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Coletivo democratiza produção fotográfica em São Paulo com cobertura sobre cotidiano das periferias

Edição:
Redação

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Criar uma cobertura real e íntima do dia a dia das quebradas e um banco de imagens numa plataforma que está em processo de construção é o objetivo do DiCampana Foto Coletivo.

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Foto: Leonardo Brito

Criado em 2016, o DiCampana Foto Coletivo tem desenvolvido um trabalho fotográfico voltado para a periferia de São Paulo. O grupo partiu da percepção de que cada periferia tem suas características, tendo em mente que esses espaços abrigam milhares de pessoas com diferentes culturas e condições econômicas.

Para eles, o dia a dia da periferia ultrapassa qualquer estereótipo reforçado por clichês e estigmas através da mídia e da sociedade. A idéia é evidenciar a cultura, lazer, rotina e vida de pessoas comuns e ir além da imagem de violência que a periferia carrega.

“Entendendo que a narrativa do nosso povo vem sendo registrada praticamente pelos mesmos meios há décadas, a proposta do DiCampana é fazer uma cobertura introspectiva e contínua do cotidiano das periferias através da fotografia feita por periféricos e favelados. Assim, colaboramos com a construção de outro imaginário na perspectiva cultural”, afirma o coletivo.

Além disso, o trabalho visa denunciar as violações de direitos humanos a fim de “contribuir com a construção de uma imagem que contemple os múltiplos recortes da periferia.”

Com integrantes moradores dos bairros do Campo Limpo, Jd. São Luís e Taboão da Serra, o coletivo tem fotografado mais nestas regiões, mas ressalta que a ideia é circular por outras quebradas de São Paulo. O trabalho também respeita o estilo de cada integrante, resultando em um acervo mais diversificado e autoral que junta olhares artístico, documental e jornalístico com foco sempre na periferia como tema dos registros.

Questionado em criar um conceito de banco de imagens sobre a periferia, o DiCampana Foto Coletivo diz que conhece muitas publicações que abordam o cotidiano da periferia e que dependendo das propostas que surgirem, o material de trabalho será disponibilizado e que já estão sendo discutidas formas de se fazer isso com outros meios de comunicação.

“Entre nós, estamos dialogando para chegarmos num formato que seja mais justo para ambos os lados. Inicialmente nos juntamos com o objetivo de concentrarmos numa plataforma – o que já estávamos fazendo – e fortalecer a democratização e disseminação da fotografia, sempre elitizada. Mas é importante reforçar que os componentes do DiCampana são de quebradas e da periferia”, finaliza o coletivo.

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