
{"id":1527,"date":"2021-03-18T20:02:45","date_gmt":"2021-03-18T23:02:45","guid":{"rendered":"https:\/\/beta.desenrolaenaomenrola.com.br\/2021\/03\/18\/mulheres-em-lockdown\/"},"modified":"2024-06-29T21:10:36","modified_gmt":"2024-06-30T00:10:36","slug":"mulheres-em-lockdown","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/colunas\/mulheres-em-lockdown\/","title":{"rendered":"Mulheres em lockdown"},"content":{"rendered":"<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Existe um lockdown invis\u00edvel que atua sobre os corpos nas cidades, isolando e confinando em um estado de pobreza e sofrimento longe das boas novas da modernidade e do direito humano.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"readmore\"><\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport eb-image-popup-button\" href=\"images\/p\/795\/Juh-Na-Varzea.PNG\" title=\"Foto: Juh na Varzea @juhnavarzea\"><\/a><\/p>\n<p><a class=\"eb-image-viewport eb-image-popup-button\" href=\"images\/p\/795\/Juh-Na-Varzea.PNG\" title=\"Foto: Juh na Varzea @juhnavarzea\"><br \/>\n<\/a><a class=\"eb-image-viewport eb-image-popup-button\" href=\"images\/p\/795\/Juh-Na-Varzea.PNG\" title=\"Foto: Juh na Varzea @juhnavarzea\">\t\t<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Foto: Juh na Varzea @juhnavarzea<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>No dia em que eu nasci minha m\u00e3e trabalhou na casa de sua patroa at\u00e9 a hora do meu parto. Dona Ana, portuguesa, levou minha m\u00e3e at\u00e9 o Amparo Maternal, que era para onde se encaminhava m\u00e3es solteiras pobres em 1981. Minha m\u00e3e chegou cedo, mas eu resolvi nascer s\u00f3 \u00e0s 14h30 da tarde, do dia 30 de julho, prolongando aquele misto de alegria e tristeza, abandono e chegada, medo e coragem que seguem uma m\u00e3e solo em sua trajet\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p>Minha m\u00e3e pediu a nossa senhora Aparecida para que n\u00e3o morresse, pois sem ela, eu n\u00e3o teria como saber quem eu era, mesmo que esse ser fosse forjado pela sua mente sabida, eu seria. Minha m\u00e3e teve complica\u00e7\u00f5es na cesariana e ficou internada. Dona Ana, como boa patroa me levou para casa, que era dela. Minha m\u00e3e queria melhorar logo, dona Ana sempre anunciava lares adotivos ricos para minha melhor estadia.<\/p>\n<p>Sabida tamb\u00e9m era dona Ana e me registrou em seu nome e em sua homenagem Anabela, nome portugu\u00eas. Minha m\u00e3e viveu e eu me tornei Anabela Aparecida, pois era imposs\u00edvel mudar o primeiro nome naquela \u00e9poca, n\u00e3o era, mas minha m\u00e3e continuou trabalhando na casa de Dona Ana. Eu conheci a Senhora Dona Ana, das Barbies da sua filha Alexsandra que tinha o cabelo preto, diferente de Dona Ana que era loira. Talvez fosse como o pai. Apesar de quase morar no quarto de empregada de Dona Ana, nunca vi o marido dela, nem seu nome sabia. Quando ele chegava, t\u00ednhamos que silenciar. Isso foi antes da escola. Depois veio o Collor e Dona Ana voltou para Portugal, pois segundo ela o Brasil havia roubado seu dinheiro.<\/p>\n<p>Nunca mais ouvi falar de Dona Ana, ela morava naquelas ruas atr\u00e1s da Biblioteca Kennedy.<\/p>\n<p>Meu irm\u00e3o nasceu em 1983 e eu n\u00e3o me lembro como ele aparece, enfim, eu s\u00f3 tinha 2 anos quando ele chegou. Lembro da gente j\u00e1 grandinho, ainda dente de leite, mas j\u00e1 correndo pelos corti\u00e7os de Santo Amaro, ali bem do lado da casa amarela tinham muitos corti\u00e7os e amigas da minha m\u00e3e dividia quartos com ela. Minha m\u00e3e continuou dom\u00e9stica de outras casas, nessas a gente n\u00e3o ia, ficava na casa de uma amiga da minha m\u00e3e, que morava na favela do Puma, era dif\u00edcil, t\u00ednhamos pouca comida para dividir e sentia muita falta da minha m\u00e3e.<\/p>\n<p>At\u00e9 que veio meu pai, seu Ant\u00f4nio adotou a gente. Foi bom, n\u00f3s come\u00e7amos a ter paradeiro. Fomos para a favela Monte Azul e desde ent\u00e3o, s\u00f3 quando jovem sai de l\u00e1.