
{"id":1416,"date":"2020-12-10T19:06:53","date_gmt":"2020-12-10T22:06:53","guid":{"rendered":"https:\/\/beta.desenrolaenaomenrola.com.br\/2020\/12\/10\/jogo-expoe-o-pensamento-computacional-na-visao-de-jovens-da-quebrada\/"},"modified":"2024-06-29T21:11:15","modified_gmt":"2024-06-30T00:11:15","slug":"jogo-expoe-o-pensamento-computacional-na-visao-de-jovens-da-quebrada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/quebrada-tech\/jogo-expoe-o-pensamento-computacional-na-visao-de-jovens-da-quebrada\/","title":{"rendered":"Jogo exp\u00f5e o pensamento computacional na vis\u00e3o de jovens da quebrada"},"content":{"rendered":"<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>Criado conceitualmente durante um curso de pensamento computacional, o jogo Tabuleiro de Ori \u00e9 uma iniciativa de jovens das periferias de S\u00e3o Paulo para transformar a m\u00fasica em um instrumento educativo para mergulhar na hist\u00f3ria da popula\u00e7\u00e3o negra brasileira.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"readmore\"><\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><\/a><\/p>\n<p><a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<\/a><a class=\"eb-image-viewport\">\t\t<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>Creditos: Rodrigo da Selva <\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p>&nbsp;<span>&#8220;\u00c9 o seguinte mano, esse jogo \u00e9 pra legitimar para amanha ou depois um pretinho na escola falar assim: &#8216;se voc\u00ea pensa que minha hist\u00f3ria &nbsp;parte da escravid\u00e3o voc\u00ea t\u00e1 muito enganado, n\u00f3s somos seres milion\u00e1rios, t\u00e1 ligado &#8216;. Eu acho que a grande resposta do Ori \u00e9 essa&#8221;, explica Magda Souza, uma das seis jovens moradoras das periferias de S\u00e3o Paulo, que usaram o pensamento computacional para elaborar o jogo Tabuleiro Ori.<\/span><\/p>\n<p>Souza faz parte de um grupo de seis jovens que participaram do programa de forma\u00e7\u00e3o Programa\u00ea, um curso que convida jovens das periferias a construir um guia para constru\u00e7\u00e3o do pensamento computacional.<\/p>\n<p>Ao longo do curso, os jovens transformaram suas viv\u00eancias sociais na quebrada em um plano pedag\u00f3gico focado na difus\u00e3o do pensamento computacional nas escolas p\u00fablicas das periferias de S\u00e3o Paulo. Para isso, eles constru\u00edram um plano de aulas a partir dos conhecimentos adquiridos no projeto.<\/p>\n<p>Durante esse processo de forma\u00e7\u00e3o, Ana, Myke, Gl\u00f3ria Maria, Gustavo e Macr\u00f4, parceiros de Magda no curso, decidiram criar um jogo para descolonizar o entretenimento musical atrav\u00e9s do pensamento computacional, utilizado para estimular a introdu\u00e7\u00e3o da l\u00f3gica de programa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 empregada na maioria dos dispositivos tecnol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>O objetivo deles \u00e9 contribuir com a amplia\u00e7\u00e3o do repert\u00f3rio de jovens das periferias, a partir de um jogo que estimula o contato hist\u00f3rico com a m\u00fasica preta no cotidiano de alunos de escolas p\u00fablicas. Na pr\u00e1tica, o grupo est\u00e1 usando t\u00e9cnicas de Gamifica\u00e7\u00e3o para transformar a cultura, hist\u00f3ria, m\u00fasica e o pensamento no jogo Tabuleiro Ori, um instrumento pedag\u00f3gico para descolonizar a cultura musical nas periferias.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"image\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<p>\t\t\t\t\t<a class=\"eb-image-viewport\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/b2ap3_large_creditos-Rodrigo-da-Selva-2.jpeg\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"eb-image-caption\">\n\t\t\t<span>creditos: Rodrigo da Selva <\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"quotes\">\n<blockquote class=\"eb-quote style-default\"><p>&#8220;O jogo incentiva o aprendizado dentro do tema, ent\u00e3o voc\u00ea sempre vai caminhar pra chegada e se voc\u00ea tiver alguma dificuldade no caminho voc\u00ea vai aprender com a pergunta que voc\u00ea tirar no card, atrav\u00e9s do mediador. O foco \u00e9 sempre aprender o conte\u00fado e no meio do jogo ir aplicando o pensamento computacional&#8221;, explica Ana Luiza, 26, umas das co-criadora do Tabuleiro Ori, moradora do Jardim Sonia Inga, que atua como cantora, compositora, poeta e articuladora.