Laboratório gratuito para criação de games abre inscrições para jovens negros e indígenas

Edição:
Evelyn Vilhena

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A formação online é aberta para jovens de todo o país e as inscrições acontecem até 03 de setembro. Para participar, é necessário ter conhecimentos de design e programação. 

Como forma de impulssionar a presença de jovens negros, indígenas e de periferias do Brasil na área da tecnologia, os coletivos GatoMídia e TALES estão com inscrições gratuitas abertas para o LAB Afro-ameríndio Narrativas Gamificadas. Voltado para o aprendizado e criação de jogos eletrônicos, o projeto é voltado para pessoas entre 15 e 29 anos, que atuam com design, audiovisual, artes visuais, mídias digitais ou que tenham conhecimento básico de programação. As inscrições vão até o dia 3 de setembro, através do formulário online (acesse aqui).

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“É importante combater a ideia de que a produção de tecnologia deva ser privilégio ou prerrogativa de uma elite social ou econômica. Acreditamos que a raiz de toda tecnologia está intrinsecamente ligada à cultura e a saberes ancestrais. Por isso, alcançar o universo da tecnologia e da criação de games será mais uma consequência desse protagonismo”.
João Araió, coordenador pedagógico do GatoMídia

LAB com inscrições para oficinas de criação de games para jovens

O LAB terá início em 12 de setembro, com duração de três meses e será dividido em quatro ciclos criativos, que abordarão desde a teoria até a criação real de um jogo. Neste período, o participante terá acesso a oficinas e mentoria de desenvolvimento de games baseados em narrativas orais e cosmologias de culturas indígenas e afro-brasileiras. Todo o curso será online, pelo aplicativo Zoom.

A partir do primeiro ciclo, os participantes vão se dividir em times e começar a trabalhar no seu jogo. Durante o LAB, os processos criativos serão divididos em linguagens: storytelling, design e programação. Ao fim, serão realizadas apresentações e mentoria com profissionais da área e estúdios de games que vão ajudar na elaboração do protótipo digital de cada produto. 

O LAB será conduzido por profissionais engajados com a luta antirracista. Entre eles, a pesquisadora de literatura indígena Trudruá Dorrico, do povo Macuxi; o roteirista e escritor Renato Noguera; a designer gráfica, ilustradora e grafiteira Auá Mendes, do povo Mura; a artista carioca e “sampleadora visual” Amora Moreira; e o diretor de tecnologia e cofundador da startup HIT Jonas Alves. A equipe da Aoca Game Lab, de Salvador (BA), que desenvolveu o jogo Árida, também está entre os colaboradores.

A GatoMídia é uma rede de aprendizagem em mídia e tecnologia voltada para jovens negros e indígenas, moradores de favelas e periferias do Brasil, e tem esses territórios como metodologia e principal referência em produção de conhecimento, tecnologia e inventividade.

Serviço

LAB Afro-ameríndio Narrativas Gamificadas
Inscrições até 03/09/23 por este link
Início: 12 de setembro
Podem participar jovens negres e indígenas entre 15 e 29 anos que atuam nas áreas de design, audiovisual, artes visuais, mídias digitais ou que tenham um conhecimento básico de programação.

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