<\/p>\n<p>Nunca se tem muitos sonhos quando se tem uma vida muito dura. Para minha m\u00e3e e meu pai, a educa\u00e7\u00e3o era o caminho de diminuir a explora\u00e7\u00e3o do lombo. N\u00e3o precisar trabalhar com peso ou depender de favor de patr\u00e3o. Era necess\u00e1ria, importante. N\u00e3o tinha a ver com faculdade ou outros lugares.<\/p>\n<p>Depois que eu fui descobrindo o mundo, minha m\u00e3e foi conhecendo comigo as possibilidades, coisas que n\u00e3o existiam antes. Minha m\u00e3e sofreu muito na vida, perdeu minha V\u00f3 muito cedo, dona Ernestina, mulher ind\u00edgena n\u00e3o aguentou por muito tempo 6 crian\u00e7as e o moinho de cana. Um dia em Vit\u00f3ria da Conquista, Bahia, colhendo arroz na beira do po\u00e7o teve um infarto e se foi, minha m\u00e3e lembra de como encontrou sua m\u00e3e e juntas passamos a lembrar de como morreu minha v\u00f3, antes que eu pudesse me ver atrav\u00e9s dela.<\/p>\n<p>M\u00e3e dizia que eu parecia com a V\u00f3. Depois que ela morreu, meu av\u00f4, seu Onildo, deu todos os filhos, ficando apenas com o de colo. Minha m\u00e3e foi dada a um casal que vinha para S\u00e3o Paulo, ela trabalhou nessa casa como escrava dom\u00e9stica at\u00e9 os 18 anos. Fugiu sem documentos, analfabeta, pelos conselhos das empregadas das casas vizinhas. Conseguiu morada na casa de uma colega. Tirou documento novo, criou o nome Maria Gon\u00e7alves Vaz, com s\u00edlabas que lembrava que j\u00e1 ouviu algu\u00e9m dizer.<\/p>\n<p>Minha m\u00e3e me ensinou muito sobre luta, dignidade e amor. Amor pelos filhos de forma incondicional que lhe trouxe muito sofrimento na vida.<\/p>\n<p>Cada problema que temos tra\u00e7a um caminho, cada forma de resolver esse problema tra\u00e7a outro caminho, cada escolha determina como ser\u00e1 o seu destino. Desse n\u00e3o se foge, ele s\u00f3 muda de cara com cada escolha.<\/p>\n<p>Eu, como minha m\u00e3e fui m\u00e3e solteira e tive minha filha na maternidade de Interlagos em 2001, alguns destinos n\u00e3o se muda. Diferente de minha m\u00e3e, eu n\u00e3o trabalhei durante minha gesta\u00e7\u00e3o. Eu n\u00e3o tive complica\u00e7\u00f5es em minha cesariana, como minha m\u00e3e teve. Voltei para minha casa com meu beb\u00ea no colo. \u00c0s vezes sinto o cheiro do quarto que fiquei com a Yasmin, do medo, da preocupa\u00e7\u00e3o de como viver a partir dali.<\/p>\n<p>Minha m\u00e3e morreu atrav\u00e9s de um infarto, n\u00e3o por causa dele, faz pouco. E \u00e0s vezes tenho medo de morrer como elas, pois mudasse os caminhos, mas destino, esse \u00e9 danado. Sei que o meu j\u00e1 \u00e9 bem melhor que minha v\u00f3 e minha m\u00e3e, pois eu vivo melhor. E sei que minha filha, bisneta de Ernestina, neta de Maria, filha de Anabela, viver\u00e1 melhor que todas n\u00f3s.<\/p>\n<p>Eu recorro a minha hist\u00f3ria para falar das linhas da vida das mulheres, somos um trajeto de muita ancestralidade constru\u00edda em uma dor recente, que ainda podemos ver viajando nos transportes p\u00fablicos. O an\u00fancio de uma hist\u00f3ria come\u00e7a com um bom dia, uma boa noite ou um tudo bem.<\/p>\n<p>Em tempos como esses de terr\u00edvel crise c\u00edclica do capitalismo anunciada desde 2008 e que foi intensificada e atrelada a uma pandemia para sobreviv\u00eancia desse sistema de explora\u00e7\u00e3o primitiva dos pobres, eu penso em minha V\u00f3 e minha m\u00e3e.<\/p>\n<p>Solenemente colho das minhas ess\u00eancias as hist\u00f3rias de sobreviv\u00eancia para construir a minha.<\/p>\n<p>Escrevo sobre minha favela, minha narrativa \u00fanica que meus olhos tra\u00e7aram, escrevo sobre o c\u00f3rrego que enredava minha casa e me atravessou na constru\u00e7\u00e3o da minha auto estima, beleza, sonho e perspectiva de mundo.<\/p>\n<p>Sou eu mulher que compreende as palavras e suas condutas, a primeira das minhas matriarcas que teve a caneta como materializa\u00e7\u00e3o das ideias, posso mudar o destino?