
{"id":149,"date":"2020-04-14T03:00:32","date_gmt":"2020-04-14T06:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/beta.desenrolaenaomenrola.com.br\/2020\/04\/14\/direitos-invisiveis-moradores-denunciam-estado-de-abandono-nas-favelas-do-rio-pequeno\/"},"modified":"2024-06-29T21:19:46","modified_gmt":"2024-06-30T00:19:46","slug":"direitos-invisiveis-moradores-denunciam-estado-de-abandono-nas-favelas-do-rio-pequeno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/series\/direitos-invisiveis-moradores-denunciam-estado-de-abandono-nas-favelas-do-rio-pequeno\/","title":{"rendered":"Direitos invis\u00edveis: moradores denunciam estado de abandono nas favelas do Rio Pequeno"},"content":{"rendered":"<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>O Rio Pequeno \u00e9 o distrito mais populoso da Subprefeitura do Butant\u00e3. \u00c9 sobre a vida nas Favelas da S\u00e3o Remo e da &#8216;1010&#8217; que o Desenrola abre a s\u00e9rie de reportagens &#8216;cidade dos direitos invis\u00edveis&#8217;, na qual vamos percorrer as periferias e favelas das quatro regi\u00f5es de S\u00e3o Paulo, contanto hist\u00f3rias de moradores, para entender como \u00e9 a vida nos distritos que possuem os maiores indicadores de aglomera\u00e7\u00e3o de moradias e habitantes durante a pandemia de coronav\u00edrus, com base em dados publicados pelo Censo 2010, que completam 10 anos de exist\u00eancia em 2020.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"readmore\"><\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Composto por mais de 40 bairros, o distrito do Rio Pequeno est\u00e1 localizado na regi\u00e3o oeste da cidade de S\u00e3o Paulo. Os dados produzidos pelo Censo em 2010 revelam que h\u00e1 mais de 12 mil habitantes por quil\u00f4metro quadrado morando no territ\u00f3rio. Al\u00e9m disso, o estudo aponta que o Rio Pequeno \u00e9 o menor distrito em extens\u00e3o territorial da Subprefeitura do Butant\u00e3 com 9,70 km\u00b2, mesmo assim, ele possui o maior \u00edndice populacional da regi\u00e3o com 118.459 moradores.<\/p>\n<p>Todos os distritos vizinhos ao Rio Pequeno, que fazem parte da Subprefeitura do Butant\u00e3 s\u00e3o maiores em extens\u00e3o territorial, mas possuem um n\u00famero bem menor de habitantes. Entre eles est\u00e3o: Morumbi com 11,40 km\u00b2 e 46.957 moradores; Butant\u00e3 com 12,50 km\u00b2 e 54.196 moradores; Raposo Tavares com 12,60 km\u00b2 e 100.164 moradores; e Vila S\u00f4nia com 9,90 km\u00b2 e 108.441 moradores.<\/p>\n<p>Os dados revelam que o Rio Pequeno possui uma caracter\u00edstica comum nas periferias de S\u00e3o Paulo: h\u00e1 um grande n\u00famero de moradores que se auto-organizam em moradias irregulares, que demandam da exist\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas para acessar condi\u00e7\u00f5es mais humanas e dignas de exist\u00eancia, mas que ao mesmo tempo s\u00e3o invis\u00edveis para o Estado.<\/p>\n<p>Dez anos depois da publica\u00e7\u00e3o destes dados, os moradores das favelas da &#8216;1010&#8217; e S\u00e3o Remo denunciam que as condi\u00e7\u00f5es de vida nas favelas n\u00e3o mudam, porque eles n\u00e3o s\u00e3o enxergados pelo poder p\u00fablico. &#8220;Moro aqui desde sempre, e \u00e9 dif\u00edcil. \u00c9 dif\u00edcil morar na comunidade porque n\u00e3o tem auxilio nenhum, as pessoas n\u00e3o nos enxergam, tem casa com um metro quadrado que moram 6, 7 e at\u00e9 8 pessoas dentro de vielas. Como se mant\u00e9m essas pessoas em casa, e ainda faltando alimenta\u00e7\u00e3o, material de higiene e at\u00e9 \u00e1gua?&#8221;, questiona Marcos Antonio dos Santos, mais conhecido no territ\u00f3rio como Bulula, 45, morador da favela da &#8216;1010&#8217;.