Editorial

Nosso voto não é secreto: estamos ao lado do povo preto e periférico

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 A fome, o desemprego e o luto pelas vítimas da covid-19, não nos deixam ser coniventes com o projeto de morte do Bolsonaro e seus aliados.

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Fernando Haddad e Lula I Foto: Elineudo Meira

 A eleição deste ano é uma das mais importantes do Brasil, desde o fim da ditadura militar e início da chamada democracia estabelecida em nosso país. Diante de toda conjuntura vivida nos últimos quatro anos, o Desenrola e Não Me Enrola apoia as candidaturas de Lula (PT) para presidente e Haddad (PT) para o governo de São Paulo.

No atual cenário, acreditamos que seus governos representam respeito à diversidade dos povos, das religiões, às demandas das populações minorizadas, principalmente, o respeito à democracia. 

Papo reto: a democracia, a liberdade e o direito de ir e vir, nunca chegaram para quem mora na quebrada. 

No entanto, desde o golpe de 2016, as coisas têm ficado bem piores. Ataques aos direitos dos trabalhadores, como a reforma trabalhista e previdenciária, congelamento dos investimentos em políticas públicas, e mais recentemente o total descaso com a população durante a pandemia de covid-19. Somado a isso, o aumento do desemprego e da fome que atinge o povo preto e periférico.

Mas diz aí, você sabe o que é um país laico?

É quando ocorre a separação entre Estado e Religião, na qual, o Estado não permite a interferência de correntes religiosas em assuntos estatais, e tão pouco, privilegia uma religião sobre as outras. Porém, na prática, não é isso que acontece no Brasil.

A bancada evangélica representa 20% das cadeiras e sua influência religiosa tem interferido na vida da população brasileira. O Brasil caminha para um lugar preocupante: seu futuro está sendo pautado a partir das questões religiosas, quando na verdade, deveriam ser pautadas por direitos, problemas sociais e econômicos do país.

Nos últimos debates, principalmente presidenciais, ficou evidente que as principais pautas e preocupações de determinadas candidaturas são as questões religiosas. Pautas e possíveis soluções para combater a falta de políticas públicas, com objetivo de diminuir as desigualdades sociais que o Brasil vem enfrentando não são externadas. Ao invés disso, acusações e xingamentos são os principais destaques.

Nesse contexto, entre tantas frentes a população continua sofrendo devido ao desemprego, saúde, moradia, e a economia do país que contribuiu para que voltássemos ao mapa da fome. 

 Por que não compactuamos com o atual governo?

Nos últimos anos, com ênfase no período da pandemia, a população brasileira viveu várias incertezas, assim como os demais países. Porém, dentro de toda a conjuntura pandêmica, não podemos esquecer das irresponsabilidades do governo do atual presidente Jair Bolsonaro (PL).

687 mil pessoas mortas pela covid-19, a resposta de Bolsonaro: “Não sou coveiro”. Ou ainda imitar as vítimas com insuficiência respiratória.  

 Durante seu governo, Bolsonaro desacreditou da pandemia comparando a uma “gripezinha”, espalhando fake news sobre o chamado kit covid ser a cura para a pandemia, interferiu no trabalho do Ministério da Saúde, além de criticar diversas medidas sanitárias estabelecidas.

Foram inúmeras famílias que perderam pessoas próximas. A maior parte das vítimas que morreram por essa doença residiam num CEP específico – os territórios periféricos, na qual, a maioria delas eram pessoas pretas.

Para além de todo cenário de descaso com a saúde, Bolsonaro frequentemente em suas falas diminui as mulheres, ataca jornalistas, indígenas e sua reeleição representa o ataque a uma democracia que há tempos tenta se fortalecer no país.

Diante disso, não podemos compactuar com esse governo, que desacredita da ciência, espalha notícias falsas, é a favor da liberação de armas, acredita na violência como solução, atua com intolerância religiosa, cria sigilo de 100 anos sobre as ações do seu mandato, colocando literalmente toda sujeira para debaixo do tapete.

Somos a favor de um governo que a população possa dialogar, que promova políticas públicas para reduzir as desigualdades sociais que afetam a população preta, periférica, indigena, lgbtqia+ e todas as maiorias minorizadas. Esse governo que acreditamos não está em Jair Bolsonaro presidente e Tarcísio de Freitas governador. 

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