lidar com situa\u00e7\u00f5es adversas do cotidiano. &#8220;Para uma pessoa como eu, que se v\u00ea sozinha dentro de casa, n\u00e3o tendo a aceita\u00e7\u00e3o de quem se convive todos os dias, \u00e9 complicado demais, porque n\u00e3o vemos ali um apoio, vemos os mesmos olhos julgadores que na rua, e ficar presa dentro de casa vai nos afetar com ansiedade, depress\u00e3o e muitos outros dist\u00farbios mentais&#8221;, avalia.<\/p>\n<p><span>O dilema da n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o dentro de casa causa impactos severos na artista, como por exemplo, a necessidade de sair de casa para conseguir respirar outros ares. &#8220;Eu tenho ansiedade e essa falta de aceita\u00e7\u00e3o dentro de casa me faz sair, mesmo na pandemia eu sigo tendo todos os cuidados e usando todos os protocolos, m\u00e1scara, \u00e1lcool em gel, gra\u00e7as aos deuses n\u00e3o peguei esse maldito v\u00edrus, fico triste por ver jovens como eu n\u00e3o ligando realmente pra isso, saindo pra longe sem m\u00e1scara e sem distanciamento, mas fazer o que, n\u00e3o temos uma mans\u00e3o, uma piscina dentro de casa pra ficar, n\u00e3o tem nada que nos fa\u00e7a manter-se em casa&#8221;, avalia Mal\u00fae.<\/span>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/b2ap3_medium_IMG-20210414-WA0162.jpg\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Mal\u00fae Aba Dias mora&nbsp;no distrito&nbsp;do Jardim Jo\u00e3o XXIII, territ\u00f3rio onde ela&nbsp;afirma se sente mais segura.&nbsp;<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"quotes\">\n<blockquote class=\"eb-quote style-default\"><p>Me sinto mais segura aqui na minha quebradinha<\/p>\n<p><cite>Mal\u00fae Aba Dias, 21, moradora do Jardim Jo\u00e3o XXIII, zona oeste da cidade de S\u00e3o Paulo<\/cite><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Desde 1999, a artista mora no Jardim Jo\u00e3o XXIII, territ\u00f3rio que Malu\u00e9 considera o &#8220;fund\u00e3o da zona oeste&#8221;. No seu ponto de vista, um dos diferenciais do bairro onde mora \u00e9 a uni\u00e3o entre os moradores.<\/p>\n<p>&#8220;Sinto que o povo aqui de certa forma \u00e9 unido, quase todo final de semana tendo um baile, um churrasco (infelizmente ainda nesta pandemia), gosto dessa uni\u00e3o, aqui n\u00e3o vemos muita cultura, como h\u00e1 em outras regi\u00f5es, at\u00e9 tem, mas geralmente os artistas ficam dentro de suas casas e v\u00e3o se apresentar fora daqui&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c9 no Jardim Jo\u00e3o XXIII que Mal\u00fae encontra sua rede de apoio, formada pelos pr\u00f3prios moradores do territ\u00f3rio. &#8220;A minha roda de amigos reside aqui, s\u00e3o quase que meus vizinhos, todos LGBT&#8217;s, s\u00e3o a minha rede de apoio, querendo ou n\u00e3o, s\u00e3o eles que me aceitam do jeito que sou, e uma parte dessa rede tamb\u00e9m \u00e9 a minha fam\u00edlia, que me fez ser que eu sou hoje, me deu fundamentos para ser a Mal\u00fae, mesmo eles n\u00e3o me aceitando eu os agrade\u00e7o, sem eles n\u00e3o estaria aqui, mas eu e os amigues sempre estamos em alguma a\u00e7\u00e3o cultural aqui, mas \u00e9 dif\u00edcil, \u00e9 um bairro que n\u00e3o teve uma inser\u00e7\u00e3o cultural antes, mas seguimos tentando e vamos conseguir&#8221;, conta, afirmando que neste momento est\u00e1 preparando uma proposta de projeto para o VAI, programa de valoriza\u00e7\u00e3o de projetos culturais destinado a coletivos art\u00edsticos das periferias de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><span>Ao analisar a forma hostil como a cidade de S\u00e3o Paulo trata a popula\u00e7\u00e3o LGBTQI+, Mal\u00fae garante que se sente \u00e0 vontade para circular em sua quebrada, mas que esse sentimento muda quando pensa em outras regi\u00f5es da cidade. &#8220;Pensando na S\u00e3o Paulo toda, querendo ou n\u00e3o me sinto mais segura aqui na minha quebradinha, estou rodeada por pessoas que j\u00e1 me conhecem e de alguma forma v\u00e3o correr por mim e vice-versa, o centro \u00e9 mais aleat\u00f3rio, um corpo como o meu, preto, lgbt, ainda \u00e9 um alvo, pensar como vou me vestir, me portar, n\u00e3o digo que nas margens n\u00e3o \u00e9 assim tamb\u00e9m, porque tem seus casos, mas \u00e9 algo que n\u00e3o acontece todo hora&#8221;, acredita.