<\/p>\n<p>Outra moradora da favela S\u00e3o Remo \u00e9 a dona Maria Das Dores Bezerra, 42 anos, que mora no territ\u00f3rio h\u00e1 mais de dez anos. Segundo ela, o n\u00famero de moradias irregulares s\u00f3 aumenta, juntamente com a vulnerabilidade dos moradores. &#8220;To no bairro a mais de dez anos e aqui s\u00f3 aumenta as moradias que s\u00e3o bem prec\u00e1rias, conhe\u00e7o fam\u00edlias de seis pessoas que moram em um c\u00f4modo s\u00f3. \u00c9 bem prec\u00e1ria, \u00e9 bem apertadinho.&#8221;<\/p>\n<p>Dona Maria complementa, descrevendo que o quintal das casas abriga banheiros externos e a passagem da viela acaba se tornando um local de encontro com a porta do outro vizinho. &#8220;Tem gente que n\u00e3o tem banheiro dentro de casa, \u00e9 do lado de fora, \u00e9 tudo bem apertado. A porta de uma casa ta na frente de outra porta, dentro de uma viela, \u00e9 bem apertada.&#8221;<\/p>\n<p>A partir dos dados dispon\u00edveis no Censo 2010, o Mapa da Desigualdade publicado pela Rede Nossa S\u00e3o Paulo em 2017 mostra que na Subprefeitura do Butant\u00e3 havia quase 25 mil casas situadas em favelas, um indicador que ilustra claramente a condi\u00e7\u00e3o de aglomera\u00e7\u00e3o de moradores na regi\u00e3o. A pesquisa tamb\u00e9m apontou que a quantidade de moradias cresceu em rela\u00e7\u00e3o ao ano de 2008, per\u00edodo no qual o distrito possu\u00eda mais de 22 mil casas localizadas em favelas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\" style=\"width:638.80597014925px;height:428px;\">\n<p>\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport eb-image-popup-button\" href=\"images\/articles\/66\/5ae3c0259a5879cb32eae44bf326ad8b.jpg\" title=\"Viela na entrada da Favela da S\u00e3o Remo, no Rio Pequeno. (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Facebook)\"><\/a><\/p>\n<p><a class=\"eb-image-viewport eb-image-popup-button\" href=\"images\/articles\/66\/5ae3c0259a5879cb32eae44bf326ad8b.jpg\" title=\"Viela na entrada da Favela da S\u00e3o Remo, no Rio Pequeno. (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Facebook)\"><br \/>\n<\/a><a class=\"eb-image-viewport eb-image-popup-button\" href=\"images\/articles\/66\/5ae3c0259a5879cb32eae44bf326ad8b.jpg\" title=\"Viela na entrada da Favela da S\u00e3o Remo, no Rio Pequeno. (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Facebook)\">\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/b2ap3_medium_5ae3c0259a5879cb32eae44bf326ad8b.jpg\" style=\"width:638.80597014925px;height:428px;\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\" style=\"width:638.80597014925px;\">\n\t\t\t<span>Viela na entrada da Favela da S\u00e3o Remo, no Rio Pequeno. (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Facebook)<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h3>\n\t<strong>&#8220;Urbaniza\u00e7\u00e3o de favela \u00e9 tentar organizar uma vida que t\u00e1 fora do padr\u00e3o&#8221;<\/strong><span>&nbsp;<\/span><\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Os depoimentos dos moradores entrevistados pela nossa reportagem ilustram bem o tamanho do problema apresentando pelos dados produzidos pelo Censo em 2010. Como j\u00e1 se passaram 10 anos, esses indicadores podem estar bem maiores, devido ao aumento da vulnerabilidade dos moradores das periferias e favelas, devido ao desemprego, e a redu\u00e7\u00e3o de investimento em servi\u00e7os sociais estruturantes, como sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo a mestranda em Planejamento Urbano pela FAU-SP, Gisele Brito, a pol\u00edticas p\u00fablicas de moradia e de urbaniza\u00e7\u00e3o das favelas seriam bem vindas se o Estado soubesse elaborar e implantar. &#8220;As quest\u00f5es de moradia est\u00e3o em pauta a pelo menos uns 40 anos, o problema \u00e9 que o Estado d\u00e1 solu\u00e7\u00f5es erradas, ou solu\u00e7\u00f5es que as moradias continuam sendo tratadas como mercadorias, e a\u00ed n\u00e3o tem como resolver, o programa Minha Casa Minha Vida, por exemplo, \u00e9 o maior programa de habita\u00e7\u00e3o que existe.