<\/p>\n<p>Ainda em solo perif\u00e9rico, me penso, me questiono, \u00e0s vezes me vejo vivendo como se n\u00e3o houvesse futuro. Pois, o futuro foi desenhado antes de mim.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h3>Qual o futuro de uma mulher?<span>&nbsp;<\/span><\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>O passado foi masculino, foi patriarcado de explora\u00e7\u00e3o. O futuro espero que se construa pelas m\u00e3os das mulheres, que renas\u00e7a em nossos ventres, mentes e \u00fateros. Mulheres que nascem e outras que se tornam e capazes do ato de luta primordial que \u00e9 se auto parir, criam um caminho de possibilidades pol\u00edticas e sociais.<\/p>\n<p>N\u00f3s sabemos, murmuramos e gritamos. Expressamos em nossa arte, escrita, trabalho e ci\u00eancia que a lideran\u00e7a hegem\u00f4nica do homem falhou em garantir a vida na terra.<\/p>\n<p>N\u00f3s reinventamos o sentido da for\u00e7a, dando a ela mais que m\u00fasculos, pot\u00eancia.<\/p>\n<p>Os homens tentam conhecer nosso ser de for\u00e7a e sensitivo. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, mas se n\u00e3o se nasce mulher, se torna como disse Simone, que eles se tornem mulheres.<\/p>\n<p>Aqui nesse pedido n\u00e3o h\u00e1 nada de biol\u00f3gico, ou das identidades de g\u00eanero feminino constru\u00eddo para a masculinidade. Mas nascer mulher \u00e9 reconhecer nosso subconsciente, nossa subjetividade, espiritualidade e a for\u00e7a presente no mais fr\u00e1gil ser.<\/p>\n<p>O machismo e a masculinidade t\u00f3xica perpassam os corpos das mulheres, mas nossas d\u00favidas e lutas dentro da produtividade e produtividade fazem com que essas mazelas se tornem mult\u00e1veis no nosso modo de vida.<\/p>\n<p>Eu, como milhares de mulheres da minha gera\u00e7\u00e3o, que nascem no processo de democratiza\u00e7\u00e3o brasileiro, no meio de muita viol\u00eancia forjada pela pol\u00edcia e o tr\u00e1fico de drogas, vimos como n\u00f3s, a periferia crescer, a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria chegar, &#8220;shopping&#8221;, lojas de departamento, food se acomodar nas esquinas.<\/p>\n<p>Mesmo que crescida e com v\u00e1rias mudan\u00e7as na vida, a periferia ainda \u00e9 uma viela e n\u00f3s mulheres que por mais crescidas e sabidas que nos tornamos, n\u00f3s e a periferia, ainda temos feridas abertas vindas desse passado recente de desinteresse do Estado e de invisibilidade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Audre Lorde diz em seu livro &#8220;Irm\u00e3 Outsider&#8221;, que toda mudan\u00e7a implica crescimento, e crescer pode ser doloroso. Mas que aprimorar nossa autodefini\u00e7\u00e3o quando impormos nossa identidade no trabalho e na luta, saberemos que n\u00f3s mulheres compartilhamos um objetivo comum e isso pode representar novos caminhos para nossa sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>A for\u00e7a das mulheres est\u00e1 em reconhecer as diferen\u00e7as entre n\u00f3s como algo produtivo e defender sem culpa as distor\u00e7\u00f5es que herdamos, mas que podemos juntas transformar.<\/p>\n<p>Eu retiro de mim toda culpa que eu carrego por ser muitas vezes obrigada a fortalecer essa sociedade, pela minha sobreviv\u00eancia, pois minha, nossa miss\u00e3o \u00e9 sobreviver.<\/p>\n<p>Eu serei semente e desejo nesse mar\u00e7o triste de morte humana, de valores humanos, de sonhos e destinos, que a for\u00e7a da luta das mulheres que vieram antes, em condi\u00e7\u00f5es materiais e contextos mais dif\u00edceis que os nossos, sejam nossa lamparina nessa devasta\u00e7\u00e3o da \u00e9tica da vida.<\/p>\n<p>Precisamos contar a hist\u00f3ria de nossos antepassados para fortalecer nossa humanidade, n\u00e3o vivemos s\u00f3 uma crise econ\u00f4mica, mas uma crise civilizat\u00f3ria, perdemos o rumo e precisamos reeducar os nossos sobre os valores ancestrais.