<\/span>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/b2ap3_medium_IMG-20210414-WA0163.jpg\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Jardim Jo\u00e3o XXIII &#8211; Zona Oeste ( Foto: Mal\u00fae Dias)<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"quotes\">\n<blockquote class=\"eb-quote style-default\"><p>Canto pra que a pele preta e lgbt sempre estejam em nossos ouvidos<\/p>\n<p><cite>Mal\u00fae Aba Dias, 21, moradora do Jardim Jo\u00e3o XXIII, zona oeste da cidade de S\u00e3o Paulo&nbsp;<\/cite><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>A arte de cantar faz parte do processo de constru\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica de Mal\u00fae. A po\u00e9tica do canto a motiva a seguir em frente, para espantar suas frustra\u00e7\u00f5es. &#8220;A arte me fortalece muito, \u00e9 nela que despejo minhas frustra\u00e7\u00f5es, alegrias, l\u00e1grimas, sorrisos, a arte est\u00e1 na minha raiz, n\u00f3s pretos criamos o pop, jazz, blues e o rock, tornamos poss\u00edvel a ida do homem branco \u00e0 lua. Eu canto para espantar os maus, canto para que a pele preta e lgbt sempre estejam em nossos ouvidos&#8221;.<\/span><\/p>\n<p>Mas foi em um espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o audiovisual que aconteceu o processo de percep\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de identidade da artista. &#8220;Fazer um curso do Instituto Criar, um curso de audiovisual voltado para pessoas pretas e que moram nas margens foi um boom na minha mente e no meu jeito de ser, conheci pessoas trans, l\u00e9sbicas, gays, e ali fui entendendo que eu n\u00e3o era cis, muito menos bissexual, e que era tudo bem ser assim&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Relembra que com cerca de 10 anos j\u00e1 percebia que tinha um comportamento diferente dos outros ditos meninos. Na escola sempre andava com as meninas e j\u00e1 sabia que sentia algo pelos meninos.<\/p>\n<p>&#8220;Eu reprimia isso demais porque achava que era algo ruim e que n\u00e3o iriam me amar&#8221;, conta o artista, relembrando que antes do ano de 2019 nunca teve contato com pessoas Lgbts., e que a partir do curso, sua vida ganhou outro sentido para construir uma hist\u00f3ria livre de estere\u00f3tipos e press\u00f5es psicol\u00f3gicas.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No retorno da s\u00e9rie Relatos LGBTQIA+, a artista Mal\u00fae Aba Dias, moradora do Jardim Jo\u00e3o XXIII reflete sobre o futuro de pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias na quebrada e o impacto da pandemia no seu direito de existir. &#8220;Sou uma pessoa n\u00e3o bin\u00e1ria e androssexual&#8221;, define Mal\u00fae Aba Dias, 21, artista que mora no Jardim Jo\u00e3o XXIII, [&hellip;]&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":1587,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[47,48,225,226,106],"ppma_author":[77,73],"class_list":["post-1590","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-series","tag-contextos-perifericos","tag-especial","tag-genero-nao-binario","tag-jardim-joao-xxiii","tag-relatos-lgbtqia"],"acf":[],"authors":[{"term_id":77,"user_id":6,"is_guest":0,"slug":"vitoria-reporterpoliticagmail-com","display_name":"Vit\u00f3ria Guilhermina","avatar_url":{"url":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Foto-Vitoria.jpeg","url2x":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Foto-Vitoria.jpeg"},"first_name":"Vit\u00f3ria","last_name":"Guilhermina","user_url":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/","job_title":"","description":"<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/xxvitoriaalves\"><i><\/i> \/xxvitoriaalves<\/a>\r\n<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/_vitoriaae\/\"><i> <\/i> @_vitoriaae<\/a>\r\nMoradora do Rio Pequeno, zona oeste de S\u00e3o Paulo, Vit\u00f3ria Guilhermina, 20, \u00e9 formada em Orienta\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria pela Etec CEPAM. Em 2018 ela se formou em Pr\u00e1ticas Jornal\u00edsticas Nas Periferias pelo programa de forma\u00e7\u00e3o Voc\u00ea Rep\u00f3rter da Periferia. Ela atua em seu territ\u00f3rio com projetos de participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, como o Cursinho Livre Cl\u00e1udia Silva Ferreira. 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