&nbsp;<\/p>\n<p>Foram constru\u00eddas mais de 2 milh\u00f5es de casas e ainda assim, enquanto estavam sendo constru\u00eddas essas habita\u00e7\u00f5es, o n\u00famero de d\u00e9ficit habitacional aumentou&#8221;, aponta ela, enfatizando que o problema habitacional nas favelas nunca vai ser resolvido enquanto for tratado como mercadoria, e n\u00e3o como um direito \u00e0 cidade e direito \u00e0 moradia.<\/p>\n<p>Para Brito, a urbaniza\u00e7\u00e3o das favelas \u00e9 uma conquista hist\u00f3rica de muitos movimentos sociais, que conseguiram levar asfalto, \u00e1gua e luz para os bairros favelados. Isso se d\u00e1 at\u00e9 hoje pautando as condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de moradia e a quest\u00e3o do saneamento b\u00e1sico dentro da cidade.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m explica que a remo\u00e7\u00e3o dos moradores n\u00e3o \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o para esse problema, mas que \u00e9 importante compreender e reconhecer o modo de vida dos moradores, que n\u00e3o segue padr\u00f5es socioecon\u00f4micos tradicionais. &#8220;Urbaniza\u00e7\u00e3o de favela \u00e9 tentar organizar uma vida que t\u00e1 fora do padr\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>As considera\u00e7\u00f5es da pesquisadora t\u00eam forte conex\u00e3o com o projeto de lei n\u00ba 619\/16 que regulamenta o Plano Municipal de Habita\u00e7\u00e3o na cidade de S\u00e3o Paulo, no qual os objetivos estrat\u00e9gicos seguem a seguinte proposta descrita na p\u00e1gina cinco do documento.<\/p>\n<p>&#8220;Um dos aspectos mais importantes da pol\u00edtica habitacional \u00e9 sua diversidade. Os desafios a serem enfrentados s\u00e3o variados e pressup\u00f5em a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para cada caso. N\u00e3o se pode oferecer para uma favela consolidada h\u00e1 d\u00e9cadas a mesma pol\u00edtica que se ofereceria para outra em situa\u00e7\u00e3o de risco iminente, assim como n\u00e3o s\u00e3o problem\u00e1ticas semelhantes, por exemplo, a da popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua, de moradores de corti\u00e7os, ou de fam\u00edlias que residem em loteamentos distantes, na periferia. Cada realidade enseja uma a\u00e7\u00e3o diferente do Poder P\u00fablico, uma integra\u00e7\u00e3o espec\u00edfica com as pol\u00edticas urbanas, uma parceria pr\u00f3pria com outras secretarias ou subprefeituras.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h3>\n\t<strong>&#8220;Como que faz quando tem detergente e n\u00e3o tem \u00e1gua, quando tem \u00e1gua e n\u00e3o tem detergente?&#8221;<br \/>\n<\/strong><span>&nbsp;<\/span><\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>A Coaliz\u00e3o Pelo Clima, um grupo de coletivos que promovem debates e a\u00e7\u00f5es de combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas produziu um mapeamento listando os bairros da cidade de S\u00e3o Paulo que est\u00e3o sendo atingidos pelo corte \u00e1gua em determinados hor\u00e1rios do dia. No relat\u00f3rio, as duas favelas da zona oeste, tanto a &#8216;1010&#8217; quanto a S\u00e3o Remo s\u00e3o registradas.<\/p>\n<p>Os moradores afirmam que \u00e9 mais um ponto que interfere na quarentena e no cuidado para n\u00e3o ser contaminado pelo novo coronav\u00edrus. &#8220;Como que faz quando tem detergente e n\u00e3o tem \u00e1gua, quando tem \u00e1gua e n\u00e3o tem detergente? Para os moradores daqui a \u00e1gua acaba toda noite, n\u00e3o d\u00e1 nem para tomar banho antes de dormir e continua as campanhas para lavar as m\u00e3os e manter tudo limpo. \u00c9 mais uma coisa que mostra que a gente t\u00e1 sendo esquecido e isso afeta a nossa exist\u00eancia diariamente&#8221;, alerta Bulula.