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 ferramenta transformadora e libertadora, mas n\u00e3o somente a educa\u00e7\u00e3o formal que em certo sentido s\u00f3 prepara a gente para o trabalho. A educa\u00e7\u00e3o familiar tamb\u00e9m prepara para a vida, hoje temos medo que as crian\u00e7as fiquem em casa com suas fam\u00edlias, pois acreditamos que o Estado \u00e9 melhor cuidador. Confiamos em nossas mulheres, ou confiamos somente em n\u00f3s mesmas e nossas cren\u00e7as institu\u00eddas por uma epistemologia branca.<\/p>\n<p>Audre Lorde tamb\u00e9m fala sobre a raiva que carregamos e como ela se manifesta brutalmente entre n\u00f3s mulheres, como transformar essa raiva da pobreza e da viol\u00eancia em combust\u00edvel de mudan\u00e7a social e n\u00e3o em algoz de n\u00f3s mesmas.<\/p>\n<p>Nesse momento em que esse texto se manifesta, muitas mulheres est\u00e3o na luta pela sobreviv\u00eancia sua e dos seus filhos, como diz Mariana Salom\u00e3o, m\u00e3e correria, somos. Algumas ainda t\u00eam tempo para expressar sua raiva do sistema em escritas, poesias, arte, dan\u00e7a. Outras ainda aprisionadas pelo sistema de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o da vida, sonham quando podem, bebem para tentar sonhar e trabalham para n\u00e3o dormir com fome.<\/p>\n<p>Existe um lockdown invis\u00edvel que atua sobre os corpos nas cidades, isolando e confinando em um estado de pobreza e sofrimento longe das boas novas da modernidade e do direito humano.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h2>\n<span>Sinal de Nascen\u00e7a&nbsp;<\/span><\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"quotes\">\n<blockquote class=\"eb-quote style-default\"><p>Sou negra,<br \/>\nsangue ind\u00edgena,<br \/>\nbrasileira<br \/>\nde trajet\u00f3ria<br \/>\nequilibrada na trag\u00e9dia,<br \/>\npovo, la\u00e7o, estupro,<br \/>\nmiscigena\u00e7\u00e3o forjada no murro.<br \/>\nenfileiradas paulistanas,<br \/>\ndesfile de trabalhadoras \u00e0 deriva,<br \/>\nsolavancos do transporte p\u00fablico.<br \/>\nmascaradas relembram,<br \/>\no passado ancestral.<br \/>\nO medo nos olhos,<br \/>\na f\u00faria nas m\u00e3os.<br \/>\nLadeiras acima, ladeiras abaixo,<br \/>\nseguimos, len\u00e7os no cabelo<br \/>\ncolares sagrados no peito.<br \/>\nObservando esse filme coletivo,<br \/>\ndo homem branco faminto<br \/>\npor sangue nativo,<br \/>\numa ordem que n\u00e3o cessa,<br \/>\nsegue com nome e sobrenome<br \/>\nde v\u00edrus,<br \/>\numa reprise funesta<br \/>\nde antepassados desconhecidos,<br \/>\nmas sentidos, nas veias que nos restam.<\/p>\n<p><cite>Anabela Gon\u00e7alves<\/cite><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existe um lockdown invis\u00edvel que atua sobre os corpos nas cidades, isolando e confinando em um estado de pobreza e sofrimento longe das boas novas da modernidade e do direito humano. 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Com experi\u00eancia em ger\u00eancia de projetos, planejamento e acompanhamento de equipe de a\u00e7\u00e3o e educadora. Atuo como presidenta da organiza\u00e7\u00e3o social Bloco do Beco, al\u00e9m de 20 anos como ativista na Periferia Sul com a\u00e7\u00f5es na \u00e1rea de g\u00eanero, pol\u00edtica e cultura, em coletivos como KATU de educa\u00e7\u00e3o, Fala Guerreira e Periferia Segue Sangrando."}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1527","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1527"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1527\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3695,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1527\/revisions\/3695"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1526"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1527"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1527"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1527"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=1527"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}