<\/p>\n<p><cite><\/cite><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block   \" data-type=\"text\">\n<p><span>Se por um lado a viv\u00eancia dos jovens na quebrada se tornou uma grande aliada que contribuiu no processo de elabora\u00e7\u00e3o do jogo, a introdu\u00e7\u00e3o do pensamento computacional e suas complexidades tecnol\u00f3gicas foi um grande desafio. &#8220;A maior dificuldade pra mim no caso, foi aplicar o pensamento computacional dentro do jogo&#8221;, afirma Magda Sousa, 25, moradora do Morro do \u00cdndio.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>A produtora cultural ressalta que a universaliza\u00e7\u00e3o da leitura do jogo foi uma grande dificuldade, pelo fato dele ter que atingir diferentes p\u00fablicos. &#8220;O grande lance foi quando a gente entendeu que precisava aplicar pra todo mundo n\u00e9, que o professor tinha que chegar na sala de aula e conseguir aplicar, desde um professor de escola particular a um professor de uma comunidade ribeirinha&#8221;, complementa.<\/p>\n<p>A ideia de descolonizar a cultura musical atrav\u00e9s da gamifica\u00e7\u00e3o surgiu devido ao fato do grupo de jovens ter uma liga\u00e7\u00e3o natural com diversos estilos musicais, entre eles o hip hop. &#8220;A maioria das pessoas que estam no grupo j\u00e1 trabalha com esse rol\u00ea. Foi muito mais f\u00e1cil trabalhar a parte de pesquisa nessa quest\u00e3o&#8221;, aponta Magda, que antes da pandemia atua produzindo eventos de batalhas de rimas nas periferias da zona sul de S\u00e3o Paulo, por meio da ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n<p>Segundo a compositora Ana Luiza, jogo vai provocar os alunos de escolas p\u00fablicas a mergulhar na hist\u00f3ria afro-brasileira e ind\u00edgena como uma forma de resgate, ressignificando o conhecimento e valorizando a cultura afro-ind\u00edgena, atrav\u00e9s da m\u00fasica. &#8220;\u00c9 sempre o foco valorizar a m\u00fasica dentro da cultura preta mesmo, de valorizar a nossa m\u00fasica&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do Tabuleiro Ori, o curso Programa\u00ea tamb\u00e9m serviu como plataforma para os jovens criarem um plano de pedag\u00f3gico, composto por quatro aulas com dura\u00e7\u00e3o de 50 minutos cada. O conte\u00fado did\u00e1tico \u00e9 voltado para alunos das disciplinas de M\u00fasica e Geografia, que est\u00e3o cursando o 9\u00b0 ano do Ensino Fundamental II em escolas p\u00fablicas das periferias.<\/p>\n<p><span>Ana Lu\u00edza acredita que o maior prop\u00f3sito do jogo \u00e9 mostrar pra a juventude que ela pode ocupar o espa\u00e7o que ela quiser conhecendo a sua hist\u00f3ria e do seu territ\u00f3rio. &#8220;A gente pode estar na \u00e1rea tecnol\u00f3gica, a gente pode estar na \u00e1rea que a gente quiser, usando a nossa linguagem principalmente&#8221;, finaliza.<\/span>..<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Criado conceitualmente durante um curso de pensamento computacional, o jogo Tabuleiro de Ori \u00e9 uma iniciativa de jovens das periferias de S\u00e3o Paulo para transformar a m\u00fasica em um instrumento educativo para mergulhar na hist\u00f3ria da popula\u00e7\u00e3o negra brasileira. 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Em 2018, ela se formou em Pr\u00e1ticas Jornal\u00edsticas Nas Periferias pelo programa de forma\u00e7\u00e3o Voc\u00ea Rep\u00f3rter da Periferia. Atrav\u00e9s da escrita e da escuta ativa, ela pauta a tecnologia contando a hist\u00f3rias de moradores e projetos das periferias e favelas, para transformar seu imagin\u00e1rio sobre a quebrada."}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1416","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1416"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1416\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3622,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1416\/revisions\/3622"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1414"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1416"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1416"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1416"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/desenrolaenaomenrola.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=1416"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}