<\/p>\n<p>Dona Maria diz que o abastecimento de \u00e1gua no territ\u00f3rio segue um padr\u00e3o de hor\u00e1rio para ser interrompido e para ser restabelecido. &#8220;Falta \u00e1gua todo dia, mais ou menos umas 21h da noite e s\u00f3 volta entre 5h e 7h da manh\u00e3. Eu tenho muito medo, tem que fazer tudo que usa \u00e1gua cedo e separar um balde de \u00e1gua para deixar caso precise n\u00e9? Eu tenho filha pequena da\u00ed \u00e9 complicado, eu to com muito medo de ser contaminada&#8221;, desabafa.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"heading\">\n<h3>\n\t<strong>&#8220;A gente sabe o que tamo vivendo, ent\u00e3o precisamos nos ajudar&#8221;<\/strong><span>&nbsp;<\/span><\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Devido \u00e0 aus\u00eancia programada do Estado nas favelas do Rio Pequeno, os moradores compreenderam h\u00e1 muitos anos que a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades depende tamb\u00e9m da solidariedade de uns com os outros. Por isso, eles come\u00e7aram a se organizar para coletar doa\u00e7\u00f5es de alimentos e produtos de higiene, como forma de combater a contamina\u00e7\u00e3o de coronav\u00edrus em seus territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>&#8220;A gente que t\u00e1 aqui sabe o que tamo vivendo, ent\u00e3o precisamos nos ajudar, eu to coletando doa\u00e7\u00e3o e levando para v\u00e1rias fam\u00edlias todo dia&#8221;, diz Bulula. Ele valoriza as a\u00e7\u00f5es solid\u00e1rias que estam acontecendo no bairro e informa um endere\u00e7o para quem quiser ajudar. &#8220;O lugar de doa\u00e7\u00e3o aqui \u00e9 na favela da 1010, na Rua Cleon M\u00e1rio Gacceone, 279. Temos que nos ajudar e ajudar as fam\u00edlias que precisam mais, salvar nosso bairro&#8221;, finaliza o morador.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Rio Pequeno \u00e9 o distrito mais populoso da Subprefeitura do Butant\u00e3. \u00c9 sobre a vida nas Favelas da S\u00e3o Remo e da &#8216;1010&#8217; que o Desenrola abre a s\u00e9rie de reportagens &#8216;cidade dos direitos invis\u00edveis&#8217;, na qual vamos percorrer as periferias e favelas das quatro regi\u00f5es de S\u00e3o Paulo, contanto hist\u00f3rias de moradores, para [&hellip;]&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[47,48],"ppma_author":[77],"class_list":["post-149","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-series","tag-contextos-perifericos","tag-especial"],"acf":[],"authors":[{"term_id":77,"user_id":6,"is_guest":0,"slug":"vitoria-reporterpoliticagmail-com","display_name":"Vit\u00f3ria Guilhermina","avatar_url":{"url":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Foto-Vitoria.jpeg","url2x":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Foto-Vitoria.jpeg"},"first_name":"Vit\u00f3ria","last_name":"Guilhermina","user_url":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/","job_title":"","description":"<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/xxvitoriaalves\"><i><\/i> \/xxvitoriaalves<\/a>\r\n<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/_vitoriaae\/\"><i> <\/i> @_vitoriaae<\/a>\r\nMoradora do Rio Pequeno, zona oeste de S\u00e3o Paulo, Vit\u00f3ria Guilhermina, 20, \u00e9 formada em Orienta\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria pela Etec CEPAM. Em 2018 ela se formou em Pr\u00e1ticas Jornal\u00edsticas Nas Periferias pelo programa de forma\u00e7\u00e3o Voc\u00ea Rep\u00f3rter da Periferia. Ela atua em seu territ\u00f3rio com projetos de participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, como o Cursinho Livre Cl\u00e1udia Silva Ferreira. 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