Congresso reúne autores da periferia para discutir Literatura Negra no Jardim Ângela

Com quatro mesas de debate e uma feira de livros, o encontro de autores irá debater a história da áfrica na educação, igualdade racial, intolerância religiosa e juventude, a partir do olhar de obras e movimentos literários das periferias de São Paulo.

Por Da Redação 01/11/2017 - 12:06 hs
Foto: Rogério Suenaga
Congresso reúne autores da periferia para discutir Literatura Negra no Jardim Ângela
Mesa sobre a Identidade cultural e a literatura feminista no 2º Congresso.

O Congresso de Escritores da Periferia de São Paulo, iniciativa criada em 2014 pelo coletivo de comunicação Desenrola E Não Me Enrola, chega a sua terceira edição abordando o tema – Literatura Negra Em Foco – com a realização de quatro mesas de debate e uma feira livros simultânea as discussões. Com uma estimativa de público de 500 pessoas e entrada gratuita, o evento acontece no dia 18 de novembro no espaço cultural da Sociedade Santos Mártires, localizada no Jardim Ângela, zona sul de São Paulo. 

Há muitos temas em evidência na sociedade que impacta diretamente a periferia, a partir disso, o Congresso traz para as mesas de debate os seguintes assuntos: Juventude e os movimentos de emancipação; Pensando programas de educação popular à base da literatura negra; Desafios e oportunidades do mercado editorial para autoras negras; e A Literatura Negra como instrumento de combate ao preconceito racial e intolerância religiosa.

“Nossa proposta é reunir autores, movimentos literários, slamers, editoras independentes e educadores que utilizam a Literatura Negra como um instrumento de produção de conhecimento na periferia”, diz o jornalista Ronaldo Matos, um dos organizadores do evento. Ele argumenta que a Literatura Negra e Periférica é um movimento cultural que impacta diretamente na educação e na construção de identidade das pessoas, por isso merece toda a atenção da sociedade. “O movimento dos saraus agrega valores sociais e culturais que impactam diretamente na formação dos jovens e moradores da periferia, por isso é de extrema importância encontrar formas para fortalecer ainda mais esta cultura”, explica.

Matos conta que o Congresso surgiu após uma pesquisa cultural iniciada pelo coletivo em 2013. “O contato com os Saraus e com os autores das periferias revelaram novas possibilidade de pensar, construir e viver a periferia. Na prática, isso é um tipo de transformação social à base da troca de saberes, e é isso queremos promover no Congresso: um momento de troca e aprendizados para todos os envolvidos.”

A presença de autores como o poeta Felipe Marinho e a escritora Mariana Felix mostram a característica do evento, para interagir com a juventude presente nas batalhas de Slam espalhadas pela cidade de São Paulo. A autora Miriam Alves e a editora de livros Carmen Faustino são nomes confirmados para a mesa que vai discutir o mercado editorial e as autoras negras. Na mesa de educação, a educadora e escritora Bel Santos Mayer e a professora Marilu Cardoso são nomes confirmados para falar de suas experiências e apontar caminhos para a educação na periferia.

Com apoio da Lei de Fomento à Cultura das Periferias de São Paulo para realização do Congresso, o coletivo almeja potencializar suas ações afirmativas. “Essa política publicada foi criada por agentes culturais da periferia da cidade e o seu impacto tem sido fundamental para eventos como esse acontecer”, enfatiza Matos, ressaltando que o projeto foi criado para criar perspectivas de organização, projeção cultural e formação de público, para os coletivos literários e escritores independentes ampliarem o impacto das suas iniciativas na periferia.

Agenda

III Congresso de Escritores da Periferia de São Paulo – Literatura Negra Em Foco

Local: Espaço Cultura da Sociedade Santos Mártires

Endereço:  Rua Luis Baldinato, 09 - Jardim Ângela - São Paulo – SP, 04935-100 

Horário: 12h00 às 20h00

Informações: congresso.periferia@gmail.com / 9 87764540

Entrada Gratuita